terça-feira, julho 03, 2012

Curitiba lidera ranking de cidades mais digitalizadas, segundo CPqD

Segunda edição do Índice Brasil de Cidades Digitais avaliou 100 municípios.
Estudo destaca uso de tecnologia em gestão pública e serviços ao cidadão.


Veja as dez primeiras colocadas no Índice Brasil de Cidades Digitais
Curitiba 423 pontos
Rio de Janeiro 407 pontos
Belo Horizonte 398 pontos
Vitória 396 pontos
Campinas 390 pontos
Sorocaba 388 pontos
Anápolis 388 pontos
Porto Alegre 387 pontos
Jundiaí 385 ponos
Guarulhos 382 pontos
Santos 378 pontos
Fonte: CPqD/Momento Editorial
A cidade de Curitiba (PR) lidera o ranking dos municípios mais digitalizados do país, de acordo com o Índice Brasil de Cidades Digitais (IBCD) realizado pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) com 100 cidades brasileiras.

A capital paranaense evoluiu da segunda posição no ranking do ano passado para a liderança do IBCD 2012, com 423 pontos. "Curitiba se destacou bem na integração de áreas de governo, como saúde e educação, e entre as esferas. Eles têm um sistema de prontuário eletrônico que pode ser acessado tanto pela rede pública como privada e por cidades vizinhas. Além disso, a cidade ampliou sua infraestrutura de rede de fibra ótica", explica a pesquisadora Graziella Cardoso Bonadia, coordenadora  do estudo no CPqD, ao G1.

A segunda edição do estudo, realizada em parceria com a Momento Editorial, elevou de 75 para 100 o número de cidades pesquisadas em relação ao ano passado. Na comparação com os municípios avaliados em 2011, o CPqD observou um aumento médio de 22% na pontuação. "Aplicações e Serviços integrados dão maior pontuação aos municípios e houve um esforço nesse sentido. Uma página na internet com informações sobre linhas de ônibus e o calendário escolar estão entre os exemplos de serviços", explica Graziella.

O IBCD 2012 foi elaborado com base em 100 de 130 questionários respondidos voluntariamente por gestores municipais, entre novembro de 2011 e março de 2012, e dados complementares como população, número de acessos e velocidade média de conexão à internet. Do total de municípios, 58 são da região Sudeste, 25 do da região Sul, 12 do Nordeste, três do Centro-Oeste e dois da região Norte.

No geral, o ranking sinaliza um aumento nos investimentos em tecnologia tanto para melhorar os processos de gestão pública como os serviços prestados ao cidadão. Entre os exemplos desse avanço estão cidades como Anápolis, em Goiás, que saltou da 49.ª posição, em 2011, para o 6.º lugar, empatada com Sorocaba, nesta edição, e Guarulhos, em São Paulo, que subiu da 19.ª para a 9.ª posição. "A intenção é que o estudo sirva como base para o planejamento de novos investimentos públicos em inclusão digital", diz a coordenadora da pesquisa.
Segundo Graziella, as cidades brasileiras pesquisadas chegam até o terceiro de seis níveis de digitalização definidos pelo CPqD e pelo Ministério de Telecomunicações, com base em um estudo sobre cidades digitais publicado em 2006. São eles: Acesso Básico (acesso limitado à internet e poucos serviços eletrônicos), Telecentros (possui maior volume de conexões em relação ao Acesso Básico e oferece centros de acesso comunitários, gratuitos ou pagos) e Serviços Eletrônicos (oferece serviços públicos à população, com aspectos de usabilidade e acessibilidade).

"Temos 30 municípios no nível Serviços Eletrônicos" afirma a coordenadora do estudo. Os três níveis seguintes  de classificação de cidades digitais são Pré-integrado (sem limitação de velocidade e acesso à internet, mais recursos de inclusão digital e acessibilidade), Integrado (total acesso pela população, maior gama de serviços eletrônicos em ambiente virtual e comunidade local conectada em rede) e nível Pleno (com níveis anteriores mais elevados, recursos digitais plenos, tudo o que for 'real' replicado no ambiente 'virtual', inclusive construções inteligentes e conectadas).

O ranking também destacou as cidades de Vitória (ES) no quesito ‘Acessibilidade', Tauá (CE), na categoria ‘Acesso Público’, e Guarulhos (SP) em ‘Serviços e Aplicações’. "Guarulhos criou um portal com diversas aplicações, com assinatura digital, que cortam alguns processos presenciais. Para nós esse já é um grande avanço", avalia Graziella. "Se formos nessa linha teremos uma importante mudança na forma como o cidadão se relaciona com serviços públicos", ela conclui.

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