terça-feira, maio 10, 2011

Homem se joga do edifício mais alto do mundo em Dubai

Caso foi o primeiro suicídio na torre Burj Khalifa, em Dubai.
Homem de cerca de 20 anos caiu 39 andares e parou em varanda.

Do G1, com agências internacionais
Um homem se atirou do edifício mais alto do mundo em Dubai, cometendo o primeiro suicídio da torre Burj Khalifa, informou a incorporadora do prédio nesta terça-feira.
O homem, que estaria na casa dos 20 anos e seria do sul asiático, pulou do 147º andar, a 828 metros de altura, e caiu em uma varanda do 108º andar, de acordo com os administradores do prédio.
A Emmar Propriertis disse que registrou um '"incidente envolvendo um homem" na torre Burj Khalifa às 9h locais
"As autoridades responsáveis confirmaram que foi um suicídio e nós estamos aguardando o relatório final", disse um comunicado da companhia, sem dar mais detalhes sobre o incidente.
O jornal "National" disse que o homem teria trabalhado em uma empresa do edifício de 160 andares, e que teve um pedido de férias recusado pela companhia, o que poderia ter motivado a sua atitude, segundo documentos obtidos pela polícia.
Torre Burj Khaklifa é vista nesta terça-feira (10) em Dubai (Foto: AP) 
Torre Burj Khaklifa é vista nesta terça-feira (10) em Dubai (Foto: AP)

Delfim Netto pede desculpas às empregadas domésticas

Termo usado por ele em programa de TV foi considerado pejorativo.
Frase fora do contexto distorce a ideia elaborada, disse ex-ministro.

Da Agência Estado
Antônio Delfim Netto, ex-ministro da Fazenda, em foto de arquivo (Foto: Agência Estado) 
Antônio Delfim Netto, ex-ministro da Fazenda, em
foto de arquivo (Foto: Agência Estado)
O Instituto Doméstica Legal, que representa 7,2 milhões de trabalhadores da categoria, obteve um pedido público de desculpas do ex-ministro da Fazenda Antonio Delfim Netto, registrado em cartório, pela declaração feita pelo economista na TV a respeito deste profissional. No dia 4 do mês passado, Delfim disse no programa "Canal Livre", da Rede Bandeirantes, que "quem teve este animal, teve; quem não teve nunca mais vai ter", em referência à empregada doméstica.
Delfim afirmou que "em momento algum desejou referir-se à classe das empregadas domésticas de maneira pejorativa". O economista argumentou, em seu pedido público de desculpas, registrado no 8º Cartório Tabelião de Notas da capital paulista no início deste mês, que a frase pinçada do contexto distorce a ideia elaborada.
Segundo Delfim Netto, a intenção foi mostrar que no processo de ascensão social em curso na sociedade brasileira, a figura deste profissional tende a desaparecer. "É preciso entender em que sentido foi feito o comentário", disse o ex-ministro.
Em seu pedido de desculpas, Delfim justifica o emprego do termo "animal", usado pelo economista britânico John Maynard Keynes, criado durante a Grande Depressão, para descrever as motivações psicológicas de empresários, consumidores e investidores. "Os economistas (eu, inclusive) usam corriqueiramente a expressão 'fazer nascer o espírito animal dos empresários' como forma de despertá-los para oportunidades de investimento e não me lembro de nenhum empresário que tenha se declarado ofendido ou humilhado."
No fim do pedido oficial de desculpas à categoria, Delfim Netto considera o episódio uma "tempestade num copo d'água", que ocorreu em razão do uso de uma expressão infeliz, pelo qual ele se penitencia.

domingo, maio 08, 2011

Maconha: Muita fumaça sobre o debate

(Tribuna do Norte)
Um filho pré-adolescente pergunta ao pai: “A maconha, que é uma erva natural, é ruim?”. O pai, sem acreditar no questionamento responde: “Lógico que é meu filho, faz mal à saúde. Os negros pobres fumam. Por isso, é proibida”. O garoto, insatisfeito com a resposta evasiva, retruca: “Interessante. A maconha é natural e proibida. Então, por que os sanduíches das redes de fast-food, consumidos pelos brancos ricos, que engordam e fazem muito mal à saúde não são proibidos?”. Sem resposta, o filho retorna ao quarto onde vai pesquisar sobre o tema. O pai, atônito, resmunga e questiona a si mesmo: “Em que tempos estamos?”. 
Do diálogo acima extrai-se dois pontos do vista que margeiam o debate acerca da maconha: naturalidade versus proibição. De um lado, o pai afirma que somente negros e pobres fazem uso da erva. Não leva em consideração, porém, o preconceito embutido em seu discurso. O questionador, um filho pré-adolescente, contextualiza o debate expondo que os grandes conglomerados comerciais vendem comida industrializada, que oferecem danos à saúde, e nem por isso são proibidos de lucrar.
O debate em torno deste tema é antigo e divide opiniões. O combate à droga e, consequentemente, ao consumo, foi motivada por uma questão particular. No início do século XX, mexicanos cruzavam as fronteiras dos Estados Unidos, como fazem até hoje, em busca de empregos e melhores condições de trabalho. Eles faziam uso da maconha, que servia como paliativo à proibição de rum que vinha das Bahamas. Henry Anslinger, além de combater o rum passou a criminalizar o consumo da maconha. Ele atribuía que o consumo na América era alimentado pelos imigrantes mexicanos, na maioria pobres e negros.

 Por este motivo, estudiosos do tema apontam influências históricas que distorcem o conteúdo que deveria ser amplamente discutido. São elas: social (que é a imposição da soberania branca sobre às demais etnias); religiosa (quando a Igreja Católica subjulgava as manifestações não-cristãs que fazem uso da erva nos rituais); econômicas (o ideal dos grandes grupos tabagistas é patentear o produto, se um dia for legalizado no país) e políticas (que ostentam que a visão de político correto é aquele que segue a doutrina conservadorista). Já os argumentos científicos, defendidos  pelos próprios cientistas e usuários da cannabis, são colocados em segundo plano.
Discutir o tema é mexer em feridas sociais históricas. O preconceito do pai, exposto no diálogo com o filho, reflete uma situação comum no Brasil atualmente. Imaginar que os brancos não fazem usto desta droga e não recorrem aos pequenos traficantes, é um engano.

 Apesar de ser a droga mais comercializada e consumida no mundo, segundo pesquisas do Departamento de Drogas e Crime das Nações Unidas (UNODC, sigla em inglês), a maconha está dando lugar a substâncias como o crack e, mais recentemente, ao oxy (cuja composição inclui gasolina, querosene, pasta de cocaína e cal).

  O que os usuários e pesquisadores da maconha defendem, é a regulamentação e regularização do consumo. “O sonho de qualquer usuário é cultivar sua própria maconha. Eu só compro porque não posso plantar”, afirmou um advogado que faz uso recreativo da erva. Para ele, a maconha não abre portas para novas drogas. “Isso é mito. Eu fumo maconha há 13 anos e jamais fumei crack”, garantiu.

 Uma grande empresa produtora de cigarros se adiantou ao que pode ocorrer, ou não, no Brasil e registrou a marca Marley. O nome do produto o faz lembrar algum cantor de reggae? Qualquer semelhança, neste caso, não será mera coincidência. O nome do produto foi questionado pela família do cantor.

  Enquanto alguns países se adiantaram na discussão, nenhum sinal de que a descriminalização da droga possa ocorrer no Brasil, embaça as vidraças do Congresso Nacional.

Maioria descobre a droga nos anos da universidade

 O primeiro contato com a maconha para a maioria dos usuários consultados para a composição desta reportagem, se deu no universo acadêmico, numa fase que eles consideraram ser de transições, escolhas. O novo ambiente de estudo com perspectivas diversas, oxigenou a curiosidade dos jovens, hoje adultos que culminou com no primeiro cigarro à base de cannabis sativa.

 Como consequência ou utilizando a Universidade como viés norteador da abertura para o debate, diversos estudantes se articularam e criaram um movimento nacional, a Marcha da Maconha. Em Natal, o grupo se reúne periodicamente na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). A primeira marcha ocorreu ano passado, durante a reunião da SBPC.

   Para Henrique Lopes, um dos organizadores do coletivo “Cannabis Ativa”, o discurso da sociedade em torno da maconha ainda está ligado às questões morais. “É um tema que afeta a sociedade que se prende a justificativas que não se sustentam para contribuir com o processo histórico de construção da marginalização”, defende.

  A estudante universitária Isabela Bentes afirma que droga nenhuma escolhe classe social ou etnia. Ela explica que o processo de marginalização da maconha no Brasil ocorreu junto com a umbanda e a capoeira. Tanto ela quanto Henrique acreditam que o proibicionismo só aumenta o consumo. Além disso, dizem que é preciso um processo forte de conscientização na sociedade sobre o uso e abuso de drogas. “A proibição legitima a morte, a violência”, defendem.

Entrevista: Dr. João Menezes - neurocientista e pesquisador da maconha

1. Quais são os argumentos utilizados pelo senhor para defender a legalização e regulamentação da Cannabis no Brasil?

São muitas as razões mas acho que as minhas 10 mais importantes são:

1. Não existem motivos médicos e científicos que justifiquem a proibição para o uso da cannabis por adultos;

2. As substâncias contidas na planta são muito menos perigosas e com menos potencial de causar dependência que outras drogas legalizadas e regulamentadas como tabaco, álcool, e fármacos como ansiolíticos, estimulantes e anti-depressivos apenas para citar alguns. Isto corrige uma incoerência na política de controle de substâncias de abuso;

3. Aproibição produz um mercado negro muito mais deletério que o uso da cannabis. Ou seja, a legalização acarretará na redução do impacto do mercado negro sobre a economia da nação (dinheiro circulante livre de impostos e a inflação por demanda que isto provoca), sobre a corrupção policial e sobre o sistema de saúde (sobrecarregado por causa da violência);

4. Ocontrole do uso da cannabis por menores e do abuso em geral e a possibilidade de oferecer tratamento de saúde para eventuais usos problemáticos, como dependência e síndrome amotivacional, são muito melhor realizados num ambiente de legalização e regulamentação (as pessoas afetadas não correm o risco de serem presas, não fogem das autoridades e não são marginalizadas, e ocomerciante pode ser fiscalizado);

5. Fim assimetria de tratamento entre usuários ricos e pobres e da possibilidade de discriminar negros e pobres em função do uso e posse dedrogas (mais de 60% dos presos no Rio de Janeiro por posse de drogas [2o maior motivo de prisão] são réus primários, destes 90% sem armas e 90% negros ou pardos (números aproximados tirados de memória do estudo de Boiteux et al., 2009);

6. Diminuição do financiamento do crime organizado (cannabis é de longe a droga mais consumida);

7. Geraçãode uma nova rede de atividade industrial-econômica (produção, processamento e industrias associadas como a produção de parafernália, cosméticos, têxtil, combustíveis, etc) e os benefícios que a acompanha como geração de novos empregos regulamentados diretos e indiretos, arrecadação de impostos, etc;

8. Controlede qualidade do produto, aumento da variedade de plantas por exemplo com diminuição do conteúdo de THC e aumento de canabidiol e proteção ao consumidor;

9. Maior facilidade de acesso ao potencial terapêutico do uso medicinal da cannabis;

10. Maior facilidade de realização de pesquisas básico-clínicas sobre a cannabis sativa e seus derivados.

2. Em que a maconha poderia ser utilizada para justificar a liberação?

Não entendi esta pergunta. Em parte, do que eu entendi, acho que está explicado acima. Mas é importante dizer que nada justifica a liberação, não defendo a liberação geral e ilimitada, mas a legalização e a regulamentação. A justificativa para a legalização e regulamentação é o direito à liberdade individual que seres humanos, responsáveis e imputáveis, tem de escolher sobre o que  fazer com seu corpo e assumir as responsabilidades por estas escolhas. É muito importante frisar que as pessoas que são a favor da proibição não tem um monopólio de uma posição ética e moral. Muito pelo contrário, as pessoas que defendem a legalização e regulamentação da cannabis e mesmo outras drogas, estãotão ou mais preocupados com o abuso de drogas e a saúde das pessoas do que os proibicionistas. Na verdade se existe uma posição radical, pouco ética e maliciosa é a defesa da proibição, que marginaliza, encarcera e protege pouco as pessoas e a cidadania. Quem defende a legalização é contra o abuso de drogas, e tem no consumidor de drogas e sua família o foco de atenção e cuidado. Diferente dos proibicionistas cujo o foco é apreservação a qualquer custo de um pretenso padrão moral superior, mesmo que isto custe a vida de outrem.

3. Existem grupos de risco que devem evitar o consumo? O senhor poderia detalhar o que pode acontecer com essas pessoas, além da síndrome amotivacional?

Sim,apesar do consumo de cannabis ser entre as substâncias passíveis de abuso, a de menor risco para saúde, não é de modo  nenhum livre de perigos. Não existe nada que consumimos livre de perigos, nada, e a maconha não é exceção. O abuso, especialmente o uso crônico, prolongado eem altas doses deve ser sempre evitado, mas algumas pessoas devem evitar qualquer uso. Estas são adolescentes, especialmente aqueles com propensão a esquizofrenia (definida por histórico médico e familiar) e gestantes.

4. Para a ciência, a legalização configura como uma condição sine qua non para o desenvolvimento de pesquisas específicas? Que pesquisas são essas e qual sua aplicabilidade?

Sime não. Não, em relação à pesquisa básica. Muitos experimentos já são realizados, inclusive no Brasil, sobre o sistema canabinóide. Mas a legalização certamente facilitaria em muito a realização de experimentos com a planta in natura e a obtenção de insumos. Principalmente com a produção de diferentes cepas de plantas com diferentes concentrações das substâncias de interesse médico científico, os chamados canabinóides. Certamente ajudaria na produção de novos fármacos a partir da planta.  Sim, condição “sine qua non” em relação à pesquisa médica já que  permitiria a aplicação de esquemas de tratamento em um cenário  médico-hospitalar controlado e passível de ser realizado protocolos de  pesquisa rigorosos e com controle de qualidade da substância utilizada.
Totalmente inviável no país atualmente.

5. Qual o principal impedimento no Brasil atualmente que impossibilita a legalização da cannabis?

Boa pergunta. Não sei. Se soubesse estaria atuando na retirada deste  impedimento. Um fator que acho importante é a percepção errônea da  maconha, dos seus usos e de seus efeitos. Esta percepção distorcida é  fruto de décadas de desinformação e de preconceitos. É impossível ter um
debate racional se na televisão, jornalistas e apresentadores  preconceituosos e desinformados empregam termos como “erva do capirroto” e similares. Além disto, pessoas mais bem informadas mas arraigadas no  modelo proibicionista, também propagam esta desinformação porque  acreditam que o medo tem uma função protetora. Espalham desinformação e  propagam interpretações exageradas dos perigos da maconha porque partem  do príncipio que estão protegendo as pessoas quando impedem qualquer  uso. Isto quando você considera que suas ações são apenas bem  intencionadas. Mas existe  também um enorme interesse por trás da proibição, em todos os níveis de poder. Por exemplo, o governo dos Estados Unidos, na  década de 80, financiou a guerra contra o Irã,
comprando drogas da guerrilha da Guatemala, no escândalo Irã-contras. Situação impossível se não fosse o regime defendido pelos EUA de proibição internacional de drogas. Muitos médicos psiquiatras tem interesse em manter suas rendosas clínicas de recuperação de drogados, edefendem a internação obrigatória ou por demanda  judicial o que garante uma fonte de renda estável. Sem dúvida, os grandes traficantes que tem dinheiro suficiente para comprar fatias do poder tem interesse
na manutenção da proibição. O próprio sistema de segurança pode se beneficiar da proibição pois mantém uma rica fonte de financiamento governamental, e podem mostrar alguma eficiência na prisão de usuários, que são bem mais fáceis de lidar que assaltantes de banco armados, sem contar com a potencial enorme fonte de renda advinda de atividades  de extorsão e corrupção que uma minoria do setor de segurança participa. Indústria de bebidas e cigarros também tem razões de temer a legalizaçãoda maconha pela disputa de mercado potencial. Em resumo, a mídia tem umimportante papel na difusão de informação livre de preconceitos e baseadas em fatos, que demonstram o fracasso da política proibicionista de drogas e as alternativas que existem atualmente.

6. Quais as contribuições da maconha para o desenvolvimento de medicamentos? Existem hoje no mercado remédios com o princípio ativo Cannabis?

Éenorme. Há quem diga que esta é a década da cannabis. Os produtos específicos da planta, uma família de compostos terpeno-fenois, conhecidos como canabinóides, atuam sobre um sistema de comunicação entre células do cérebro chamado de sistema endocanabinóide. Hoje em dia, sabemos que este sistema de comunicação celular é o maior e mais complexo dos sistemas de comunicação químicos do cérebro. A maconha tem por volta de 70 a 80 compostos canabinóides e muitos com potencialterapêutico, apresentando propriedades analgésicas, anti-náuseas e anti-eméticas, anti-proliferativas (para o tratamento de câncer), anti-inflamatória e apresentam compostos úteis para induzir aumento do apetite, tratar glaucoma, diminuir ansiedade, e até atuar como anti-psicóticos.

Sim, existem medicamentos à base de cannabis, mas não no Brasil. Tenho ciência de três especificamente, mas podem existir mais formulações disponíveis atualmente que não são do meu
conhecimento. Dois são formas purificadas do tetrahidrocanabinol, o THC,o mais abundante canabinóide da cannabis e o principal responsável pelos seus efeitos psicogênicos. Estas formulações são chamadas de Marinol e Dronabinol. O terceiro medicamento foi recentemente
introduzido na Europa, Canadá e Estados Unidos e é  chamado de Sativex.
Uma inteligente combinação de 1:1 de THC e canabidiol (CBD), outro canabinóide abundante na cannabis que tem alguns efeitos antagônicos ao THC. Infelizmente, o Brasil não participa desta corrente de desenvolvimento de fármacos por força de sua legislação. Por fim, o próprio uso in natura da planta, seja inalada na forma fumada ou por vaporização, ingerida sólida ou por tinturas alcoólicas, e ainda uma dasformas preferidas de medicação pelos pacientes em países que permitem o
uso medicinal da planta, como o Canadá e alguns estados dos EUA. Provavelmente porque a mistura de canabinóides em doses menores é mais tolerada pelo organismo humano do que as formas purificadas de um único composto canabinóide. Mas isto ainda deve ser objeto de estudo mais
aprofundado.

7. A descriminalização reduziria a violência?

Nãoposso afirmar, pois não sou vidente. Mas acredito fortemente que sim, reduziria a violência. Falo isto não por mera opinião  mas por constatação do resultado de diversas experiências de descriminalização ou flexibilização da legislação sobre a cannabis em diversos países. A melhor sendo a experiência de Portugal, que descriminalizou a posse de todas as substâncias de abuso, não apenas a cannabis, em 2001. Esta experiência de Portugal foi analisada em um relatório do Instituto Catho, chamado relatório de  Grenwald, e demonstra os excelentes resultados desta política sobre a segurança pública e sobre a diminuiçãodo uso de drogas mais “pesadas”, bem como o melhor atendimento de uso problemático de drogas pelo sistema de saúde. Um argumento, às vezes
levantado por proibicionistas sobre a possibilidade de descriminalização levar a um aumento da violência, é o aparente aumento da criminalidade em municípios do norte da Califórnia, onde está concentrada a maior parte da produção e distribuição de  maconha para uso medicinal nos Estados Unidos. A Califórnia regulamentou o uso da maconha medicinal desde de 1997. Realmente, alguns municípios registraram um aumento de roubos, assaltos e mesmo assassinatos desde a instituição desta legislação. No entanto, este aumento de criminalidade não esta associadoao uso da droga, mas sim ao grande aumento da renda destes municípios devido a esta nova atividade econômica, e da falta de proteção policial conferida aos produtores e aos locais de distribuição, chamados de dispensários da maconha medicinal. Quando a polícia verificou o efeito benéfico desta atividade econômica sobre estes municípios, antes muito pobres, e passou a proteger a propriedades destes agentes econômicos legalizados, o índice de criminalidade voltou a cair a níveis anteriores. Mas, obviamente o grande impacto sobre a violência gerada pelo trafico, só será obtida pela legalização e regulamentação da
produção e venda da cannabis. A cannabis sendo a substância ilícita mais utilizada no mundo inteiro, inclusive no Brasil (apesar de um baixo índice relativo de uso no país), representa a maior fonte de renda para o crime organizado. A venda da maconha financia a compra de armas e de  drogas mais perigosas e mais rentáveis por peso, como o crack e a cocaína. O impacto da maconha sobre a economia do crime pode ser constatado pela recente operação no morro do Alemão, no Rio de Janeiro, no ano passado. Nesta operação foram capturados aproximadamente 60 toneladas de maconha e apenas 500 quilos de cocaína. Esta proporção fala por si mesmo.Com a maconha legalizada, o crime organizado perderia uma fatia considerável de sua renda, provavelmente inviabilizando o comércio de outras drogas e este precisaria mudar suas atividades ilícitas, procurando atividades menos rentáveis e perigosas para o perpetuador  como assaltos a banco e congêneres. Dificilmente, o comércio ilegal seria sustentado por adolescentes, impedidos de comprar a droga em um regime de legalização, devido ao pequeno poder de compra destes indivíduos. Além disto, com o comércio legal de cannabis o usuário não seria exposto a drogas mais perigosas na hora da venda, como é comum nos pontos ilegais de vendas de entorpecentes onde cocaína, crack e outras
drogas são oferecidas junto à maconha.

8. Como neurologista, o senhor percebe efeitos colaterais provocados pela abstinência? Que efeitos são esses?

Eu não sou neurologista, apesar de ser formado em medicina, optei pela  carreira científica e talvez o melhor rótulo seria o de neurocientista.
Não lido diretamente com pacientes, mas estou em contato frequente com   médicos e psiquiatras. Apesar da lei nº 11.343 prever a notificação  obrigatória de casos de dependência de drogas, isto aparentemente ainda não está totalmente regulamentado e não existe uma fonte de informações
confiáveis em relação à procura de postos de saúde sobre queixas de uso problemático da cannabis. O relato pessoal é de que a procura é muito pequena, quase rara. Mas isto pode ser devido a uma desinformação da população de onde procurar o serviço e mais ainda do medo de ser considerado um criminoso. A dependência da maconha só foi descrita de forma consistente neste século. Esta é descrita como apresentando apenas sintomas subjetivos de  abstinência, como irritação, dificuldade para dormir, nervosismo, e vontade de usar a droga, que podem ser resumidos de forma imprecisa como dependência psicológica. Esta síndrome de dependência parece atingir uma pequena proporção de usuários. O  risco global de dependência pelo uso de cannabis foi estimada em 9% dos
usuários. Isto se você aceitar os critérios para esta classificação, eu acredito, com bases em outros estudos em um índice muito menor.
Independente da aceitação destes critérios, é importante colocar em perspectiva e comparar este índice com o risco estimado de dependência por outras drogas como para usuários de nicotina 32%, heroína 23%, álcool e cocaína 17%. Sendo que os sintomas de abstinência quando presentes são bem mais leves e de fácil manuseio quando comparado às outras drogas de abuso listadas acima. Talvez possa ser comparável à síndrome de abstinência do tabaco, mas de ocorrência menos frequente que
esta.

9. Por que o senhor defende que os males causados pela maconha são menores dos que os causados pelo álcool e tabaco? O senhor poderia nos enviar estudos comparativos?

Sim, o álcool e o tabaco são drogas muito mais perigosas do que a cannabis,  independente de sua maior acessibilidade na sociedade. Ambas as drogas  tem potencial de causar dependência muito maior que a cannabis. O álcool é responsável por diversas mortes anualmente por super intoxicação (331 mortes em 2001 por ‘overdose” nos EUA ). É praticamente impossível  morrer por overdose com o uso de cannabis, não existe registro de morte  provocada apenas pelo uso da cannabis. O potencial oncogênico do tabaco é bem maior que o da cannabis, sendo que esta última pode ser utilizada  de maneiras diferentes do que a fumada, por exemplo, ingerida ou por  meio de um vaporizador que não produz produtos tóxicos advindos da  queima. Existem diversos estudos que fazem a revisão desta comparação,  alguns apenas em inglês. Cito dois aqui para referência aos leitores e  os envio que tenho aqui comigo. O estudo de Nutt et al., publicado na prestigiosa revista médica Inglesa, Lancet, em 2007 é um excelente começo. Neste estudo, os pesquisadores fazem um esforço para subsidiar uma classificação mais racional quando a periculosidade de diferentes drogas de abuso, ilícitas ou não. O relatório encomendado pela ONU à Fundação Beckley, também é uma ótima fonte de informação atualizada e imparcial sobre a cannabis e sua conclusão final é pela legalização da cannabis e pela denúncia dos tratados internacionais relativos às drogas. Etapa necessária para poder flexibilizar a legislação em relaçãoà cannabis, para não ferir tratados internacionais dos quais o Brasil subscrevente. Por fim, existe um livro relativamente novo chamado:
“Marijuana is safer: so why are we driving people to drink”. Um disponível em português recém traduzido que é intitulado: “Maconha: Mitos e fatos” por Lynn Zimmer e John Morgan, que também aborda esta comparação.

10. Do seu ponto de vista, em quanto tempo a sociedade brasileira estará pronta, sem preconceitos embutidos, para discutir a legalização da maconha?

Nunca, sempre haverá preconceitos embutidos. A discussão sobre a legalização da maconha não deve esperar que uma lucidez desabroche espontaneamente nas pessoas após anos de desinformação. Trata-se de uma questão urgente,só para citar algumas das situações mais imediatas: muitos jovens estão atualmente desnecessariamente encarcerados, com seu futuro tolhido por causa de uma condenação por posse de drogas. Alguns estão cercados pelo crime organizado, rico e financiado, que controla sua vizinhança; existem pacientes que se beneficiariam imediatamente se pudessem ter
acesso à cannabis para diminuir seu sofrimento. Todas estas pessoas não podem esperar, seu sofrimento é real e imediato. É importante lembrar também que todo este sofrimento é justificado pela pretensa proteção de uma minoria de usuários que apresentará um problema grave de abuso de
drogas. Ou seja, mais pessoas hoje em dia sofrem por causa da proibição  do que o número de pessoas potencialmente prejudicadas pelo uso direto da droga.

11. Quais são as categorias de usuários identificadas pelo senhor durante os estudos realizados?

Desculpe, eu não posso responder esta pergunta com precisão. Acho uma pergunta relevante mas muito difícil de responder mesmo para pessoas que lidam com pacientes. Isto porque não existe um estudo sistemático que padronize a separação de pacientes em categorias universalmente aceitas.

Cadaestudo os pesquisadores decidem separar os grupos de pacientes dependendo do foco da pesquisa. Por exemplo, usuários freqüentes versus esporádicos, adolescentes com uso de múltiplas drogas ou apenas cannabis, ou cannabis e tabaco. Não conheço estudo que padronize os
tipos de usuários.

Mas existem algumas indicações de padrões de uso. A maior parte dos usuários tem entre 17 e 25 anos, com uma redução progressiva do uso por volta dos 30 anos, quando a responsabilidade familiar e a mudança de rotina devido a filhos e trabalho modifica seus hábitos. Existe uma tendência a um aumento de consumo entre pessoas acima de 50 anos nos EUA. Mas, mesmo  assim, as realidades sociais são muito distintas em nossa sociedade e certamente o padrão de uso por pessoas de classes mais  pobres tende a ser diferente, com o uso mais raro, e mais precoce e associado à outras drogas. Existe um novo estudo sobre o uso de drogas e álcool entre adolescentes de um grupo
multiinstitucional liderado pela UNIFESP.

12. Muitas pessoas entendem que a regularização e liberação são sinônimos. Como o Governo poderia trabalhar a diferenciação destes pontos?

Não acho que isto seja uma tarefa exclusiva do Governo. Todas as pessoas esclarecidas tem sua responsabilidade em divulgar e resguardar a precisão do pensamento e a clareza das soluções em relação à política racional sobre drogas. Uma papel importante tem a mídia, na escolha dos
termos a serem empregados e na escolha entre transmitir preconceitos e crenças infundadas ou transmitir fatos ou opiniões embasadas em fatos verificáveis. Mesmo podendo aparentemente significar apenas liberar o uso ou o comércio, “liberação” não é um termo técnico descritivo precisopara uma política racional sobre drogas, além disto é carregado de significados semi-pejorativos. A maioria dos que empregam este termo sãopessoas com uma convicção preconceituosa das opiniões e comportamentos alheios. Empregam o termo com a clara intenção de denegrir os objetivos de quem deseja trazer uma racionalidade a política de controle das
drogas. Nenhuma droga é liberada, talvez o açúcar branco, mas nenhuma outra é de uso livre. Todas são sujeitas à alguma restrição legal e regulamentação, seja no local de venda, na idade mínima para consumo ou de propaganda.

Legalização é um termo mais preciso, pois implica que a produção, distribuição, comércio e uso de uma substância será sujeita a uma legislação específica que implicará em uma série de
restrições e garantias mútuas. Regulamentação é um termo quase redundante em relação à legalização, já que toda lei implica em alguma regulamentação. No entanto, é útil para lembrar que diversos aspectos deum mercado legal podem ser regulamentados em diferentes níveis, seja político, federal, estadual e municipal; seja econômico, sujeito a regras do CADE, por exemplo, seja no nível de vigilância sanitária, etc.

13. O senhor acredita que o governo Dilma sinalizará positivamente para a discussão deste tema?

Sim, apesar de a própria declarar posição contrária a mudança legislativa neste momento. No entanto, muitos membros do seu partido e coligação sãopartidários da descriminalização ou mesmo da legalização e regulamentação da maconha e propõem uma revisão na Política Nacional de Drogas. A recente mudança do Senad (Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas) para o Ministério da Justiça já foi uma bom movimento nesta direção, demonstrando um distanciamento da política fracassada de “guerra às drogas” imposto pelo governo norte-americano. Embora a exoneração de seu primeiro diretor, o jovem advogado Pedro Abramovay, que defendeu publicamente a flexibilização de penas para presos por posse de pequenas quantidades de droga, primários e sem ligação com o

crime organizado, mas que foram acusados de traficantes, tenha sido um retrocesso. Além disto, a situação internacional é crescentemente favorável a uma mudança na política de drogas, em especial do fim da “guerra às drogas”, e por uma política de redução de danos. Existem diversas iniciativas importantes, listo algumas: as inúmeras legislaçõespassadas por estados americanos para permitir o uso do cannabis medicinal (mais de 15 estados atualmente) e a descriminalização da  posse e plantio da maconha em diversos países inclusive na vizinha Argentina. O importante documento, “A declaração de Viena” de 2010, formulado e divulgado na Reunião Mundial sobre Aids em Viena. Este
documento, produzido por diversas entidades  médicas e assinados por três ex-presidentes latino-americanos, Fernando Henrique Cardoso sendo um deles, exige o fim da política de guerra às drogas. Uma terceira mudança de paradigma é a constatação no relatório de 2009 do UNODC
(United Nations Office on Drugs and Crime) que a guerra às drogas teve conseqüências indesejadas como a formação e criação de um mercado negro violento e corrompedor (se é que esta palavra existe). E conclui como uma sugestão para implementação de políticas de descriminalização e fim
da repressão ao usuário.

sábado, maio 07, 2011

Como Lidar Com Stress

Em uma conferência, ao explicar para a plateia a forma de controlar o estresse, o palestrante levantou um copo com água e perguntou:

-"Qual o peso deste copo d'água? "

As respostas variaram de 250g a 700g.

O palestrante, então, disse:

- "O peso real não importa. Isso depende de por quanto tempo você segurar o copo levantado."

"Se o copo for mantido levantado durante um minuto, isso não é um problema.
Se eu o mantenho levantado por uma hora, vou acabar com dor no braço.
Mas se eu ficar segurando um dia inteiro, provavelmente eu vou ter cãibras dolorosas e vocês terão de chamar uma ambulância."

- "E isso acontece também com o estresse e a forma como controlamos o estresse.
Se você carrega a sua carga por longos períodos, ou o tempo todo, cedo ou tarde a carga vai começar a ficar incrivelmente pesada e, finalmente, você não será mais capaz de carregá-la."
"Para que o copo de água não fique pesado, você precisa colocá-lo sobre alguma coisa de vez em quando e descansar antes de pegá-lo novamente.
Com nossa carga acontece o mesmo.
Quando estamos refrescados e descansados nós podemos novamente transportar nossa carga."

Em seguida, ele distribuiu um folheto contendo algumas formas de administrar as cargas da vida, que eram:

1 *  Aceite que há dias em que você é o pombo e outros em que você é a estátua.

2 *   Mantenha sempre suas palavras leves e doces pois pode acontecer de você precisar engolir todas elas.

3 *   Só leia coisas que faça você se sentir bem e ter a aparência boa de quem está bem.
4 *  Dirija com cuidado. Não só os carros apresentam defeitos e têm recall do fabricante. 

5 *  Se não puder ser gentil, pelo menos tenha a decência de ser vago.

6 *   Se você emprestar R$ 200,00 para alguém e nunca mais vir essa pessoa, provavelmente valeu a pena pagar esse preço para se livrar dela.

7 *   Pode ser que o único propósito da sua vida seja servir de exemplo para os outros.

8 *   Nunca compre um carro que você não possa manter.

9 *   Quando você tenta pular obstáculos lembre que está com os dois pés no ar e sem nenhum apoio.

10 *   Ninguém se importa se você consegue dançar bem. Para participar e se divertir no baile, levante e dance, pronto.

11 *   Uma vez que a minhoca madrugadora é a que é devorada pelo pássaro, durma até mais tarde sempre que puder.

12 *   Lembre que é o segundo rato que come o queijo - o primeiro fica preso na ratoeira. Saiba esperar.

13 *   Lembre, também, que sempre tem queijo grátis nas ratoeiras.

14 *   Quando tudo parece estar vindo na sua direção, provavelmente você está no lado errado da estrada.

15 *  Aniversários são bons para você. Quanto mais você tem, mais tempo você vive.

16 *  Alguns erros são divertidos demais para serem cometidos só uma vez.

17 *   Podemos aprender muito com uma caixa de lápis de cor. Alguns têm pontas aguçadas, alguns têm formas bonitas e alguns são sem graça. Alguns têm nomes estranhos e todos são de cores diferentes, mas todos são lápis e precisam viver na mesma caixa.

18 *  Não perca tempo odiando alguém, remoendo ofensas e pensando em vingança. Enquanto você faz isso a pessoa está vivendo bem feliz e você é quem se sente mal e tem o gosto amargo na boca.

19 * Quanto mais alta é a montanha mais difícil é a escalada. Poucos conseguem chegar ao topo, mas são eles que admiram a paisagem do alto e fazem as fotos que você admira dizendo "queria ter estado lá".

20 *  Uma pessoa realmente feliz é aquela que segue devagar pela estrada da vida, desfrutando o cenário, parando nos pontos mais interessantes e descobrindo atalhos para lugares maravilhosos que poucos conhecem.

"Portanto, antes de voltarem para casa, depositem sua carga de trabalho/vida no chão.
Não carreguem para casa.
Vocês podem voltar a pegá-la amanhã.
Com tranquilidade."

quarta-feira, maio 04, 2011

Não opte pelo "mais ou menos"

" A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos.
A gente pode dormir numa cama mais ou menos, comer um feijão mais ou menos, ter um transporte mais ou menos, e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro.
A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos.
Tudo bem!
O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum...
é amar mais ou menos, sonhar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos, e acreditar mais ou menos.
Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos. " 
(Aluna do turno matutino)

Funcionário público em estágio probatório tem direito a greve SIM!


Transcrevemos na íntegra uma postagem de um site do Piauí, que versa sobre o direito de greve para funcionários em estágio probatório. Também colocamos uma postagem sobre o tema, retirada do site jusnavigandi. Leiam e tirem suas conclusões.
      
O SINDSERM visitou a Escola Municipal Mariano Alves de Carvalho (Santa Maria da Codipi) na manhã de ontem (18 de abril) para uma reunião com os professores em estágio probatório com objetivo esclarecer que eles têm direito a grevar assim como todos os outros funcionários concursados. Há a necessidade deste esclarecimento por que a SEMEC  vem ameaçando os professores recem contratados afirmando que a adesão à greve pode prejudicá-los em sua avaliação ao final do período probatório.

Na ocasião Francisco Sinésio, presidente do SINDSERM, afirmou que isto não passa de blefe da SEMEC para tentar esvaziar a greve que está prevista para iniciar no dia 28 de abril próximo, caso o prefeito Elmano Ferrer não atenda as demandas da categoria.  Sinésio apresentou aos professores acordão do STF (Clique aqui para ver acordão do STF) que garante o direito de greve inclusive aos servidores na condição no período probatório.




Sou professor da rede municipal de delmiro gouveia, os professores estão em greve e eu estou no período probatório, posso participar da greve? Existe caso de exoneração para mim?
Fábio Abrahão | Santos / SP

Resposta:
Prezados colegas, bom dia.
A questão da greve durante o curso do estágio probatório é bem controvertida, sendo alvo de muita discussão dentre os maiores juristas do país.
Na minha opinião, sendo o direito à greve assegurado pela Constituição Federal, não podendo ser punido e, inclusive, sendo pagas aos grevistas suas horas de trabalho como se trabalhadas tivessem sido, vejo que o funcionário público em estágio probatório tem sim direito a aderir às citadas greves e, em caso de exoneração por parte do Poder Público, caberia ação de anulação de tal ato.
Entretanto, sob outro prisma, vejo que o concurso público é cada vez mais disputado, e hoje é um privilégio ao cidadão estar em estágio probatório, o que significa que a cada dia que passa está um dia mais perto da tão sonhada estabilidade.
Assim sendo, apesar de concordar com o direito a greve mesmo nesses casos, minha recomendação é de evitar o envolvimento nesse tipo de ações, para evitar maiores complicações. Ainda que a exoneração possa ser revogada por ação anulatória, os prejuízos causados até lá não o serão.

Plano de Cargos e Salários da Educação pode ser revisto

A secretaria estadual de Educação Betânia Ramalho terá um encontro hoje, em Brasília, com o ministro da Educação, Fernando Haddad. Serão discutidas formas de se garantir mais recursos para a educação e o cumprimento do que foi aprovado no Plano de Cargos, Carreiras e Salários dos servidores estaduais em educação.

emanuel amaralBetânia Ramalho reafirma que professores precisam participar das discussões sobre melhorias salariaisBetânia Ramalho reafirma que professores precisam participar das discussões sobre melhorias salariais
O prazo de 120 dias proposto pelo Governo para uma ampla discussão com os professores sobre a aplicação do Plano não foi aceito pela direção do Sinte. A categoria entrou em greve na última segunda-feira. De acordo com Betânia Ramalho, é este o principal impasse na discussão do tema atualmente.

“Nós queremos discutir todos os pontos (do Plano) com os professores e, se for necessário, até mudar alguns. Mas para isto, é preciso que eles estejam em sala de aula”, afirmou a secretária. Ela descreve como “radical” o  movimento grevista liderado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sinte RN).

A categoria devolve a crítica na mesma moeda é acusa a atitude do governo - em relação aos atrasos nos pagamentos das primeiras parcelas do Plano de Cargos, Carreiras e Salários - como “omissão”.

O Governo alega que, sem um estudo do impacto financeiro, não será possível honrar as promessas da gestão anterior.  Enquanto isso, a greve cresce e cada vez mais escolas aderem ao movimento em todo o Rio Grande do Norte.

 O Plano foi aprovado em 2005, mas até hoje ainda não foi totalmente implantado. Segundo a secretária estadual de Educação, a aprovação ocorreu, porém, sem um estudo do impacto financeiro que as promoções salariais poderiam trazer à máquina estadual. A mesma situação ocorre em nível nacional. O Governo Lula aprovou o salário mínimo dos professores em R$ 890 mas não fez um levantamento de quantos milhões seriam necessários para honrar o pagamento dos vencimentos. Como consequência, os movimentos grevistas se espalharam. No Nordeste, além do Rio Grande do Norte, os professores da Paraíba e Alagoas cruzaram os braços.  “Existia uma pré-disposição e a categoria esperou propostas positivas do Estado. Nas audiências eram sempre respostas evasivas”, afirmou a diretora jurídica do Sinte, Vera Messias.

A liberação de algumas questões represadas como as promoções vertical e horizontal, além do abono de permanência e publicação de aposentadorias no Diário Oficial, são fatores que contribuíram para que a classe optasse pela greve. Vera Messias ressaltou a revolta da categoria pois o Governo estaria negando o cumprimento de direitos adquiridos.  “Esta é uma posição muito fácil para quem costuma fazer greve. Nós queremos negociar com os professores em sala de aula. Esta atitude não é justa”, advertiu Betânia Ramalho referindo-se ao movimento grevista.

 Sobre o comentário a respeito da omissão do Governo em honrar os pagamentos, diante do aumento da arrecadação registrado nos últimos meses, Betânia rebateu. “O problema é que eles acham que são especialistas neste assunto. O Estado não é só educação. A saúde está comprometida e só o governo pode responder isso”.

  Enquanto Governo e Sindicato não conjugam o verbo “dialogar”, milhares de alunos estão prejudicados. A fragilidade do ensino público aliada a uma greve faz com que estudantes concluintes dos ensinos fundamental e médio, que anseiam por uma vaga no IFRN e na UFRN, por exemplo, tenham que agir como autodidatas para conseguira aprovação no vestibular.

 Para os professores, a resolução do problema é simples. “O que nós estamos requerendo é o nível de reajuste que os demais servidores têm. Nós queremos que o Estado pague o que deve. O governo diz que não tem dinheiro e a arrecadação aumenta a cada dia”, defendeu Vera Messias. Ela garantiu que  os professores estão dispostos a uma negociação urgente para retomar as aulas.

Greve - O que os professores querem imediatamente

Em janeiro, mês do pagamento da primeira parcela de 30% do Plano de Cargos, Carreiras e Salários cerca de 3 mil servidores não receberam o repasse. Os grevistas querem que o Governo efetue o pagamento deste pessoal.

Em março, período no qual deveria ter sido paga a segunda parcela de 30%, o crédito nas contas dos servidores não foi detectado. Ou seja, está atrasado.

Para junho, mês no qual está previsto o pagamento de 40%, os professores querem a garantia de que receberão o montante.

Segundo Vera Messias, o cumprimento destes pontos pelo Governo Estadual poderia reconduzir os professores às salas de aula.

Hoje, RN não consegue nem pagar o Piso

Betânia Ramalho afirmou que o piso salarial proposto pelo Governo Federal para os professores, é apenas o primeiro passo para a busca de melhores remunerações para a classe. Ela ressaltou, porém, que o Estado está preso à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e qualquer alteração salarial, neste momento, está impedida. De acordo com a secretária, o aumento na arrecadação não significa mais dinheiro disponível para a Educação.

 Betânia Ramalho ressaltou que somente com diálogo é possível se chegar a uma decisão equilibrada para o Governo e para os professores. Diante da atual situação, Betânia não soube informar até quando a greve prosseguirá. Ela acredita que o setor jurídico estadual irá intervir no assunto.

  A implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários do servidores estaduais será realizada somente quando as dúvidas em relação ao aporte financeiro necessário para o cumprimento do Plano, forem dirimidas. Sobre o movimento grevista, a secretária comentou que os professores estão cometendo os mesmos erros do passado. “Nós não queremos prometer e não cumprir”, garantiu.

  O secretário estadual da Fazenda, Planejamento e Finanças, Obery Rodrigues, foi procurado pela TN para comentar sobre o aumento na arrecadação, mas não atendeu às tentativas de contato telefônico nem retornou as ligações.

sábado, abril 30, 2011

Seec inicia processo de escolha do livro didático

Secretaria Estadual de Educação inicia este mês o processo de escolha do livro didático do Ensino Médio para o ano de 2012. O processo de escolha acontecerá em 291 escolas da rede estadual de ensino e beneficiará a mais de 125 mil estudantes cadastrados no Censo Escolar.

júnior santosEstudantes terão em sala de aula livros didáticos selecionados pelos seus professoresEstudantes terão em sala de aula livros didáticos selecionados pelos seus professores

















O processo de escolha faz parte do Programa Nacional do Livro Didático (PNDL) do Ministério da Educação. A escolha deverá ser feita por professores pertencentes ao quadro de funcionários das escolas e dentro de suas respectivas áreas de atuação. Será feita de forma coletiva, transparente, e com professores bem informados. O processo contará com discussões em grupo e encontros organizados por disciplinas pela Secretaria de Educação.

A análise das obras e o guia do livro didático encontram-se disponíveis no site www.fnde.gov.br. O guia também será entregue pelo Ministério da Educação, através do Correio, às escolas ainda em abril.

A Secretaria de Educação também estará enviando para as escolas, manual de orientação sobre o processo de escolha do livro didático. “Nosso objetivo é contribuir com informações importantes para que o professor faça a melhor e mais eficiente escolha, sobretudo no aspecto pedagógico”, afirma a secretária Betânia Ramalho Leite.

Serão escolhidos livros didáticos para os três anos do Ensino Médio para Língua Portuguesa, Língua Estrangeira Moderna (Inglês e Espanhol), Matemática, Geografia, História, Filosofia, Sociologia, Química, Física e Biologia. A vigência dos livros escolhidos será de três anos a partir de 2012.

Registro apenas pela Internet

O registro da relação dos livros escolhidos será feito apenas pela Internet, no período de 23 de maio a 12 de junho, através do portal www.fnde.gov.br, seção Destaques, no link Escolha PNDL 2012.

Para que os professores tenham ao sistema de registro do livro didático, o Fnde (Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação) enviará Carta Amarela pelo Correio com uma senha e o login.

A responsabilidade pela guarda do sigilo da senha cabe a unidade de ensino. No caso de roubo ou furto da senha, a escola ou a Secretaria de Educação devem enviar ofício ao FNDE, com a respectiva cópia do Boletim de Ocorrência, relatando o fato.

Responsabilidade

Cabe a direção da escola, designar o responsável pelo registro da relação de livros escolhidos. O FNDE informa que só será aceito um CPF por escola para fazer o registro, e que não será aceito mais de uma escola com o mesmo CPF.

O documento “Compromissos da Escola” é uma das etapas do processo de escolha do livro didático. Nele, estão listados os compromissos sobre as escolhas e as competências da Escola.

Após o conhecimento dos Compromissos da Escola, o sistema irá exibir o Código de Segurança. Este código será solicitado caso a escola necessite acessar outra vez o sistema de escolha. A guarda, o uso e o sigilo desse código são da direção da Escola e do responsável pelo registro da relação de livros escolhidos.

Os livros deverão ser entregues até o dia 31 de janeiro de 2012. O FNDE enviará uma Carta Azul com informações de livros adquiridos para a Escola. Esta carta deverá ser utilizada para conferência das encomendas entregues pelos Correios. A quantidade de livros adquiridos, postados e entregues na Escola também estará disponível no link “Distribuição pnld/pnbe/pnlem” do portal www.fnde.gov.br.

DIA NACIONAL DA CAATINGA



Com certo atraso o primeiro ‘Dia Nacional da Caatinga’ foi comemorado no dia 28 de abril de 2004. Eu digo atraso por que já que a caatinga é o único bioma exclusivamente brasileiro e 30% da flora na nossa região não ocorrem em nenhum outro lugar do mundo - eu acho que o reconhecimento da importância da caatinga pela inclusão no calendário nacional chegou tarde, mas chegou! Chegou graças à iniciativa da Ministra (ímpar) do Meio Ambiente, Marina Silva, e do Presidente (da caatinga) Lula.
Para que serve um Dia Nacional de qualquer coisa? Serve para destacar a importância do assunto do dia, valorizá-lo e estimular a luta por ele. No caso do Dia Nacional da Caatinga precisamos entender que anteriormente se pensava que a caatinga fosse um ecossistema pobre, “mas que mentira absurda!” Na flora foram registradas até o momento cerca de mil espécies, estimando-se que haja em torno de 2000 a 3000 plantas. A vegetação ocorre em numerosa variedade de cactáceas (mandacaru e facheiro) e bromeliáceas. Na fauna já foram identificadas 17 espécies de anfíbios, 44 de répteis, 695 de aves e 120 de mamíferos.
Mandacaru
Entretanto, a história da caatinga não é tudo beleza assim. Segundo um estudo multidisciplinar publicado pelo Banco de Dados Tropical, a caatinga originalmente abrangia uma área de aproximadamente um milhão de km2. Atualmente, sua área remanescente é de 734.478 km2, sendo que menos de 1% está sendo sob proteção de unidades de conservação. Hoje a caatinga é o terceiro ecossistema brasileiro mais degradado. 50% de sua área foram alterados pela ação humana, sendo que 18% de forma considerada grave por especialistas e a desertificação toma conta em certas áreas.
Esta lamentável destruição galopante da caatinga é um ato de loucura indescritível. A meu ver a causa principal é o latifundiário que compra propriedades gigantes só para engordar gado. A primeira medida ao comprar a fazenda é colocar o trator de esteira para desmatar a área toda. Ele está nem aí com o meio ambiente e só pensa em dinheiro. Assim todo o ecossistema é destruído, dos organismos menores aos maiores, que está tudo interligado e interdependente.

Tudo isso nos leva a refletir sobre aquilo falado pelos Índios Amazônicos: “Quando a última arvore cair, derrubada; quando o último rio for envenenado; quando o último peixe for pescado, só então nos daremos conta de que dinheiro é coisa que não se come.”
Por isso, se discute em Patos agora a formação de uma frente em defesa e valorização da caatinga. Precisamos cobrar do IBAMA e da SUDEMA medidas honestas e eficientes para salvar a caatinga. Precisamos conscientizar a todos da beleza que se chama de caatinga e que o lugar da ave não é na gaiola e sim na mata sertaneja. Precisamos dizer não ao desmatamento, à caça desnecessária e à invasão e envenenamento dos rios. Precisamos todos colocar o lixo no lixo e em nenhum outro lugar, enquanto cobramos das autoridades o destino certo e legal para os inevitáveis resíduos sólidos no final de um bom processo de reciclagem.
“Cada dia a natureza produz o suficiente para nossa carência. Se cada um tomasse o que lhe fosse necessário, não havia pobreza no mundo e ninguém morreria de fome”. (Mahatma Gandhi)
Viva a caatinga! Viva o sertão!
Pastor John Philip Medcraft

sexta-feira, abril 29, 2011

Um grande espetáculo: casamento real mobiliza o mundo todo e cria momentos constrangedores na TV



“O que será que passa pela cabeça dela nessa momento”, pergunta Daniela Albuquerque, ao vivo, na Rede TV!. “Tô rica!”, responde, sarcástico, Evandro Santo, na única resposta possível a uma questão boba. O diálogo dá uma boa mostra do que foi a cobertura do casamento real na TV brasileira. As imagens não poderiam ser mais belas: câmeras espalhadas por Londres, uma grua que captava imagens aéreas dentro da abadia de Westminster e detalhes mil que não passaram despercebidos. Uma pena que as imagens tenham ficado em segundo plano durante a exibição matrimônio do Príncipe William com Kate Middleton.
A ansiedade se mostrou a maior das inimigas dos âncoras brasileiros. Eram 13 canais transmitindo ao mesmo tempo. Todostentaram mostrar nuances de um evento visto por 2 bilhões de pessoas em todo o mundo. Ainda assim, no afã de chamar ainda mais atenção do que os protagonistas da história, houve quem preferisse falar da luva rasgada do noivo. Houve também quem precisou se dividir nas funções de apresentadora e tradutora, caso de Ana Paula Padrão, que chegou a chamar William de Harry por algumas vezes. E houve quem se preocupasse com questões bizantinas. Carlos Nascimento, do SBT, enquanto via a noiva no altar, perguntou: “Ela já é princesa neste momento?”. Detalhes técnicos também estiveram na Globo. Renato Machado sabia de cor a raça dos cavalos que puxavam as carruagens. Sinceramente: faz diferença?
Cobertura minuto a minuto tem dessas coisas. Mas é preciso saber dosar. Por vezes, falar menos e deixar que as imagens falem por si é necessário. Claro, comentários de moda que classificam o vestido da nova princesa de “severo” ou falam dos quadris largos das convidadas têm seu espaço. Mas, em determinados momentos, na falta do que falar, é melhor não fazê-lo. Afinal, ninguém precisa ouvir dezenas de vezes frases como “ela está lindíssima” ou “que chique”, como fez Daniela na Rede TV!, a mesma que disse que era bom ver “uma religião tão bem abordada”. O repertório da apresentadora, aliás, era vasto e criou pérolas como: “A rainha é como se fosse uma Hebe Camargo”. Outra comentarista na mesma emissora, também dedicou uma crítica ao vestido de Kate Middleton: “Ela estava de farol aceso”. Difícil de acreditar. Até mesmo o patriotismo achou seu espaço: “Olha a bandeira brasileira lá. Tá enrolada mas é nossa!”. No quesito cobertura de grande eventos, alguns de nossos âncoras ainda têm de comer bastante feijão com arroz.

Casamento dá a Kate título de duquesa, não de princesa

 BBC Brasil – A esposa do príncipe William passará a ser conhecida como Sua Alteza Real, a duquesa de Cambridge, e não princesa como muitos imaginavam.
Estima-se, entretanto, que ela venha a ser chamada pelo público de princesa Kate ou princesa Catherine, desafiando o protocolo oficial.
Kate não nasceu dentro da realeza, e portanto não tem direito ao título de princesa. Ela ganhou o título de duquesa de Cambridge após o marido, o príncipe William, ter recebido o título de duque de Cambridge na manhã desta sexta-feira de sua avó, a rainha Elizabeth 2ª, poucas horas antes do casamento.
Segundo analistas da realeza, o título de duque de Cambridge seria um sinal de que a rainha tem William em alta estima. O título é diretamente ligado à cidade universitária de Cambridge, um dos principais símbolos internacionais de prestígio da Grã-Bretanha.
A história do Ducado de Cambridge remete aos tempos medievais, e há 300 anos está associada à monarquia. Em 1707, George Augustus, que mais tarde ganhou o título de rei George 2º, ganhou o título de duque de Cambridge.
O ducado foi interrompido quando ele ascendeu ao trono, em 1727, mas foi recriado em 1801.
Os títulos nobiliárquicos britânicos incluem duque, marquês, conde, visconde e barão, em ordem de importância.
Títulos podem ser criados ou ser extintos, na eventualidade de o dono do título ascender ao trono, ou morrer sem deixar herdeiros legítimos.
O título de duque é o mais alto da hierarquia da nobreza britânica, somente abaixo de reis e príncipes.
William também recebeu outros dois títulos menores, o de conde de Strathearn e de barão de Carrickfergus.
O anúncio, feito em um comunicado pelo palácio de Buckingham na manhã desta sexta-feira, encerra uma das principais especulações da mídia antes do casamento, sobre se Kate Middleton adotaria ou não o título de princesa após o enlace.
Segundo a tradição do trono britânico, os homens da realeza recebem um título de nobreza na manhã de seu casamento. Cabe ao monarca da ocasião escolher o título.
O pai de William, o príncipe Charles, primeiro na linha de sucessão ao trono britânico, foi nomeado pela mãe príncipe de Gales no dia de seu casamento com Diana, que se tornou a princesa de Gales, em 1981.

segunda-feira, abril 18, 2011

Dia nacional da literatura infantil - homenagem a Monteiro Lobato


Monteiro Lobato e alguns de seus personagens

O dia 18 de abril foi instituído como o dia nacional da literatura infantil, em homenagem à Monteiro Lobato.
“Um país se faz com homens e com livros”. Essa frase criada por ele demonstra a valorização que o mesmo dava à leitura e sua forte influência no mundo literário.
Monteiro Lobato foi um dos maiores autores da literatura infanto-juvenil, brasileira. Nascido em Taubaté, interior de São Paulo, em 18 de abril de 1882, iniciou sua carreira escrevendo contos para jornais estudantis. Em 1904 venceu o concurso literário do Centro Acadêmico XI de Agosto, época em que cursava a faculdade de direito.
Como viveu um período de sua vida em fazendas, seus maiores sucessos fizeram referências à vida num sítio, assim criou o Jeca Tatu, um caipira muito preguiçoso.
Depois criou a história “A Menina do Nariz Arrebitado”, que fez grande sucesso. Dando sequência a esses sucessos, montou a maior obra da literatura infanto-juvenil: O Sítio do Picapau Amarelo, que foi transformado em obra televisiva nos anos oitenta, sendo regravado no final dos anos noventa.
Dentre seus principais personagens estão D. Benta, a avó; Emília, a boneca falante; Tia Nastácia, cozinheira e seus famosos bolinhos de chuva, Pedrinho e Narizinho, netos de D. Benta; Visconde de Sabugosa, o boneco feito de sabugo de milho, Tio Barnabé, o caseiro do sítio que contava vários “causos” às crianças; Rabicó, o porquinho cor de rosa; dentre vários outros que foram surgindo através das diferentes histórias. Quem não se lembra do Anjinho da asa quebrada que caiu do céu e viveu grandes aventuras no sítio?
Dentre suas obras, Monteiro Lobato resgatou a imagem do homem da roça, apresentando personagens do folclore brasileiro, como o Saci Pererê, negrinho de uma perna só; a Cuca, uma jacaré muito malvada; e outros. Também enriqueceu suas obras com obras literárias da mitologia grega, bem como personagens do cinema (Walt Disney) e das histórias em quadrinhos.
Na verdade, através de sua inteligência, mostrou para as crianças como é possível aprender através da brincadeira. Com o lançamento do livro “Emília no País da Gramática”, em 1934, mostrou assuntos como adjetivos, substantivos, sílabas, pronomes, verbos e vários outros. Além desse, criou ainda Aritmética da Emília, em 1935, com as mesmas intenções, porém com as brincadeiras se passando num pomar.
Monteiro Lobato morreu em 4 de julho de 1948, aos 66 anos de idade, no ano de 2002 foi criada uma Lei (10.402/02) que registrou o seu nascimento como data oficial da literatura infanto-juvenil.

18 de abril - Dia do Livro Infantil

quarta-feira, abril 13, 2011

Fatos e curiosidades sobre o beijo

No Dia do Beijo, descubra o que há por trás da troca de afeto com os lábios

Nos contos de fadas, grandes sucessos do cinema e também na vida real, o beijo sela momentos de amor, carinho e paixão. Um encontro romântico dos lábios acelera o pulso, dilata as pupilas e intensifica a respiração. Mas a ciência e a história revelam outros aspectos desse momento especial. No dia 13 de abril é comemorado o Dia do Beijo e, para celebrar, selecionamos alguns dados inusitados sobre ele.


O beijo entre Leonardo DiCaprio e Kate Winslet, no filme "Titanic", é um dos ícones do cinema americano
Beijo milenar
O primeiro beijo erótico sobre o qual se tem evidência foi trocado em torno do ano 1.500 A.C, na Índia. Na Antiguidade, os romanos beijavam vestes e anéis de seus líderes para demonstrar submissão e respeito. Já na Idade Média, o gesto era visto como uma forma de selar acordos, com a boca fechada e firmeza no encontro dos lábios, explica Pedro Paulo Carneiro no livro "Dossiê do Beijo" (Editora Catedral das Letras). Segundo o autor, entre os persas, o beijo na boca era usado para saudar um amigo do mesmo nível social e, na Grécia, só era usado entre familiares e amigos muito próximos.
Calorias do beijo
Beijar estimula o cérebro a produzir o oxitocina, um hormônio que nos dá sensação de bem-estar. Durante um beijo apaixonado, uma pessoa movimenta 29 músculos e também gasta calorias – 5 deles são equivalentes a um quindim, segundo Cerneiro. Veja como queimar as calorias de outros alimentos beijando:
Cacau x beijo

Um pedaço de chocolate pode excitar mais que um beijo apaixonado, segundo aponta um estudo feito pelo pesquisador David Lewis, da Universidade de Sussex e da empresa de pesquisa Mind Lab. Para o teste, foram fixados eletrodos e monitores cardíacos em voluntários que deixaram pedaços de chocolate derretendo na boca e, em seguida, beijaram o parceiro. O chocolate dobrou os batimentos do coração e estimulou de forma mais intensa e duradoura o cérebro que o beijo.
Promissor – ou não
Um primeiro beijo ruim pode impedir que o relacionamento vá pra frente. O encontro dos lábios ajuda na seleção dos parceiros, já que estimula a troca de sensações e testa a compatibilidade dos pretendentes. Mais da metade das mulheres (59%) e dos homens (66%) já terminou uma relação em função de um beijo que não foi bom, segundo Sheril Kirshenbaum, pesquisadora da Universidade do Texas e autora do livro "The Science of Kissing " (“A Ciência do Beijo”, ainda não lançado no Brasil). Na publicação, ela diz ainda que o primeiro beijo é mais marcante para as pessoas que a perda da virgindade.

Um dos primeiros beijos registrados na história do cinema foi no curto filme “The Kiss”, de 1896, com os atores May Irwin e John C. Rice.
Destros e canhotos
Na hora de beijar o parceiro, dois terços das pessoas viram a cabeça para o lado direito, segundo um estudo do pesquisador alemão Onur Güntürkün, da Universidade Ruhr. Ele observou 124 casais se beijando nos Estados Unidos, Alemanha e Turquia e sugere que a escolha de lado tem origem em preferências espaciais desenvolvidas no fim da gestação e início da vida, além de questões culturais.
Elas valorizam mais
Uma pesquisa da Universidade de Nova York mostrou que as mulheres dão mais importância para o primeiro beijo como um fator para estabelecer uma relação a longo prazo. Já os homens usam mais o encontro dos lábios como forma de aumentar suas chances de fazer sexo. Cientistas explicam que o beijo é uma ferramenta evolucionária para ajudar a mulher a achar o melhor pai para seus filhos.
Foto: Reprodução
O beijo em "The Kiss" foi um dos primeiros da história do cinema
Ao longo da vida
Uma mulher beija, em media, 22 homens diferentes até conhecer o amor da sua vida. É o que indica a pesquisa encomendada pelo site britânico de relacionamentos Meeteez divulgada no início de 2011. O levantamento conclui também que eles beijam 23 parceiras até assumirem uma relação de longo prazo.
Recorde
Um casal tailandês bateu o recorde do beijo mais longo em fevereiro de 2001. Eles passaram mais de 46 horas com os lábios em contato em uma “maratona” de casais organizada na cidade Pattaya. O maior beijo até então registrado durou 32 horas, na Alemanha.

Fábricas e isenções podem levar tablet a custar R$ 500 no Brasil

Governo prevê forte queda nos preços com início da produção nacional dos equipamentos eletrônicos


A chegada de uma fábrica de R$ 20 bilhões para produzir tablets no Brasil deverá acelerar a tendência de queda nos preços desses produtos no País. Hoje esses aparelhos costuma custar mais de R$ 1,5 mil. A Motorola lançou ontem mesmo um novo equipamento por R$ 1,9 mil. Mas, em breve, o governo espera ver tablets vendidos a preços a partir de R$ 500 no varejo.

O preço desses produtos varia bastante, mas o governo espera que eles sejam reduzidos em média em 30% por conta das desonerações fiscais que foram levadas a audiência pública e devem ser publicadas oficialmente em cerca de um mês.São tantas as variações possíveis em um tablet – os mais vendidos no mundo são o iPad, da Apple, o Xoom, da Motorola, e o Galaxy Tab, da Samsung – quanto em um computador comum.

O governo quer criar uma indústria nacional desses equipamentos para fornecer para escolas e consumidores em geral no país e até para exportar. Depois de muito negociar com fabricantes nacionais, no mês passado o grupo educacional Estácio acabou decidindo por importar 6 mil desses produtos em vez de comprar daqui. Foi fechado um acordo com a Semp Toshiba para adquiri-los a preços abaixo de R$ 900, segundo a assessoria de imprensa da Estácio.

O modelo - de 10 polegadas, processador com 2 núcleos, acesso à rede Wi-Fi, modem 3G, plataforma Android, câmera, entrada USB e saída HDMI - é programado especialmente para a Estácio, que pretende levar o equipamento a todos os seus mais de 200 mil alunos e professores em um prazo de 5 anos.

Positivo lança tablet no 2º semestre

Além da Foxconn, a brasileira Positivo também promete, para o segundo semestre deste ano, o lançamento de um tablets feito no país. O preço ainda é desconhecido. A Positivo já é fornecedora do governo em programas como o Um computador por aluno, pelo qual se comprometeu a entregar 600 mil notebooks a Estados e municípios com acesso a financiamento do BNDES. A empresa, que possui o capital aberto em bolsa está em período de silêncio e não confirma a data do lançamento.

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse ao iG na semana passada que há expectativa para que outras empresas, além da Foxconn e da Positivo, tenham interesse em produzir tablets no Brasil com esses incentivos. Entre elas, o ministro cita a Motorola e Samsung.

Uma lógica do mundo industrial é de que a produção em escala tende a reduzir os preços por produtos. Daí a expectativa de que os tablets feitos aqui atendam ao mercado interno e também sejam vendidos para fora. Os incentivos fiscais valem nos dois casos, diz Bernardo.

Nesse sentido, o anúncio de investimento tão volumoso, com expectativa de geração de 100 mil empregos diretos reforça essa expectativa de que a Foxconn venha ao Brasil produzir também para exportar.

Redução de ICMS ajuda a derrubar preços

Porém, parte relevante da responsabilidade por oferecer incentivos fiscais e levar a um menor preço final dos produtos é dos Estados, que cobram o ICMS da produção e da venda de internet banda larga para os usuários do aparelho. Em São Paulo, entre outros estados, há também projetos para se oferecer isenções na produção, por isso a expectativa de que a Cidade Inteligente a ser instalada pela Foxconn fique nesse Estado.

Para pesquisadores, violência escolar se combate com tolerância

Em vez de barreiras nas escolas, educadores defendem respeito e inclusão para diminuir episódios violentos

A morte de 12 crianças na escola municipal Tasso da Silveira, no Rio de Janeiro, colocou a segurança de estudantes entre os principais assuntos nacionais. Diante do choque, muitos defenderam barreiras que mantenham as crianças protegidas, mas pesquisadores de violência escolar vão no caminho contrário. Para eles, a prevenção se faz com fortalecimento das relações entre alunos, professores e, inclusive, com maior integração com a comunidade.
Foto: Guilherme Lara Campos/Fotoarena 
Escolas públicas no Brasil já são fechadas com grades e cadeados

“Quando acontece uma tragédia, as pessoas pensam em soluções pontuais e não em combater as causas”, afirma o coordenador do Observatório de Violência nas Escolas da Universidade da Amazônia (Unama) em convênio com Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), Reinaldo Nobre Pontes. “O motivo deste horror foi o mesmo dos pequenos horrores diários na maioria das escolas: a falta de tolerância”, diz.
Uma pesquisa realizada em escolas da região metropolitana de Belém, no Pará, mostra que 69% dos alunos já assistiram a agressões físicas e 41% psicológicas. “Em todos estes casos, há elementos em comum com grandes tragédias: vingança e ressentimento entre crianças ou adolescentes que não aceitam bem as diferenças. Aí é que temos de trabalhar”, afirma. Para ele, as escolas devem pedir e oferecer ajuda a outras instituições como universidades e o poder judiciário. "A escola não tem que se isolar, o problema é sério e deve ser visto por toda a sociedade."
A pesquisadora do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade de São Paulo (USP), Caren Ruotti, lembra que as escolas brasileiras já são bastante fechadas, com muros altos, portões de ferro e divisão entre a área frequentada por visitantes e alunos – a unidade onde ocorreu o massacre em Realengo contava ainda com câmeras. “O país que mais investe em barreiras eletrônicas, os Estados Unidos, é o que mais convive com este tipo de tragédia. Não resolve. Em vez de fechar as portas, temos de evitar que as pessoas queiram se vingar daquele sistema, promovendo um ambiente acolhedor”, diz.
Inclusão exige mais do aluno
Para ela, a inclusão de todos na escola, que ocorreu a partir do final da década de 1980, tornou mais comum a intolerância. “Antes, mesmo na escola pública, a maioria das pessoas só estudava com pessoas parecidas com elas, o que tornava a aceitação do outro mais fácil”, lembra. “Hoje conseguimos incluir pobres e negros e fala-se mais abertamente das opções sexuais o que demanda uma capacidade de compreensão do diferente. Isso ainda não foi resolvido.”
Ela também desmitifica a ideia de que bullying é algo comum, que a maioria das pessoas sofreu na vida escolar. “Uma piada ou agressões isoladas, por pior que sejam, não caracterizam a perseguição contínua e a humilhação implícitas no conceito de bullying. Estamos falando de algo mais sério”, diz.
Em vez de fechar as portas, temos de evitar que as pessoas queiram se vingar daquele sistema"
A educadora Clélia Brandão, membro do Conselho Nacional de Educação (CNE) arrisca dizer que nenhum aparato teria evitado uma ação planejada como ocorreu no Rio de Janeiro. “A melhor maneira de evitarmos a violência é ensinando a conviver”, defende. Para ela, os professores podem fazer isso pelo exemplo, pela escolha dos conteúdos, pela maneira como tratam os alunos e, inclusive, incluindo a comunidade. “Se a escola se fecha, prega a exclusão”, explica, colocando-se contra a adoção de barreiras.
“Foi terrível, mas quando se fala em medidas para evitar violência escolar, temos de atuar na formação do ser humano para que isso não ocorra na escola, no shopping, no trânsito e dentro de casa.”