segunda-feira, agosto 16, 2010

BOLA CHEIA

Ronaldo-Jabulani

CARA DE FIURIKU
UM MINUTO ANTES DA SURRA
PROCURA-SE UM HOMEM

Numa época em que as carências afetivas parecem estar em alta, um anúncio anônimo em um mural chama a atenção dos que passam. Todos, sem exceção, param e lêem:

Procura-se um homem. Um homem que não tema a ternura. Que se atreva a ser frágil quando necessite se deter para recuperar as forças para a luta diária.

Um homem que saiba proteger o ser a quem devotar o seu amor. Um homem que queira e saiba reconhecer os valores espirituais e que sobre eles saiba construir todo um mundo.

Um homem que, em cada amanhecer, saiba ofertar amor com toda a delicadeza para que uma flor entregue com um beijo tenha mais valor que uma jóia.

Procura-se um homem com o qual se possa falar, que jamais corte a ponte de comunicação. Um homem a quem se possa dizer o que se pensa, sem temor de que se ofenda e que seja capaz de dizer a sua esposa, namorada ou mãe que a ama.

Procura-se um homem que tenha braços abertos para que sua amada neles possa se refugiar quando se sentir insegura. Que conheça sua fortaleza, mas que nunca se aproveite disso.

Um homem que tenha os olhos abertos para a beleza. Que domine o entusiasmo e que ame intensamente a vida. Um homem para quem cada dia seja um presente de valor incalculável que deve ser vivido plenamente, aceitando a dor e a alegria com igual serenidade.

Um homem que saiba ser sempre mais forte que os obstáculos. Que jamais se apavore ante a derrota e para quem os contratempos sejam mais estímulos que adversidade, mas que esteja tão seguro de seu poder que não sinta necessidade de demonstrá-lo a cada minuto em empreendimentos absurdos somente para prová-lo.

Um homem que não seja egoísta. Que não peça o que não ganhou, mas que sempre faça esforços para ter o melhor.

Um homem que saiba receber carinho, tanto quanto demonstrá-lo.

Um homem que respeite a si mesmo, porque assim saberá respeitar os demais. Que não recorra jamais à ofensa, que sempre rebaixa quem a faz.

Um homem que não tenha medo de amar, nem que se envaideça porque é amado. Que goze o minuto como se fosse o último. Que não viva esperando o amanhã porque talvez ele nunca chegue.

Finalmente, quando este homem for encontrado, qualquer mulher o desejará amar com intensidade e com ele compartilhar a sua vida.

Todos temos fome. Fome de pão, fome de amor, fome de conhecimentos, de paz e de amizade.

A fome de pão que tanto aparece é a que mais comove e, contudo, os outros tipos de fome são mais difíceis de serem saciados.

A fome de amor, dentre todas, é a mais difícil de ser saciada. Muitos passam a vida inteira sem que ninguém lhes estenda uma migalha de carinho.

Aprendamos a reconhecer a fome de quem nos fala, de quem conosco convive, entendendo que quanto maior a fome, mais escondida se encontra e a busquemos saciar.

Recordemos os versos da oração franciscana: senhor, que eu ame mais do que pretenda ser amado...

"Os EUA intermediam negociação entre países"

Os Estados Unidos intermediam negociação entre os dois países

O assunto de hoje é complicado aos brasileiros, principalmente aos que não têm acesso ao estudo aprofundado da língua portuguesa; trata-se da conjugação de alguns verbos. Vamos, então, a eles:

Antes de estudarmos a conjugação dos verbos, temos que nos ater à definição da palavra "rizotônico": rizotônicas são as formas verbais em que o acento tônico recai na raiz; por exemplo: eu CANto, tu CANtas, ele CANta.

Existem apenas oito formas rizotônicas em cada verbo: eu, tu, ele e eles do presente do indicativo, tempo caracterizado pela frase "Todos os dias eu..." e eu, tu, ele e eles do presente do subjuntivo, tempo caracterizado pela frase "Espero que...". Há então, em relação ao verbo "estudar", por exemplo, as seguintes formas rizotônicas: Todos os dias eu estudo, tu estudas, ele estuda e eles estudam; Espero que eu estude, que tu estudes, que ele estude e que eles estudem. Todas as outras formas são denominadas de arrizotônicas.

Sabendo isso, estudemos agora os verbos terminados em "-EAR": Todos os verbos terminados em -ear têm o acréscimo da letra "i", colocada imediatamente antes da terminação verbal (ar), somente nas formas rizotônicas.

O verbo passear, então, tem a seguinte conjugação no presente do indicativo:
todos os dias eu passeio,
tu passeias,
ele passeia,
nós passeamos,
vós passeais,
eles passeiam;

no presente do subjuntivo:
espero que eu passeie,
que tu passeies,
que ele passeie,
que nós passeemos,
que vós passeeis,
que eles passeiem.

Nenhuma outra estrutura verbal de nenhum outro tempo tem a letra "i". Todos os verbos terminados em -ear têm a mesma conjugação - atear, cear, enfear, recear, etc.

Agora vejamos os verbos terminados em -IAR: os verbos terminados em -iar são regulares, ou seja, têm conjugação absolutamente normal, sem modificação alguma. Por exemplo o verbo copiar:
eu copio,
tu copias,
ele copia,
nós copiamos,
vós copiais,
eles copiam;

que eu copie,
tu copies,
ele copie,
nós copiemos,
vós copieis,
eles copiem.

Há alguns verbos, porém, que se conjugam diferentemente de todos os outros: mediar, intermediar, ansiar, remediar, incendiar e odiar. Eles têm o acréscimo da letra "e", colocada imediatamente antes do "i" dos verbos, somente nas formas rizotônicas, ficando, assim, com essas formas idênticas às dos verbos terminados em -ear.

O verbo mediar, cujo significado é "intervir", tem a seguinte conjugação no presente do indicativo:

todos os dias eu medeio,
tu medeias,
ele medeia,
nós mediamos,
vós mediais,
eles medeiam;

no presente do subjuntivo:

que eu medeie,
tu medeies,
ele medeie,
nós mediemos,
vós medieis,
eles medeiem.

Nenhuma outra estrutura verbal de nenhum outro tempo tem a letra "e".

A frase apresentada, então, deve ser assim estruturada:

Os Estados Unidos intermedeiam negociação entre os dois países.



NIVER DA AMÁBILE - 3º ANO "A"


O nosso blog parabeniza Amábile, aluna do 3º A da Amaro Cavalcanti. Que esta data possa se repetir por dezenas e dezenas de vezes...
Saúde, felicidade, amor e paz para você e toda a sua família.





ORDENAÇÃO SACERDOTAL DE FREI HÉLIO

Frei Hélio Ferreira Júnior foi ordenado sacerdote na noite de ontem, dia 15 de agosto, na matriz de Nossa Senhora dos Aflitos, desta cidade.
A solenidade de ordenação ocorreu a partir das 19 horas, em missa presidida por nosso bispo diocesano Dom Frei Manoel Delson Pedreira da Cruz e concelebrada por Dom Frei Magno Henrique, bispo eleito de Pesqueira - PE, contando ainda com a participação de 15 padres e 50 religiosos capuchinhos, movimentos e pastorais da nossa paróquia e grande número de fiéis que lotaram as dependências da igreja matriz.

Ibama multa municípios e embarga matadouro de Jardim de Piranhas

Robson Pires

Agentes e fiscais ambientais do Ibama estão na região do Seridó para fiscalizar áreas de vigilância sanitária nos municípios. A operação faz parte da segunda etapa de monitoração das adequações que foram firmadas com os gestores através de Temos de Ajustamento de Conduta (Tac).

Entre as cidades visitadas estão Caicó, Jardim de Piranhas, Jardim do Seridó, Parelhas, Serra Negra do Norte e São José do Seridó. Em Jardim de Piranhas a situação foi a pior encontrada, na qual o prefeito não cumpriu as exigências do TAC e os agentes do Ibama multaram o municípios e embargaram o matadouro público (na foto).

sábado, agosto 14, 2010

Governo prepara para 2011 a implantação de grande rede de ensino profissionalizante no Estado


Cursos funcionarão com o Ensino Médio integrado à Educação Profissional e Tecnológica.
O Governo do Estado prepara para 2011 a implantação de grande rede de ensino profissionalizante no Rio Grande do Norte. Para isso, estão em pleno processo de construção, restauração e ampliação 64 escolas de ensino médio que oferecerão ensino profissionalizante, e mais 10 centros de educação profissional e tecnológica, representando investimentos da ordem de R$ 118 milhões.

Ao mesmo tempo, está tramitando na Assembléia Legislativa a autorização para a realização de concurso público para professor da rede estadual, contemplando os educadores que atuarão no ensino profissionalizante (disciplinas específicas).

A meta da Secretaria de Educação é oferecer cursos, na rede estadual de ensino profissionalizante, já em 2011. Inicialmente serão oferecidos cursos profissionalizantes em 26 escolas (um curso por escola). Cada turma de ensino profissionalizante terá 40 alunos. Ao todo, serão ofertadas 1040 vagas de educação profissional pela rede estadual no próximo ano.

Serão oferecidos cursos de Ensino Profissional em 2011, segundo semestre, nas escolas Governador Walfredo Gurgel (Natal) e Centro Educacional José Augusto (Caicó) - Enfermagem; Centro Educacional Jerônimo Rosado (Mossoró) - Sistema a Gás; Calpúrnia Caldas de Amorim (Caicó) - Edificações; Berilo Wanderley (Natal) - Transações Imobiliárias; José Fernandes Machado (Natal) - Hospedagem; Ana Júlia Mousinho (Natal) e José Bezerra Cavalcanti (Santa Cruz) - Guia de Turismo; e Centro Educacional Felinto Elísio (Jardim do Seridó), Leomar Batista (Serra Negra do Norte) e Lourenço Gurgel (Caraúbas) - Informática.

Também oferecerão cursos, nessa primeira fase, as escolas Gilberto Rola (Mossoró) e Waldemiro Pedro Viana (Apodi) - Agroecologia; Rosa Pignataro (Nova Cruz), Monsenhor Amâncio Ramalho (Parelhas), Juscelino Kubitscheck (Açu) e Francisco de Assis Bittencourt (João Câmara) - Manutenção e Suporte de Informática; José Anchieta (Serra do Mel) - Apicultura; Abel Freire Coelho (Mossoró), Antonio Dantas (Apodi), Josino Macedo (Natal), Clara Tetéo (Macau), CENEP Senador Jessé Pinto Freire (Natal), Newman Queiroz (Jucurutu) e Luiz Antonio (Natal) - Segurança de Trabalho; Ruy Barbosa (Tibau) - Fruticultura.

Os cursos terão 4 anos de duração e funcionarão com o Ensino Médio integrado à Educação Profissional e Tecnológica. Além disso, as escolas oferecerão também cursos subseqüentes, voltados para estudantes que já fizeram o Ensino Médio e desejam aprender uma profissão.

A matriz curricular dos cursos já está definida e foi desenvolvida com o objetivo de integrar o Ensino Médio a Educação Profissional. Cada curso profissionalizante terá também 400 horas de aulas práticas ou estágios dirigidos. Serão oferecidos cursos de Segurança do Trabalho, Enfermagem, Guia do Turismo, Hospedagem.

A rede de ensino profissionalizante do Governo do Estado terá escolas dotadas da infraestrutura necessária para garantir a qualidade e a eficiência dos cursos oferecidos. As escolas de ensino profissionalizantes contarão com seis laboratórios voltados para o Ensino Médio - Química, Biologia, Física, Matemática, Língua Estrangeira e Informática. Contarão também com mais três laboratórios correspondentes aos cursos profissionalizantes ofertados. Ao todo, serão 9 laboratórios.

Centros Profissionalizantes

Já foram iniciadas as obras de quatro dos dez centros de ensino profissionalizantes que serão implantados em diversas regiões do Rio Grande do Norte. Estão em andamento as obras dos centros profissionalizantes de Alto do Rodrigues, Mossoró, Tibau e Parnamirim. Estão em fase de contratação das empresas ganhadoras, os centros de São Gonçalo do Amarante (02), Ceará Mirim e Extremoz. Os dois centros de Natal estão em fase de licitação. Cada centro representa um investimento de R$ 5,5 milhões.

Os centros profissionalizantes terão 4.200 metros quadrados de área, 10 salas de aula, 06 laboratórios, anfiteatro, ginásio poliesportivo, auditório e biblioteca.

"A estrutura que estamos disponibilizando para o nosso estudante e os investimentos feitos, evidenciam nossa determinação em dotar o Estado de uma forte rede de ensino profissionalizante e levar o conhecimento tecnológico as mais distantes regiões do Rio Grande do Norte. Com isso, estamos levando a oportunidade do desenvolvimento e do progresso social para todos os norteriograndenses. Estamos também possibilitando um enorme salto de qualidade na qualidade do Ensino que é oferecido no Estado", enfatiza o governador Iberê Ferreira de Souza.

Do blog: republicamos o post acima a pedidos.

sexta-feira, agosto 13, 2010

Dos presidenciáveis, Serra é quem tem mais processos

Levantamento do Congresso em Foco analisou todas as 222 certidões que foram entregues ao TSE pelo nove candidatos à Presidência e seus vices. Temer, vice de Dilma, responde a três procedimentos criminais

Levantamento do Congresso em Foco sobre as certidões criminais dos presidenciáveis mostra que o tucano José Serra é quem mais responde a processos. De acordo com as certidões que ele mesmo apresentou, são 17 processos declarados à Justiça Eleitoral. Ao todo, foram analisadas as 222 certidões entregues ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelos nove postulantes à Presidência da República e respectivos vices. Michel Temer (PMDB), vice da candidata petista Dilma Rousseff, também aparece com três procedimentos criminais, além do candidato José Maria Eymael (PSDC), com duas certidões positivas. Os demais candidatos à Presidência apresentaram certidões negativas, ou seja, que informam não haver processos contra eles.

Uma norma da legislação eleitoral obriga todos os candidatos a cargos eletivos a apresentarem, no ato do registro das suas candidaturas, certidões que informem a sua situação criminal, se respondem a processos e qual a situação de cada um deles. Sonegar essas informações, conforme a legislação, implica crime eleitoral. A novidade neste ano é que as declarações criminais tornaram-se públicas, na página do TSE. Em parceria com o TSE, o Congresso em Foco obteve antes da publicação todas as informações sobre os registros de candidatura de todos os candidatos a cargos eletivos nas eleições de outubro. Foi possível, então, com mais tempo, analisar toda a documentação entregue pelos presidenciáveis.

Cursos técnicos e tecnológicos surgem como opção para solucionar "apagão de mão-de-obra"

Na ponta da língua dos candidatos às eleições desse ano, os cursos técnicos e tecnológicos estão em expansão no país. “Há um aumento dos cursos, mas a demanda por trabalhadores com essa formação continua muito grande: é o “apagão da mão-de-obra”. Por isso faz sentido o discurso dos candidatos e as próprias ações. Não é algo de momento, tem um fôlego muito grande.”, afirma Celso do Prado Ferraz de Carvalho, professor da universidade Nove de Julho e especialista em educação e trabalho.

Uma pesquisa do economista Marcelo Neri, na Fundação Getúlio Vargas, ilustra a expansão com números: em março de 2004, 12,56% da população em idade ativa das seis principais metrópoles haviam concluído os cursos profissionalizantes; em março de 2010, esse número era de 22,05% - um crescimento de 75,6%.

De acordo com o estudo, publicado no primeiro semestre deste ano, 29 milhões de pessoas frequentam cursos de educação profissional, o que representa 19,72% da população com mais de 10 anos de idade do Brasil. Desse total, 16,07 % (23,5 milhões de pessoas) frequentaram cursos de qualificação profissional, 3,54% (5,1 milhões) fizeram ensino médio técnico e 0,11% (160 mil) tiveram formação tecnológica.

Luiz Augusto Caldas, diretor de políticas da educação da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, acredita que os cursos profissionais são opções para quem necessita o quanto antes de uma alternativa de renda: o superior tecnológico, devido à sua menor duração – de dois a três anos, enquanto um bacharelado leva até cinco anos - mas principalmente o técnico, que pode ser cursado junto com o ensino médio. Segundo Caldas, é no ensino técnico que estão as pessoas com maior necessidade de inserção rápida e qualificada no mercado.

De acordo com o estudo de Neri, os salários aumentam significativamente após a conclusão de cursos de educação profissional: chega a ser 27% maior com a formação de tecnólogo (curso superior de três anos) e a 17% com o ensino médio profissionalizante.

O setor com maior proporção de funcionários com formação profissionalizante é o automobilístico (45,71%), seguido pelo de finanças (38,17%) e de petróleo e gás (37,34%).

Razão de Viver

Muitas pessoas erguem-se pela manhã acreditando não existir qualquer sentido para despertarem.
Dormem sem nenhum objetivo e acordam do mesmo modo, transformando o dia-a-dia, em uma experiência insossa ou vazia.
Vagam pelas ruas, sem destino certo, à mercê do que lhes aconteça no curso do dia.
Levam uma vida sem direção, desvalorizando o tempo e a oportunidade de estarem reencarnados.
Deixam-se levar pelos "ventos do acaso".
Não vêem significado em família, em amigos, nem em trabalho.
Quando se estabelece este estado d’alma, a pessoa corre o risco de ser tragada pelo aguaceiro das circunstâncias, sem quaisquer resistências morais para enfrentar as dificuldades.
Com certeza, não é o melhor modo de se viver.
É urgente que nos possamos sentir como peças importantes nas engrenagens da vida.
É necessário que tomemos gradual consciência quanto ao nosso exato papel frente às leis de Deus.
Seria muito belo se cada pessoa - principalmente as que não vêem sentido para a própria vida - resolvessem perguntar-se: "O que posso fazer em prol do mundo onde estou?
Para que, afinal, é que eu vivo?
Para quem é que eu vivo?"
Dificilmente não achará respostas valiosas, caso esteja, de fato, imbuída da vontade de conferir um sentido para sua existência.
Cada um de nós, quando se encontra nas pelejas do mundo terreno, pode viver para atender, para cuidar de alguém ou de alguma coisa, dando valor às suas horas.
É importante dar sentido à vida.
É importante viver por algo ou por alguém.
Dedique-se a um ser que lhe seja querido, que lhe sensibilize a alma, e passe a viver em homenagem a ele, ou a eles, se forem vários.
Dedique-se a uma causa que lhe pareça significativa para o bem geral, e passe a viver em cooperação com ela.
Dedique-se a cuidar de plantas, de animais, do ambiente.
Apóie-se em algum projeto justo, desde que voltado para as fontes do bem, pois isso alimentará o seu íntimo.
Assim seus passos na terra não serão a esmo, ao azar.
Quando se encontram razões para viver, passa-se a respeitar e a honrar as bênçãos da existência terrestre.
Cada momento se converte em oportunidade valiosa para crescer e progredir.
A vida na terra não precisa ser um "campo de concentração" a impor-lhe tormentos a cada hora.
Se você quiser, ela será um jardim de flores ou um pomar de saborosos frutos, após a sementeira responsável e cuidadosa que você fizer.
Dedique-se a isso.
Empreste sentido e beleza a cada um dos seus dias terrenos.
Liberte-se desse amortecimento da alma que produz indiferença.
Sinta que, apesar de todos os problemas e dificuldades que se abatem sobre a humanidade, a chuva continua a beijar a face do mundo e um sol magnífico segue iluminando e garantindo a vida em todo lugar.
Isso porque, todos nós somos alvos da dedicação de Deus.
O tempo é uma dádiva que Deus nos oferece sem que o possamos reter.
Utilizá-lo de forma responsável e útil é dever que nos cabe a todos.
Dê sentido às suas horas, aos seus dias, e assim, por conseqüência, a toda a sua vida.

"O Descontentamento é o primeiro passo na evolução de um homem ou de uma nação" Oscar Wilde

SUBSTANTIVOS CONCRETOS E ABSTRATOS

--- Muita gente me pergunta o seguinte: calor, frio e vento são substantivos concretos ou abstratos? O que responder? Edmilson Sá, Arcoverde/PE


Pensando bem, é pouco relevante, para quem quer apenas desenvolver uma boa redação, saber a diferença entre substantivos concretos e abstratos, razão pela qual pouco tenho me preocupado em trazer questões sobre tais assuntos para esta coluna. Mas como exercício intelectual, é interessante. E faz parte do processo de ensino-aprendizagem da língua nacional na escola. Por isso tentarei dar uma resposta ao professor Edmilson.


Certamente não foi ou não é fácil perceber a diferença entre eles, e portanto há divergência de entendimentos e de explicação nos livros de gramática. “A distinção entre concretos e abstratos é mais filosófica do que linguística e, dentro da filosofia, muito fugidia” (Mattoso Câmara Jr.).


Pode-se afirmar que são concretos os substantivos que se referem a seres materiais ou espirituais, reais ou fictícios: casa, cor, dente, leão, Deus, saci-pererê, fada, alma, triângulo, o amigo, o diplomata, (o) japonês, (o) brasileiro etc.


São substantivos abstratos os atributos, estados, qualidades e ações, derivados de um conceito original. Eles não existem por si sós. Não possuem forma. Digamos que não podem ser desenhados, uma vez que não transmitem uma imagem. Assim, calor e frio são abstratos, gramaticalmente falando, embora nós os sintamos de modo concreto. São também abstratos todos os substantivos que exprimem sentimentos e emoções – qualidades da alma. Você pode desenhar um homem triste, uma mulher vaidosa, mas não a tristeza ou a vaidade, por exemplo.


Revendo: vento (ou ventania) é conceito original, não é atributo (e para uma criança tem uma certa forma – ela consegue desenhá-lo, sem dúvida). É, portanto, concreto. Já calor e frio (= frieza) são atributos, da mesma forma que amor, tristeza, alegria, saudade, brancura, consolo, maciez, pobreza e admiração, todos substantivos abstratos.


Quando os alunos já conhecem bem os conceitos de verbo, adjetivo e substantivo, sua forma e função, é possível mostrar-lhes que são ABSTRATOS os substantivos derivados de duas outras classes: do adjetivo e do verbo. Pode o professor apresentar exemplos e exercícios mais ou menos assim:


Estou sempre contente. [adjetivo] >> Meu CONTENTAMENTO é enorme.

Mirtes fica aborrecida por pouco. [adjetivo] >> Seu ABORRECIMENTO é deplorável.

O chefe se mostrou satisfeito conosco. [adjetivo] >> A SATISFAÇÃO dele resultou em aumento salarial.

Está um dia muito quente. [adjetivo] >> O CALOR de hoje está insuportável.

Admiro seu trabalho. [verbo] >> Minha ADMIRAÇÃO por seu trabalho é grande.

Quero felicitar você. [verbo] >> Desejo-lhe FELICIDADES.

Vendeu apenas quatro livros. [verbo] >> Foi fraca a VENDA dos livros.

Três pessoas caminharam até o alto da montanha. [verbo] >> A CAMINHADA foi difícil.


Todas as palavras em caixa-alta acima são substantivos abstratos que derivam de um adjetivo ou de um verbo. Então, é possível dizer que os substantivos que não dão nenhuma ideia de qualidade, atributo ou ação e que não são formados de nenhuma outra classe de palavras são substantivos concretos.

"O fato passou completamente desapercebido..."

O fato passou completamente desapercebido...

... e eu estava despercebido de dinheiro. Eis duas palavras parecidas que sempre trazem dificuldades aos indivíduos lusófonos (aqueles que falam a língua portuguesa): despercebido e desapercebido.

Os vocábulos parecidos são chamados de parônimos e os vocábulos iguais são chamados de homônimos.

São homônimos homófonos os que têm o mesmo som, mas escritas diferentes (P. ex.: sessão, seção, cessão); homônimos homógrafos, os que têm a mesma escrita, mas sons diferentes (P. ex.: o almoço, eu almoço); homônimos perfeitos, os que têm a mesma escrita e o mesmo som (P. ex.: manga). Vejamos uma lista de palavras:

Arrear = pôr arreios / arriar = abaixar.
Deferir = conceder / diferir = adiar ou ser diferente.
Emigrante = o que sai do país / imigrante = o que entra no país.
Intemerato = puro, íntegro, incorrupto / intimorato = destemido, corajoso.
Assoar = limpar o nariz / assuar = vaiar.
Comprimento = extensão / cumprimento = saudação ou ato de cumprir.
Soar = produzir som / suar = transpirar.
Sortir = abastecer / surtir = produzir efeito.
Vultoso = volumoso / vultuoso = inchado.
Acender = atear fogo / ascender = subir.
Decente = decoroso / descente = o que desce.
Discente = relativo a alunos / docente = relativo a professores.
Caçar = abater o animal / cassar = anular.
Cela = aposento / sela = arreio.
Censo = recenseamento / senso = juízo.
Cerrar = fechar / serrar = cortar.
Incerto = duvidoso / inserto = incluso.
Incipiente = iniciante / insipiente = ignorante.
Cessão = ato de ceder / seção = repartição / sessão = reunião.
Laço = laçada / lasso = frouxo.
Coser = costurar / cozer = cozinhar.
Esperto = ativo, inteligente / experto = perito, entendido.
Espiar = olhar sorrateiramente / expiar = sofrer pena ou castigo.
Tachar = censurar, notar defeito em / taxar = estabelecer o preço.
Amoral = indiferente à moral / imoral = contra a moral, libertino.
Ao encontro de = estar a favor de / de encontro a = estar contra.
Ao invés de = indica oposição / em vez de = no lugar de.
Degredado = desterrado, exilado / degradado = estragado, rebaixado.
Flagrante = evidente / fragrante = aromático.
Infligir = aplicar pena ou castigo / infringir = transgredir, violar, desrespeitar.
Ratificar = confirmar / retificar = corrigir.
Sustar = suspender / suster = sustentar.


As palavras apresentadas no início da coluna significam o seguinte:

Despercebido = sem atenção; desapercebido = desprevenido, desprovido.

A frase apresentada, então, deve ser assim reescrita:

O fato passou completamente despercebido, e eu estava desapercebido de dinheiro

quinta-feira, agosto 12, 2010

MEC envia a escolas públicas livro que narra estupro

O Ministério da Educação enviou a escolas públicas do país um livro que narra o sequestro de um casal, o estupro da mulher e o assassinato do rapaz, segundo reportagem de Fábio Takahashi publicada na edição desta quinta-feira da Folha (íntegra somente para assinantes do jornal ou do UOL).
Divulgação
Livro distribuído pelo MEC a escolas públicas narra estupro, sequestro e tortura
Livro distribuído pelo MEC a escolas públicas narra estupro, sequestro e tortura

De acordo com o texto, 11 mil exemplares da obra foram destinados para serem usados como material de apoio a alunos do ensino médio, com idade a partir de 15 anos. O livro "Teresa, que Esperava as Uvas", integra o programa do governo federal que equipa bibliotecas dos colégios públicos.

As cenas de violência estão presentes no conto "Os Primeiros que Chegaram", que narra, do ponto de vista da criminosa, um sequestro cometido por um casal. As vítimas são torturadas. Há frases como "arriou as calças dela, levantou a blusa e comeu ela duas vezes" e "[Zonha, o criminoso] deu um tiro no olho dele. [...] Ele ficou lá meio pendurado, com um furo na cabeça."

O governo Lula, a autora da obra e a editora defendem a escolha, por possibilitar que o jovem reflita sobre a violência cotidiana. A escolha das obras é feita por comissões de professores de universidades públicas. "O livro passou por uma avaliação baseada em critérios, concorreu com muitas outras obras e foi selecionado", afirmou a escritora do conto, Monique Revillion.

Mega-Sena concurso 1204

Prêmio acumula e chega a R$ 22 milhões

A Caixa Econômica Federal sorteou nesta quarta-feira, em Bauru, interior de São Paulo, as seis dezenas do concurso 1.204 da Mega-Sena. Os números sorteados foram: 05 - 10 - 25 - 39 - 43 - 52. Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso e o prêmio fica acumulado em R$ 22 milhões para o concurso 1.205.

No sorteio 1.204, 95 apostadores acertaram a quina e cada um vai receber R$ 16.192,71; 6.613 pessoas fizeram a quadra e cada uma vai receber R$ 332,31.

Nick Cave resgata obsessões em romance

A Morte de Bunny Munro, lançado no Brasil, é movido por sexo, violência e morte

Foto: Getty Images

Nick Cave promove seu livro na Inglaterra

Libby está gravemente deprimida, em parte devido ao modo como é tratada pelo marido, Bunny Munro, que é viciado em sexo e vive siderado de álcool e drogas. Ela se suicida e deixa o filho de 9 anos, Bunny Jr, aos cuidados do atarantado viúvo. Bunny pai está ainda mais perplexo, porque o iniciador da linhagem, o irascível Bunny Munro I, de 80 anos, está à beira da morte, com câncer no pulmão. As relações entre os três personagens masculinos formam o fio que conduz A Morte de Bunny Munro (ed. Record, 352 páginas, R$ 50), segundo romance do roqueiro australiano (radicado na Inglaterra) Nick Cave.

A angústia obssessiva pela morte é a tônica do livro, como tem sido de grande parte da obra musical de um dos artistas mais rebuscados, profundos e viscerais do rock dos anos 1980 em diante – em 1996, por exemplo, dedicou à morte (e à angústia) um disco inteiro, Murder Ballads. Mais evidente que nunca, o trinômio sexo-violência-morte move com humor e dor a nova narrativa de Cave, que escreveu seu primeiro livro (And the Ass Saw the Angel, nunca lançado no Brasil) em 1989, morou em São Paulo entre 1990 e 1993 e teve um filho com uma brasileira em 1991.

Dependente de álcool, nicotina, cocaína e sexo, Bunny Munro vende produtos de beleza de porta em porta e vive na busca incessante, melancólica e ineficaz de satisfazer aquelas carências. No contato com o filho, percebe-se aos poucos que Bunny pai tem mais ou menos a mesma idade psicológica de Bunny filho – na terceira parte do livro, ficará óbvio que também Bunny avô jamais saiu dessa gaiola. Os três Bunnys são o mesmo personagem, que patina pelo mundo sem progredir nem evoluir ao longo da linha do tempo. O retrato masculino que Cave pinta é desolador. Tarde demais, o Bunny do meio perceberá que seus dias no mundo foram povoados por um “desfile fervilhante de mulheres infelizes, ofendidas, magoadas e humilhadas”.

Trevas à parte, Nick Cave é um músico popular, e sua compreensão do que é o pop dá um colorido todo especial a A Morte de Billy Munro. O protagonista se esmera em expor, no decorrer das páginas, suas obsessões sexuais por (nessa ordem) Avril Lavigne, Kylie Minogue, Britney Spears, Beyoncé, Pamela Anderson, Madonna, Kate Moss, Naomi Campbell – especialmente pelas duas primeiras, que se tornam quase personagens da trama, tratadas como objetos baratos de consumo por Bunny II. A australiana Kylie, por sinal, dividiu com o autor os vocais de "Where the Wild Roses Grow", em Murder Ballads. Na canção, Nick corteja Kylie e a assassina a pedradas no terceiro dia, mas essa é uma outra história.

Entre tantas musas, aparece Celine Dion, como ícone ao contrário: conta-se a história de um garanhão que se tornou impotente depois de ir a um show da gélida cantora canadense. O irônico faro pop de Cave aparece, também, quando Bunny empurra um banho de rosa marroquina a um grupo de freguesas, argumentando que é “100% óleos vegetais e fragrância natural… romântico, tradicional, sensual… puro Barry White engarrafado”. A Morte de Bunny Munro é puro Nick Cave engarrafado.

Até pelo apelo pop, seu modo de abordar sexo, violência e a dinâmica bélica entre masculino e feminino guarda algo em comum com Quentin Tarantino. Mas não é só isso, ainda bem. A certa altura, o abobado protagonista compreende a “raiva violenta e tórrida” que sente pela esposa morta, provavelmente por todas as mulheres. A grande virtude do livro é mesmo pintar um retrato desolador – e transparente – do sexo masculino, e desnudar a montanha de dor e infelicidade que há por trás da condição masculina e da misoginia.

E Cave, hoje com 52 anos, reserva ainda um momento de humor e candura à última linha dos agradecimentos, na última página do livro: “Também gostaria de agradecer – e pedir desculpas – a Kylie Minogue e a Avril Lavigne, com todo o amor e respeito”. Vez por outra, o rock’n’roll tem o condão de envelhecer como vinho.

Termina a Flip, começa a Bienal do Livro

Agosto - mês das letras. Por conta da Copa, a festa de Paraty que normalmente acontece em julho, passou para agosto e assim, a Bienal do Livro praticamente emenda com a Flip. A feliz coincidência fez com que estrelas internacionais que pasaram por lá, esticassem sua estada em São Paulo. Caso por exemplo de Benjamim Moser, William Kennedy e Asar Nafisi que participam de debates, ampliando o alcance de público. Nafisi, de Lendo Lolita em Teerã , terá a oportunidade de falar, dessa vez de literatura, com as brasileiras Marcia Camargos e Adriana Carranca, numa mesa do Salão de Ideias, que terá a minha mediação (às 13h, no sábado 14).

A preocupação com o conteúdo é evidente. Num evento paralelo que antecipa abertura na sexta-feira, da terceira maior feira de livros do mundo, depois da de Frankfurt e de Turin, começou nesta terça, para publishers e interessados o Fórum Internacional do Livro Digital - no Auditório Elis Regina, no Parque Anhembi, em SP.

A Palestra ―O futuro do livro impresso num mundo digital, com Mike Shatzkin introduziu o debate que segue hoje com mais dois convidados internacionais: John B. Thompson ―Os livros na Era Digital e no fim do dia e Jean Paul Jacob ―O Futuro já não é mais o que era! (18h00 às 19h30, na quarta 11).

Um conselhode curadores

Danilo Santos de Miranda, Hubert Alquéres, Augusto Massi foram encarregados de repensar o evento, para que não ficasse só uma feira de venda de livros, sem conteúdo. Saíu uma programação, bem diversificada para atrair todo tipo de público, como conta Augusto Massi, diretor editorial da Cosac Naify e integrante do time. Nos restaurantes, uma Bienal ainda mais apetitosa: numa espécie de sarau, entram atores, poetas que vão ler trechos de obras literárias baseadas na boa mesa e no prazer de comer.

THE END

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