sábado, outubro 15, 2011

No Dia do Professor, mestres falam sobre o prazer de ensinar

É mais uma oportunidade para que todos se lembrem deles

Professor Adelmo Meneses (Fotos: Divulgação IFS)
É inegável que a educação é um item de primeira necessidade em todo o mundo. Da mesma forma, ninguém duvida que a existência da figura do professor é imprescindível para as sociedades. E o dia 15 de outubro, quando é comemorado o Dia do Professor, é mais uma oportunidade para que todos se lembrem da sua importância e valor.

O ofício de professor não envolve, regra geral, um universo de glamour e altas remunerações. Mas muita gente, felizmente, ainda se encanta pela arte de ensinar. A professora Regivânia Lima, diretora de Pesquisa e Inovação do Instituto Federal de Sergipe (IFS), conta que o desejo de participar da formação das pessoas foi sua principal motivação na escolha da profissão. “Eu sempre quis ser professora, minha vontade era contribuir na formação pessoal e profissional dos jovens”, diz.
Professora Jânia Reis
Para Regivânia, não há nada mais gratificante do que encontrar com seus ex-alunos, ouvir suas histórias e saber o quanto ela foi importante para sua formação. “Certa vez, um jovem que havia sido meu aluno no Ensino Médio me confidenciou que minhas aulas fizeram com que ele gostasse de química. Hoje ele é médico e diz que sua paixão pela química o fez escolher a medicina como profissão”, conta.

Surpresa


Existem professores cuja profissão não foi uma escolha pré-determinada, mas uma agradável surpresa. “Apesar de ser licenciada em Música, também fiz graduação em Arquitetura e achei que ensinar seria apenas um complemento na minha vida. No entanto, quando iniciei a minha vida acadêmica no IFS, me apaixonei por lidar com os jovens, ensinar e repassar o conhecimento adquirido em minha vida profissional”, afirma Jânia Reis, professora do IFS.
Professora Rogivânia Lima
Ela conta que se emociona sempre que encontra os egressos atuando no mercado de trabalho. “Meu coração se enche de alegria com esse reencontro. O que sinto é tão gratificante que todos com quem convivo podem perceber, até meu filho caçula se deixou influenciar por essa atmosfera e busca ser também um professor”, declara.

Desafios


Segundo o pró-reitor de Ensino do IFS, Adelmo Menezes, o grande desafio do professor é se manter sempre atualizado, tendo plena consciência de que o conhecimento está em processo de construção. “Em uma sociedade marcada por avanços, o professor precisa estar em constante revisão dos seus saberes, pois o saber de ontem não é o mesmo de hoje”, ressalta.


Para ele, o melhor da profissão é poder fazer parte da formação das pessoas e saber que está formando não só um profissional, mas um cidadão consciente e capaz de transformar o mundo. “Ser professor é a possibilidade de contribuir na formação intelectual, política e cultural das pessoas. De transformar jovens e adultos, formar para a vida, para que eles saibam fazer boas escolhas no futuro na vida pessoal e profissional”, explica o professor.


Fonte: Ascom IFS

Ex-gari vira professor da rede pública e sonha ser mestre em universidade

João Ailton, 33 anos, dá aulas de português em escola pública de Diadema.
Ele resume o Dia do Professor em uma frase: 'Ensinar é gratificante'.

Vanessa Fajardo Do G1, em São Paulo

João Ailton dá aulas de português em escola de Diadema desde 2004 (Foto: Arquivo pessoal) (Foto: Vanessa Fajardo/G1) 
João Ailton dá aulas de português em escola de Diadema desde 2004 (Foto: Arquivo pessoal)
O menino que aos 12 anos ensinou o tio semianalfabeto a escrever o nome para preencher uma ficha de emprego já mostrava o talento para ensinar. Seguiu a intuição, entrou na faculdade de letras e para pagá-la aos 22 anos trabalhou como gari, varrendo as ruas de Diadema, no ABC, por mais de um ano. João Ailton de Oliveira Santos, de 33 anos, atua na rede pública do Estado de São Paulo e compõe o corpo docente da Escola Estadual José Fernando Abbud, em Diadema.
Neste sábado (15), Dia do Professor, diz que valeu a pena o esforço, que ensinar é gratificante, mas espera que a carreira seja mais valorizada. "Gosto de ser professor, é sensacional. Mas a profissão está um pouco difícil com salas superlotadas, falta de equipamento e salários baixos. O que compensa é o carinho dos alunos", diz.
João Ailton em sala de aula, em escola estadual de Diadema (Foto: Arquivo pessoal) 
João Ailton em sala de aula, em escola estadual de
Diadema (Foto: Arquivo pessoal)
Santos dá aulas de português em turmas da quinta série, sétima série e do primeiro ano do ensino médio. Prefere os alunos dos anos iniciais por achar que eles se dedicam e demonstram mais afeto. Recentemente foi aprovado no concurso público da rede municipal de São Paulo e no próximo ano, se for convocado, pretende conciliar os dois empregos, em São Paulo e em Diadema, com um mestrado. A meta é lecionar em universidades.
'Trabalhador fantasma'
O emprego como gari foi sugestão de seu pai que conhecia o gerente da empresa. Santos não teve dúvidas em aceitar, passou por uma entrevista e logo foi para o batente. O salário era de cerca de R$ 400 mensais, o suficiente para pagar a mensalidade.
"Nos primeiros dias foi um choque porque era um trabalho pesado e braçal que nunca tinha feito. Trabalhava um domingo sim e outro não. Era a pior parte porque neste dia fazíamos a coleta das feiras."
Gari é um trabalhador fantasma, alguém invisível. A pessoa está do seu lado, joga um papel no chão e nem olha para você"
João Ailton de Oliveira Santos, professor
À noite, na faculdade só os amigos mais próximos sabiam do ofício de Santos. "Não falava muito porque sabia que haveria discriminação. Gari é um trabalhador fantasma, alguém invisível. A pessoa está do seu lado, joga um papel no chão e nem olha para você."
Santos não se envergonha da experiência e diz que nesta época aprendeu a ser perseverante, como um professor tem de ser. "A rotina era cansativa, mas não pensava em desistir. Sempre tive incentivo dos meus pais mas sabia que valia a pena batalhar por um objetivo." O professor lembra que os colegas garis diziam que ele aguentaria no máximo dois meses de trabalho e que depois de superar a expectativa e conseguir se manter no cargo, virou exemplo.
O professor só deixou as vassouras quando conseguiu um estágio em um colégio no Jabaquara, Zona Sul de São Paulo, onde estudou. De estagiário, passou a professor eventual - que cobre faltas dos docentes titulares - até ser aprovado em um concurso, em 2004, e seguir para a escola José Fernando Abbud, onde está até hoje.

Não gosto do Dia do Professor

Não gosto do Dia do Professor, a ser comemorado no próximo sábado, por um único motivo: é um dia pouco comemorado. Deveria merecer mais, muito mais atenção, do país. Quase passa despercebido.
Não há nenhuma profissão tão importante para uma sociedade que se proponha a ser civilizada. É mais importante do que a medicina, que salva vidas, afinal quem forma o médico é o professor.
Nada deveria ser tão importante para uma nação do que saber atrair seus melhores talentos para ajudar a disseminar e produzir conhecimento. O que exige uma série de ações coordenadas e complexas. Isso significa que, no final, a pessoa tem de ter orgulho de ter essa carreira.
Não é o que ocorre. Estamos longe, muito longe, de recrutar os melhores talentos. Os salários não são atrativos. As condições de trabalho são péssimas, para não dizer vergonhosas.
Justamente por ter essa visão é que, aqui nesse espaço, faço questão de provocar polêmicas, não apenas criticando os governos, mas também, muitas vezes, quem se dispõe a defender os professores, esquecendo-se do mérito.
Há uma série de demandas corporativas que apenas se encaixam nesse ambiente de degradação. Basta lembrar quantas vezes dirigentes sindicais, sem a menor preocupação com o mérito, atacaram e atacam esforços para reduzir o absenteísmo, demitir professores sem condições de trabalhar ou exigir maior desempenho. Sem contar o explícito uso da máquina sindical para fazer política. Isso, para mim, apenas degrada a imagem do professor. Assim como os governos também usam a educação para fazer política eleitoral.
Some-se a isso que, apesar de todos os avanços, as famílias e a opinião pública pouco acompanham a educação pública. Um sinal de ignorância vemos nas pesquisas que indicam a satisfação dos pais com o ensino público.
Uma medida da nossa civilidade poderá ser medida pela atenção e reverência que se tenha no Dia do Professor.
Gilberto Dimenstein
Gilberto Dimenstein, 54, integra o Conselho Editorial da Folha e vive nos Estados Unidos, onde foi convidado para desenvolver em Harvard projeto de comunicação para a cidadania.

Homenagem ao professor

Você sabe como surgiu o Dia do Professor?

O Dia do Professor é comemorado no dia 15 de outubro. Mas poucos sabem como e quando surgiu este costume no Brasil.
No dia 15 de outubro de 1827 (dia consagrado à educadora Santa Tereza D’Ávila), D. Pedro I baixou um Decreto Imperial que criou o Ensino Elementar no Brasil. Pelo decreto, “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras”. Esse decreto falava de bastante coisa: descentralização do ensino, o salário dos professores, as matérias básicas que todos os alunos deveriam aprender e até como os professores deveriam ser contratados. A idéia, inovadora e revolucionária, teria sido ótima - caso tivesse sido cumprida.
Mas foi somente em 1947, 120 anos após o referido decreto, que ocorreu a primeira comemoração de um dia dedicado ao Professor.
Começou em São Paulo, em uma pequena escola no número 1520 da Rua Augusta, onde existia o Ginásio Caetano de Campos, conhecido como “Caetaninho”. O longo período letivo do segundo semestre ia de 01 de junho a 15 de dezembro, com apenas 10 dias de férias em todo este período. Quatro professores tiveram a idéia de organizar um dia de parada para se evitar a estafa – e também de congraçamento e análise de rumos para o restante do ano.
O professor Salomão Becker sugeriu que o encontro se desse no dia de 15 de outubro, data em que, na sua cidade natal, professores e alunos traziam doces de casa para uma pequena confraternização. Com os professores Alfredo Gomes, Antônio Pereira e Claudino Busko, a idéia estava lançada, para depois crescer e implantar-se por todo o Brasil.
A celebração, que se mostrou um sucesso, espalhou-se pela cidade e pelo país nos anos seguintes, até ser oficializada nacionalmente como feriado escolar pelo Decreto Federal 52.682, de 14 de outubro de 1963. O Decreto definia a essência e razão do feriado: "Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias".

terça-feira, outubro 11, 2011

A evolução de Steve Jobs na Apple

Ao ceder um pouco do controle e do perfeccionismo desmedido, Jobs descobriu um poder muito maior

Como aparentemente todo o planeta sabe, a qualidade mais sobressalente de Steve Jobs foi seu perfeccionismo desmedido. O desenvolvimento do Macintosh, por exemplo, levou mais de três anos porque Jobs controlava até os mínimos detalhes. Ele rejeitou a ideia de um ventilador interno embutido no Mac porque achava o mecanismo ruidoso e desajeitado. E ele obrigou seus engenheiros a redesenharem a placa-mãe várias vezes, apenas porque versões anteriores lhe pareciam deselegantes.
Na NeXT — a companhia que criou logo que foi afastado da Apple, em 1985 –, Jobs levou sua equipe de hardware à loucura até que produzissem um computador que era um cubo de magnésio perfeito. Em sua volta triunfante à Apple, em 1997, Jobs se empenhava pessoalmente em detalhes de cada produto, como quantos parafusos havia na superfície de cada embalagem de seus laptops.

Levou seis meses até que ele estivesse satisfeito com a maneira como as barras de rolagem no OS X funcionavam. O executivo-chefe da Apple acreditava que, para um objeto ressoar com os consumidores, cada pedaço tinha que estar perfeito, até mesmo aqueles que o consumidor não podia ver.
Este perfeccionismo obviamente tinha muito a ver com o sucesso da Apple. Isso explica porque os produtos da Apple tipicamente passam uma sensação de integridade, no sentido original da palavra, pois eles parecem uma coisa só, ao invés de uma simples coleção de suas partes.
Mas o perfeccionismo de Jobs teve um preço, também. Ele podia literalmente gastar fortunas: na década de 80, Jobs insistiu que, em anúncios de revistas e nas embalagens dos produtos, o logotipo da Apple fosse impresso em seis cores, e não quatro, exigência que tornou o processo 30 a 40% mais caro.

Controle acima de tudo

A empresa também teve custos ainda mais significativos por causa da visão de Jobs de que a Apple tinha que controlar cada parte da experiência do usuário e fabricar tudo dentro da empresa. Seu hardware era exclusivo: a companhia tem sua própria fábrica  para o Mac e utiliza cabos de alimentação, discos e entradas diferencidas em vez de dispositivos padrão. Seu software também tem características únicas:  o usuário que quiser executar o software da Apple precisa de um computador Apple. Isso fez com que os computadores da empresa ficassem mais caros que os modelos da concorrência.
Assim, enquanto a Apple mudou o mundo da computação na década de 80, com máquinas que eram mais intuitivas e poderosas do que o seu típico clone da IBM, a maioria dos usuários nunca tocou em um Macintosh. Eles acabaram comprando PCs.Quando Jobs voltou para a Apple, ele ainda queria que a empresa, como ele costumava dizer, detivesse e controlasse a tecnologia primária de tudo que faziam.

Afrouxando as rédeas

Mas a sua obsessão com o controle foi diminuindo. Jobs era especialista em negociar com as pessoas e isso foi crucial para o sucesso extraordinário da Apple nos últimos dez anos. Veja o iPod, por exemplo. O velho Jobs poderia muito bem ter insistido que o iPod só tocasse músicas codificadas em formato digital da Apple, e isso teria permitido que a Apple controlasse toda a experiência do usuário, mas também teria limitado o mercado do iPod, já que milhões de pessoas já tinham MP3s. Então a Apple fez o iPod compatível com o MP3 (A Sony, ao contrário, fez seu primeiro tocador de música digital compatível apenas com arquivos no formato da Sony, e eles tiveram péssimos resultados).

Da mesma forma, Jobs poderia ter insistido, como ele fazia antigamente, que os iPods e iTunes só funcionassem em Macs. Mas isso teria alienado a empresa da grande maioria dos usuários de computador. Assim, em 2002 a Apple lançou um iPod compatível com o Windows, e as vendas dispararam logo em seguida. E, enquanto os projetos da Apple continuam distintos como sempre, os dispositivos de agora dependem menos de hardware próprio e mais em tecnologias padronizadas.
O iPhone também sinalizou um afrouxamento das rédeas de Jobs. Embora a Apple fabrique  o smartphone e o próprio sistema operacional, e apesar de todos os aplicativos serem vendidos exclusivamente através da App Store, o sistema é muito mais aberto do que o Mac sempre foi. Há mais de 400 mil aplicativos para o iPhone escritos por desenvolvedores fora da empresa. Alguns são até projetado por concorrentes.

O velho Jobs poderia muito bem ter tentado, no interesse da qualidade, conter o número de aplicativos: ele sempre falou sobre como dizer não às ideias era tão importante quanto dizer sim. Mas o novo Jobs, essencialmente, disse: “deixem que mil flores comecem a florescer”.

Não há dúvida de que o sucesso da Apple na década passada dependeu da estranha habilidade de Jobs para introduzir produtos que capturavam o zeitgeist do momento. Mas o que transformou a Apple na empresa mais valiosa do planeta foi que Jobs fez mais do que apenas criar dispositivos novos e legais. Ao contrário, ele presidiu a criação de ecossistemas novos no mercado, com os dispositivos da Apple muito bem inseridos neles. E se os ecossistemas se tornaram mais caóticos do que Jobs teria gostado, eles também ficaram mais potentes e rentáveis.

É verdade que, pelos padrões do mundo de hoje de computação open-source, as plataformas da Apple são ainda muito fechadas. Afinal, quando o Google desenvolveu um sistema operacional para o smartphone, o Android, ela simplesmente o entregou aos fabricantes de smartphones para que o usassem como bem entendessem. Mas, julgando pela rigidez de seu ethos tradicional, a Apple é muito mais aberta hoje do que  jamais teríamos imaginado. Ao ceder um pouco do controle, Jobs descobriu um poder muito maior.

O que é uma rádio comunitária?



RÁDIO COMUNITÁRIA é um tipo especial de emissora de rádio FM, de alcance limitado a, no máximo, 1 km a partir de sua antena transmissora, criada para proporcionar informação, cultura, entretenimento e lazer a pequenas comunidades.

Trata-se de uma pequena estação de rádio, que dará condições à comunidade de ter um canal de comunicação inteiramente dedicado a ela, abrindo oportunidade para divulgação de suas idéias, manifestações culturais, tradições e hábitos sociais.

A RÁDIO COMUNITÁRIA deve divulgar a cultura, o convívio social e eventos locais; noticiar os acontecimentos comunitários e de utilidade pública; promover atividades educacionais e outras para a melhoria das condições de vida da população.

Uma RÁDIO COMUNITÁRIA não pode ter fins lucrativos nem vínculos de qualquer tipo, tais como: partidos políticos, instituições religiosas etc.

COMO DEVE SER A PROGRAMAÇÃO DE UMA RÁDIO COMUNITÁRIA?

A programação diária de uma RÁDIO COMUNITÁRIA deve conter informação, lazer, manifestações culturais, artísticas, folclóricas e tudo aquilo que possa contribuir para o desenvolvimento da comunidade, sem discriminação de raça, religião, sexo, convicções político-partidárias e condições sociais.

Deve respeitar sempre os valores éticos e sociais da pessoa e da família e dar oportunidade à manifestação das diferentes opiniões sobre o mesmo assunto.

É proibido a uma RÁDIO COMUNITÁRIA utilizar a programação de qualquer outra emissora simultaneamente, a não ser quando houver expressa determinação do Governo Federal.

Não pode, em hipótese alguma, inserir propaganda comercial, a não ser sob a forma de apoio cultural, de estabelecimentos localizados na sua área de cobertura.

QUEM PODE SE CANDIDATAR A UMA RÁDIO COMUNITÁRIA?

Somente as fundações e as associações comunitárias sem fins lucrativos, legalmente constituídas e registradas, com sede na comunidade em que pretendem prestar o serviço, cujos dirigentes sejam brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos, maiores de 18 anos, residentes e domiciliados na comunidade.

A fundação/associação candidata a prestar serviço de RÁDIO COMUNITÁRIA, não deverá, de forma alguma, ter ligação de qualquer tipo e natureza com outras instituições.

QUEM NÃO PODE SE CANDIDATAR A UMA RÁDIO COMUNITÁRIA?

Fundações/associações que já estejam prestando serviços de radiodifusão ou que tenham vínculos, de qualquer natureza, com outras empresas que prestem tais serviços.

Fundações/associações que tenham vínculo, de qualquer natureza, com partidos políticos, instituições religiosas, sindicatos etc.

O QUE FAZER PARA SE CANDIDATAR A UMA AUTORIZAÇÃO DE RÁDIO COMUNITÁRIA

A entidade candidata a obter uma autorização para RÁDIO COMUNITÁRIA, deverá preencher e encaminhar o FORMULÁRIO DE DEMONSTRAÇÃO DE INTERESSE (buscar em formulários), assinado por seu representante legal.

O encaminhamento deverá ser feito para a sede do Ministério das Comunicações, em Brasília.

Havendo qualquer dificuldade nesse sentido, encaminhar o formulário para a sede do Ministério das Comunicações, em Brasília (endereços anexos).

Se houver canal (freqüência) disponível para a localidade de interesse, o Ministério das Comunicações publicará, no Diário Oficial da União, AVISO de Inscrição de Habilitação.

Qualquer entidade interessada em participar da Inscrição de Habilitação para as localidades relacionadas em AVISO publicado no Diário Oficial da União, deverá entregar, dentro do prazo estabelecido nesse Aviso, os documentos exigidos.

Observações:

A autorização para execução do serviço de RÁDIO COMUNITÁRIA será concedida por 10 anos, podendo ser renovada por igual período.
Cada entidade poderá receber apenas uma autorização para execução do serviço, sendo proibida a sua transferência.

O QUE VOCÊ PRECISA SABER PARA O CORRETO FUNCIONAMENTO DE SUA ESTAÇÃO DE RÁDIO COMUNITÁRIA

A estação de RÁDIO COMUNITÁRIA deverá operar com potência de transmissão irradiada máxima de 25 watts.
A estação de RÁDIO COMUNITÁRIA deverá operar em FM, na freqüência indicada na portaria de autorização expedida pelo Ministério das Comunicações.
O equipamento transmissor deverá estar, obrigatoriamente certificado pela ANATEL, especificamente para o serviço de RÁDIO COMUNITÁRIA e com potência máxima de saída de 25 watts.
As RÁDIOS COMUNITÁRIAS devem obedecer estritamente ao estabelecido na legislação vigente.
SANÇÕES E PENALIDADES

O não cumprimento das normas sobre instalação, programação, administração e transmissão de uma RÁDIO COMUNITÁRIA é punido com advertência, multa e até perda da autorização. ATENÇÃO: RADIODIFUSÃO ILEGAL É CRIME FEDERAL

A instalação e funcionamento de estação de rádio, sem a devida autorização, é crime Federal, punido com prisão dos responsáveis e apreensão dos equipamentos. Essa penalidade é aplicada não somente ao proprietário da estação clandestina, como também a todos aqueles que, direta ou indiretamente, estejam ligados a essa atividade ilegal (instaladores, vendedores e fabricantes de equipamentos, anunciantes etc.)

PRECISA DE MAIS INFORMAÇÕES?

Se você precisar de mais informações e esclarecimentos, mesmo após consultar a legislação que regula as RÁDIOS COMUNITÁRIAS, entre em contato no endereço abaixo:

Ministério das Comunicações
Secretaria de Serviços de Comunicação Eletrônica
Departamento de Outorga de Serviços
Esplanada dos Ministérios,
Bloco R - edificio anexo, sala 300 oeste
Brasília/DF
Cep : 70.044-900
Telefone geral : (61) 311-6000
Telefone sala do cidadão : (61) 311-6951
fax : (61) 311-6956

PERGUNTAS FREQUENTES SOBRE RADIODIFUSÃO COMUNITÁRIA

CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DO SERVIÇO

01 – Quais são os documentos básicos que tratam da radiodifusão comunitária?
Grande parte das regras aqui apresentadas consta da Lei nº 9.612 de 1998, que cria o serviço; do Decreto nº 2.615, que o regulamenta; e da Norma nº 1 de 2004, que estabelece critérios de outorga e de funcionamento das emissoras autorizadas.


02 - O que é uma rádio comunitária?
O Serviço de Radiodifusão Comunitária foi criado pela Lei 9.612, de 1998, regulamentada pelo Decreto 2.615 do mesmo ano. Trata-se de radiodifusão sonora, em freqüência modulada (FM), de baixa potência (25 Watts) e cobertura restrita a um raio de 1km a partir da antena transmissora.


03 - Em uma mesma localidade pode ser autorizada mais de uma rádio comunitária?
O número de rádios comunitárias em cada município depende:

1.    da exatidão da documentação enviada pelos interessados em prestar o serviço;
2.    da extensão geográfica do município (em municípios maiores normalmente podem ser outorgadas mais autorizações);
3.    da extensão ou existência de uma população na área pretendida;
4.    da existência de entidades autorizadas no município e em municípios vizinhos com a mesma frequência, devendo ser observada a distância mínima de 4 quilômetros entre duas emissoras.


04 - Como é constituído o Conselho Comunitário e qual é a sua função?
A entidade autorizada deve instituir um Conselho Comunitário com o objetivo de acompanhar a programação da emissora, com vista ao atendimento do interesse exclusivo da comunidade e dos princípios estabelecidos no art. 4º da Lei nº 9.612 de 1998.

O Conselho Comunitário deve ser composto por, no mínimo, cinco pessoas representantes de entidades da comunidade local ou, no caso de localidades de pequeno porte, da área urbana da localidade, tais como associações de classe, beneméritas, religiosas ou de moradores, desde que legalmente instituídas.

A entidade autorizada deve manter disponível e atualizada, para qualquer solicitação ou inspeção do Ministério das Comunicações, o ato que nomeou o Conselho, com os nomes e os endereços dos conselheiros.


05 - Em que freqüência funcionam as rádios comunitárias?
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) define um canal (e consequentemente uma frequência) para o uso das emissoras de rádio comunitária em cada cidade do país. Antes de adquirir os equipamentos para as suas respectivas rádios comunitárias, as entidades que receberem outorgas deverão observar antes, no Plano Básico de Distribuição de Canais, qual é a freqüência indicada para os seus Municípios.


06 - Por quanto tempo vale a autorização para a exploração do serviço de radiodifusão comunitária?
A Lei nº 10.597 de 2002 ampliou o prazo de validade da outorga de 3 para 10 anos, renováveis por iguais períodos, se cumpridas as exigências legais vigentes.


PROGRAMAÇÃO DA RÁDIO COMUNITÁRIA

01 - Qual deve ser o horário de funcionamento de uma rádio comunitária?
A programação diária de uma emissora de rádio comunitária deve ter, no mínimo, 8 horas de duração.


02 - Como deve ser a programação de uma rádio comunitária?
A programação diária de uma rádio comunitária deve conter informação, lazer, manifestações culturais, artísticas e outros conteúdos que possam contribuir para o desenvolvimento da comunidade, sem discriminação de raça, religião, sexo, convicções político-partidárias e condições sociais. Qualquer cidadão da comunidade beneficiada deve ter o direito de emitir opiniões sobre quaisquer assuntos abordados na programação da emissora, bem como manifestar suas idéias, propostas, sugestões, reclamações ou reivindicações.


03 - A Rádio Comunitária é obrigada a veicular o programa “Voz do Brasil” e horário eleitoral gratuito?
O programa oficial de informações dos poderes da República, mais conhecido como “Voz do Brasil”, deve ser transmitido obrigatoriamente por todas as emissoras de rádio, no horário de 19 às 20 horas, exceto aos sábados, domingos e feriados. A exigência de veiculação desse programa consta do art. 38 do Código Brasileiro de Telecomunicações. A emissora de rádio comunitária também é obrigada, nos períodos que antecedem as eleições, a transmitir programas eleitorais e propaganda eleitoral gratuita. A veiculação desses conteúdos é regulamentada pela Justiça Eleitoral, que estabelece as regras que devem ser seguidas pelas emissoras.


04 – O que é apoio cultural?
De acordo com a lei nº 9.612/98, uma emissora de rádio comunitária não pode veicular publicidade comercial. Ela pode veicular apenas apoio cultural de entidades localizadas na área de cobertura do serviço, entendendo-se apoio cultural como a divulgação de mensagens institucionais que não podem incluir informações relativas a preços de produtos e serviços e condições de pagamento. Podem ser veiculados nome, endereço e telefone do apoiador (localizado na área de prestação do serviço da rádio). Uma mensagem de apoio cultural deve ser precedida de uma identificação sonora, como, por exemplo, “este programa tem o apoio cultural de...”.


PROCESSO DE OUTORGA DE RADIODIFUSÃO COMUNITÁRIA

01 - Quem pode operar o serviço de radiodifusão comunitária?
A autorização para operação do serviço de radiodifusão comunitária apenas pode ser outorgada a associações comunitárias ou fundações que assegurem a ampla participação da comunidade atendida, tanto na sua administração, quanto na programação da emissora que será instalada. Estas entidades não podem ter fins lucrativos e devem ser legalmente instituídas, devidamente registradas e sediadas na área da comunidade na qual pretendem prestar o serviço. Seus dirigentes devem ser brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos e devem residir na área da comunidade atendida.


02 - Como uma entidade pode se habilitar para prestar o serviço de radiodifusão comunitária?
Periodicamente o Ministério das Comunicações publica avisos de habilitação nos quais indica as cidades que podem ser contempladas com outorgas. Cada aviso apresenta todas as informações necessárias às entidades, como, por exemplo, a lista de documentos a serem providenciados, os prazos e o endereço para envio do material. Os documentos a serem providenciados incluem, dentre outros:
- estatuto da entidade, devidamente registrado;
- ata da constituição da entidade e eleição dos dirigentes, devidamente registrada;
- prova de que seus diretores são brasileiros natos ou naturalizados há mais de 10 anos;
- comprovação da maioridade dos diretores;
- declaração assinada de cada diretor, comprometendo-se ao fiel cumprimento das normas estabelecidas para o Serviço; e
- manifestação em apoio à iniciativa, formulada por entidades associativas e comunitárias, legalmente constituídas e sediadas na área pretendida para a prestação do Serviço, e firmada por pessoas naturais ou jurídicas que tenham residência, domicílio ou sede nessa área.
 

03 - Quais são os critérios para seleção das localidades a serem incluídas nos avisos de habilitação?
Em março de 2011, o Ministério das Comunicações lançou o Plano Nacional de Outorgas, visando universalizar o serviço de radiodifusão comunitária. As localidades a serem consideradas nos novos avisos de habilitação nunca foram contempladas em aviso de habilitação ou, mesmo contempladas em aviso anterior, os processos para a localidade não resultaram em outorga.

A ordem das cidades nos avisos de habilitação foi definida em função da existência de registro prévio, no Ministério das Comunicações, de entidade interessada na prestação do serviço na cidade e em função do tamanho da população local. Além disso, foi valorizado o equilíbrio no número de cidades contempladas em cada macrorregião do país.

No intuito de que as entidades façam um planejamento da documentação a ser enviada, na divulgação do Plano Nacional de Outorgas foi incluído um cronograma com as localidades que serão contempladas nos próximos avisos de 2011.

A lista dos próximos avisos de habilitação pode ser obtida no site do Ministério das Comunicações, menu “Rádio Comunitária”, opção “Avisos de Habilitação”.


04 - Como devem ser feitos os Registros das Atas de Fundação, Constituição e Estatuto Social?
A Ata de Constituição da entidade e o Estatuto Social deverão ser registrados no livro “A” de Registro Civil de Pessoa Jurídica, nos termos do art. 116, I, da Lei nº 6.015, de 31 de dezembro de 1973. A Ata de Eleição de diretoria deve ser registrada no livro “B” do registro de Títulos e documentos.


05 - Como a entidade que quer se inscrever deve efetuar o pagamento da taxa de cadastramento no valor de R$ 20,00 (vinte reais) por meio de uma GRU?
Passo a passo:
- acessar o site www.stn.fazenda.gov.br
- clicar em GRU (Guia de Recolhimento da União)
- clicar em impressão GRU
- UG: 410003
- Gestão: Selecionar 00001- Tesouro Nacional
- Recolhimento código: Selecionar 18822-0 - Outras receitas
- avançar
- preencher somente os campos obrigatórios:
CNPJ e nome da entidade
- valor principal: R$ 20,00 (vinte reais)
- valor total: R$ 20,00 (vinte reais)
- emitir GRU
- imprimir
- efetuar o pagamento no Banco do Brasil
- encaminhar o comprovante juntamente com a documentação do pedido de outorga, conforme definido no Aviso de Habilitação


06 - A entidade pode solicitar prorrogação de prazo para cumprimento de exigências formuladas pelo Ministério das Comunicações ao longo do processo de outorga?

As entidades interessadas podem solicitar prorrogação de prazo para envio de documentação em atendimento a ofício de exigência, desde que o documento seja enviado dentro do prazo concedido pelo referido ofício e desde que seja apresentada uma justificativa formal. A solicitação somente será atendida por motivo de força maior ou caso fortuito, bem como nos casos de emergência ou de calamidade pública. Não serão aceitas prorrogações de prazo solicitadas por fax, e-mail ou telefone.


07 - Que profissional está habilitado a fazer o projeto técnico de uma rádio comunitária?
O profissional habilitado com competência para assinar os documentos constantes de declarações e do projeto técnico é aquele que possui as atribuições do art. 9º da Resolução nº 218, de 29/06/1973, do Conselho de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CONFEA), ou atribuições equivalentes. São exemplos os engenheiros eletrônicos, engenheiros eletricistas - modalidade Eletrônica e engenheiros de comunicação.
Em caso de dúvida quanto às atribuições e à situação do profissional que será responsável pela elaboração do projeto, é possível obter, junto ao CREA local, uma certidão de registro e quitação de pessoa física, que especifica essas informações.


08 - Quais são as taxas a serem pagas por uma Rádio Comunitária depois de autorizada?
As entidades autorizadas a executar o serviço de Radiodifusão Comunitária estão sujeitas ao pagamento das taxas de fiscalização das telecomunicações previstas em lei: na emissão da licença provisória e da definitiva a entidade paga uma taxa no valor de R$ 100,00 de PPDUR - Preço Público pelo Direito de Uso da Radiofrequência; R$ 200,00 de TFI - Taxa de Fiscalização de Instalação; e, em todo dia 31/03, R$100,00 de TFF - Taxa de Fiscalização de Funcionamento.


09 - Após a publicação da portaria de autorização a emissora pode começar a operar?
A publicação da portaria de autorização ainda não dá direito à instalação e operação da emissora, porque, de acordo com o artigo 223 da Constituição Federal, a autorização somente terá validade após ser aprovada pelo Congresso Nacional. No entanto, se o ato de autorização permanecer por mais de 90 (noventa) dias sem ser apreciado pelo Congresso Nacional, o Ministério das Comunicações expedirá uma autorização provisória para que a emissora comece a funcionar, conforme previsto em lei.


10 - Quando deve ser iniciada a execução do serviço?

O prazo para o início efetivo da execução do Serviço de Radiodifusão Comunitária é de seis meses a contar da data de expedição do ato de autorização de operação em caráter provisório ou da licença para funcionamento da estação, não podendo ser prorrogado.


OUTRAS QUESTÕES

01 - Qual é o procedimento para denunciar uma Rádio Comunitária autorizada que se comporta como uma emissora comercial?
Denúncias sobre supostos erros na prestação do serviço de radiodifusão comunitária, acompanhadas de documentos que comprovem os fatos denunciados, podem ser encaminhadas via ofício à Secretaria de Serviços de Comunicação Eletrônica do Ministério das Comunicações, situada na Esplanada dos Ministérios, Bloco “R” – 3º Andar do Anexo - Ala Oeste, Sala 300, CEP 70044-900 – Brasília-DF.


02 - Rádio Comunitária pode usar link?
O único link que uma rádio comunitária pode usar é entre o estúdio e o transmissor, devendo essa ligação ser feita por meio de cabo coaxial, cabo par trançado, fibra óptica ou linha telefônica, por exemplo, mas sem o uso de radiofrequência. Sempre que a entidade constatar a necessidade de utilizar um link, ela deve informar ao Ministério das Comunicações como e por que pretende fazer tal conexão.


03 - Quais são os procedimentos para mudança do sistema irradiante de uma rádio autorizada?

A alteração do local de instalação da estação somente poderá ocorrer após a publicação do Decreto Legislativo e se o novo local estiver em um raio de até 1 (um) quilômetro das coordenadas geográficas constantes da portaria de autorização de execução do  serviço. Ressalte-se que a sede da entidade deve estar a 1 (um) quilômetro do novo local proposto para o sistema irradiante, exceto nas localidades de pequeno porte, onde poderá se situar em qualquer ponto da área urbana em questão.

A entidade deverá enviar o Formulário de Informações Técnicas (Norma Complementar nº 01/2004, Anexo 14 - “Modelo de Formulário Padronizado”), devidamente preenchido e assinado pelo engenheiro responsável, contendo as novas características técnicas de instalação e operação pretendidas para a estação de RadCom, juntamente com a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) referente à instalação proposta, acompanhada de comprovante de pagamento ou autenticação bancária.

segunda-feira, outubro 10, 2011

Carro mais antigo do mundo é leiloado

De Dion Runabout de 1884 foi arrematado nos EUA por R$ 8 milhões

Foto: divulgação
De Dion Runabout
Ele tem apenas três rodas (nenhuma com suspensão), o barulho do motor é altíssimo e leva apenas o motorista, que dirige com o corpo totalmente exposto ao vento. Falamos do De Dion Runabout, um carro que foi leiloado nesse domingo (9) por US$ 4,62 milhões (cerca de R$ 8 milhões). O motivo de seu preço atingir tal patamar é sua história: trata-se do automóvel mais antigo do mundo em funcionamento. Ele foi fabricado em 1884, ou seja, tem 127 anos.
O modelo arrematado nos Estados Unidos é uma das seis unidades do veículo remanescentes do mundo, mas apenas o exemplar leiloado mantém as condições de funcionamento. 

Fabricado da França pela De Dion-Bouton, uma das primeiras fabricantes de veículos autopropulsados, o Runabout é de um tempo em que os motores a combustão ainda engatinhavam, por isso sua forma de impulsão é o vapor. O veículo carrega à frente do banco do condutor uma caldeira e uma fornalha, onde é colocada a lenha para aquecer a água. É como uma locomotiva a vapor compacta de quase 130 anos.
De Dion Runabout
Divulgação
O motor do De Dion Runabout é movido a vapor. Para isso, o veículo leva uma fornalha e uma caldeira
Concebido como uma alternativa ao cavalo e carroças, o carro a vapor da De Dion podia alcançar 55 km/h e percorrer um trecho de até 32 km sem “abastecer”. O modelo leiloado também também participou da primeira corrida de automóveis registrada do mundo, que aconteceu nas ruas de Paris em 1887.

Atriz iraniana é condenada a 1 ano de prisão e 90 chibatadas, diz site

Segundo oposição, Marzie Vafamehrha foi presa por participar de um filme crítico ao governo do Irã

iG
Foto: Reprodução
Marzie Vafamehrha, em cena do filme "Teherane Man Haray"
A atriz iraniana Marzie Vafamehrha foi condenada a um ano de prisão e 90 chicotadas por participar de um filme crítico ao governo, afirmou o site opositor Kalameh nesta segunda-feira.
Segundo o site, a sentença foi decretada no domingo por um tribunal de Teerã e o advogado da atriz apresentou um recurso à instância judicial superior.
Mulher do cineasta Naser Taghvai, Marzie teria sido detida no final de junho por atuar no filme “Teherane Man Haray” (“Minha Teerã à Venda”, em tradução livre).
A produção conta a história de uma jovem atriz que tem seu trabalho banido no Irã e tenta viajar para a Austrália.
Produzido por uma empresa australiana e dirigido pela iraniana Granaz Musavi, que mora na Austrália, o filme foi premiado no Festival de Cinema de Adelaide em 2009, mas proibido no Irã.
Taghvai declarou ao site Kalameh que outros artistas envolvidos no filme também foram presas, mas somente Marzie foi condenada. Segundo o cineasta iraniano, o filme contava com a permissão do Ministério de Cultura e Orientação Islâmica.
"Marzie está em uma prisão de Garchak, uma província de Teerã. O local é um antigo galinheiro que não apresenta as mínimas condições de higiene", completou o marido da atriz.
Taghvai acrescentou que o filme, antes vendido por menos de US$ 1 no mercado negro iraniano, agora está custando US$ 6.

Com AP e EFE

Correios dizem que greve não afeta entrega de material do Enem

Candidatos que não receberam confirmação de inscrição podem consultar locais de prova e imprimir cartões pela internet

iG
A entrega dos cartões de confirmação de inscrição e do material de apoio para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não está sendo afetada pela greve dos funcionários dos Correios. Nota divulgada nesta segunda-feira, dia 10, pela estatal informa que as operações de entrega seguem normalmente e que a entrega dos cartões de confirmação e de material de apoio, além da distribuição e coleta das provas no dia da aplicação do exame, estão sendo finalizadas. 
Segundo os Correios, os cartões estão sendo entregues dentro do prazo estipulado pelos Correios – até 14 de outubro. "A entrega do material de apoio segue também em normalidade, com quase 100% do total já entregue no destino", afirma a empresa, em nota. O universo da operação abrange 5,4 milhões de inscritos – alunos que já concluíram o ensino médio – em mais de 10 mil pontos de entrega em 1.603 municípios brasileiros, segundo os Correios.

Os candidatos que não receberam ainda os cartões podem consultar seus locais de prova no site do Inep. Aqueles que já quiserem ter os cartões em mãos também podem imprimi-los pela internet, informando o CPF e a senha, que pode ser recuperada no próprio site. O cartão impresso terá a mesma validade no dia da prova do que deve ser enviado pelo correio. Sem a identificação, os alunos não podem prestar o exame.
A operação é coordenada pelo Ministério da Educação, com o apoio de segurança dos ministérios da Defesa e da Justiça, Exército, Aeronáutica, Marinha, Polícia Rodoviária (Federal e Estaduais) e secretarias de Segurança Pública dos Estados, com a coordenação da segurança feita pela Polícia Federal (PF).
Os Correios iniciaram em setembro a operação para entrega de mais de 160 milhões de livros didáticos em todo o Brasil. O processo vai até fevereiro de 2012. A distribuição, resultado de uma parceria entre os Correios e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), atende 147 mil escolas em mais de 5.500 municípios. Segundo a estatal, 15% de toda a carga prevista já foi postada e estão sendo tratadas e distribuídas, dentro da meta estabelecida pelo FNDE.

*Com informações da Agência Estado

Estudante de design admite que não inventou logo com Steve Jobs

Logotipo teve grande repercussão após morte do co-fundador da Apple


Foto: Reprodução
Logotipo da Apple ganhou perfil de seu co-fundador e visionário Steve Jobs
Hong Kong - Uma homenagem feita por um estudante de design de Hong Kong a Steve Jobs e que atraiu atenção na Internet depois da morte do co-fundador da Apple na semana passada não é original, admitiu o adolescente nesta segunda-feira.
Jonathan Mak, de 19 anos, disse que não foi o primeiro a criar um design que mostra a silhueta de Jobs dentro da mordida do logo da Apple. Ele se manifestou depois que comentários surgiram no Twitter alegando que um designer na Grã-Bretanha, conhecido como Raid71 na Internet, havia criado o desenho original em maio.
O design publicado por Mak na Internet foi difundido rapidamente no ciberespaço na quinta-feira, pouco depois do falecimento de Jobs. O desenho foi postado por centenas de milhares de pessoas nas redes sociais, e bonés e camisetas foram vendidas no eBay com a marca. O logo foi usado até pelo ator Ashton Kutcher como sua foto de perfil no Twitter.
Mak, um estudante da Escola de Design da Universidade Politécnica de Hong Kong, reconheceu que não era o criador original do design, mas disse que não era um "roubo" do designer britânico. "Eu ainda cheguei à solução por conta própria, e minha consciência ainda está limpa, mas eu estarei mais do que contente em reconhecer que de fato alguém fez (o design) antes de mim", disse Mak a Reuters.
Assim como o design de Mak, o designer britânico coloca a silhueta de Jobs na mordida do logo da Apple. Mas as dimensões e as proporções daquele design é diferente do logo de Mak. Jobs, que criou produtos revolucionários e transformou a forma com que o mundo se relaciona computação e as comunicações pessoais, morreu na quarta-feira aos 56 anos.

Marcelo Tas: “Se você faz uma coisa que agride alguém, chegou no limite”

Em entrevista ao iG, apresentador do CQC fala sobre polêmico afastamento de Rafinha Bastos do programa.

Caso não consiga visualizar o vídeo, clique no link abaixo:
Festival do Rio - Entrevista Marcelo Tas
Até então em silêncio sobre a última polêmica do programa CQC, Marcelo Tas deu sua opinião sobre o episódio que culminou com o afastamento de Rafinha Bastos do programa da Band.
“O politicamente correto é uma peste que veio para infernizar a vida dos seres humanos, sou totalmente contra. O humor tem que ser engraçado. Agora, se você faz uma coisa que agride alguém e não é engraçado, aí para mim você chegou no limite”, disse. E depois suavizou a polêmica. “Isso não é nada grave para ser debatido como a coisa mais séria do mundo”, continuou.
Na edição do programa CQC, da Band, que foi ao ar no dia 26 de setembro, Marcelo Tas comentou que achava Wanessa Camargo “uma gracinha” grávida. Rafinha Bastos, seu colega de bancada, disse que “comeria ela e o bebê”. O comentário gerou revolta nas redes sociais, as mesmas que alçaram o programa à categoria de atração do momento. Rafinha foi suspenso e substituído por Monica Iozzi.
Tas concedeu uma entrevista exclusiva ao iG dentro da programação oficial do Festival do Rio, logo após participar de um debate sobre formas de se fazer sucesso, neste domingo (9).
Foto: George Magaraia
Marcelo Tas em entrevista exclusiva ao iG
iG: Você acaba de fazer um debate no Festival do Rio associando o sucesso do CQC no País com o uso da internet. Pode explicar melhor?
MARCELO TAS:
A internet sempre foi fundamental para o CQC. Atribuo a rapidez pela qual o programa foi recebido no Brasil por causa das redes sociais. A maioria de nós tem uma presença consistente na internet. Isso foi transferindo aos poucos para a TV. É uma geração que não quer a interrupção, quer continuar com aquilo além do programa da televisão.
iG: Tem também o lado negativo, o de dar mais espaço para críticas...
MARCELO TAS:
É o efeito colateral da internet. Você fica mais exposto, não controla tanto a informação, é mais criticado. Você é mais vidraça. Acho saudável, convivo muito bem com críticas. Principalmente as críticas sinceras. Isso ajuda a melhorar o que faço. É uma vida mais difícil. Mas não gostava daquela vida que a gente ficava falando e o telespectador acompanhava calado.
iG: O CQC é o programa mais polêmico da TV atualmente?
MARCELO TAS:
Olha, o CQC é objeto de muito embate. Às vezes é exagerado. Qualquer coisa do programa vira debate. Tem gente que acha isso bom. Acho que é bom você debater coisas conscientes. Mas não fujo de brigas. O cara que vê o CQC, por a gente ser ousado, também é, quer desafiar, joga casca de banana para gente escorregar. O telespectador atual não é passivo, quer criticar, quer participar. Não tem volta, a vida da gente agora é assim.
Foto: George Magaraia
Marcelo Tas diz que não foge das polêmicas nem das críticas
iG: O que você achou da declaração do Rafinha Bastos, que gerou seu afastamento do programa?
MARCELO TAS:
Creio que a TV é um lugar que a gente atinge uma audiência muito maior do que se pensa. Acho legal ter consciência disso e enxergar nossos limites. É o que está acontecendo agora. A gente está conhecendo os limites. Acontece em todo programa. É uma excelente oportunidade para amadurecer e superar, enfrentar esta crise e fazer um programa cada vez melhor.

iG: Rafinha foi apenas afastado temporariamente ou será substituído em definitivo?
MARCELO TAS:
Não sei. Não sou eu que tenho que responder, não tenho nada a ver com este assunto. Cuido da parte editorial, não é um assunto meu.
iG: Houve um pedido de desculpas formal para Wanessa Camargo?
MARCELO TAS:
Não sei, não sei. Não tenho a menor ideia (risos).
iG: Qual é o limite do humor? Até onde se pode ir com uma piada?
MARCELO TAS:
O limite do humor é a graça, é ser engraçado. O politicamente correto é uma peste que veio para infernizar a vida dos seres humanos, sou totalmente contra. Acho um nojo ter que falar “afro-brasileiro” ao invés de negro. Não poder fazer piada para judeu? O humor tem que ser engraçado. Se você faz uma coisa que agride alguém e não é engraçado, aí para mim você chegou no limite. Agora, isso não é nada grave para ser debatido como a coisa mais séria do mundo. É uma coisa inútil, parece mesa-redonda de futebol discutindo se foi impedimento ou não.
iG: O programa vai passar por alguma censura? Será mais policiado?
MARCELO TAS:
Não acho. A gente não reage por causa de críticas ou pelo que as pessoas pensam. Gosto de ouvir o público e a sua pulsação sincera. O programa não reage a críticas. Até porque a gente tem críticas muito favoráveis.
Foto: George Magaraia
Marcelo Tas: "A internet sempre foi fundamental para o CQC"
iG: Considera um exagero a polêmica em torno deste assunto do Rafinha?
MARCELO TAS: A gente perde muito tempo no Brasil falando de coisas que não têm importância. Na história recente do programa, tivemos uma grande luta contra preconceito de gays, com o episódio do Bolsonaro. Colocamos na parede o grande líder do Congresso, que é o Renan Calheiros. Para um programa de humor, está de bom tamanho enfrentar os grandes coronéis da política brasileira, que são o Renan e o Sarney. O quadro “Proteste Já” trouxe recentemente uma denúncia contra um partido que a grande imprensa costuma tratar com benevolência, o PSDB. Sobre o uso de uma prefeitura como comitê eleitoral. E a gente aqui perdendo tempo falando de piadinhas.

iG: A exacerbação de comediantes vindos do stand up banalizou o profissional do humor?
MARCELO TAS:
A banalização das coisas depende da gente. O stand up abriu a possibilidade do surgimento de humoristas que não tinham espaço no rádio e na TV. Isso não quer dizer que todo stand up é engraçado. Não é uma marca de qualidade. Tem stand up banal, sem graça e os que são excelentes.
iG: Humorista costuma ganhar bem, certo?
MARCELO TAS:
Isso é um fato. Se você pega a rede americana, o maior salário é do David Letterman. Na TV brasileira, quem tem o maior salário? Fausto Silva, Jô Soares, Tom Cavalcanti. E a razão disso é que fazer humor é uma tarefa difícil. São poucos os bons humoristas. Cadê o bom roteirista de humor? São poucos. Então eles têm que ganhar mais. Lei da oferta e procura.
iG: Os repórteres do CQC vieram do stand up. O improviso é o elemento primordial do programa?
MARCELO TAS:
Tem muito do DNA do improviso com a coisa do humor e rapidez. É justamente a mistura do jornalismo com o humor. E tem a categoria invisível que é a dos editores, que montam a matéria e tiram fora a parte que não tem graça. São 40 pessoas no total, sendo oito na frente da câmera. Geralmente a polêmica que sai na imprensa é sobre estas oito. E as outras 32?
Foto: George Magaraia
"A gente tem uma culpa católica, por associar sucesso comercial com pilantragem"

quinta-feira, outubro 06, 2011

Sueco Tomas Tranströmer é o ganhador do Nobel de Literatura

Considerado o maior poeta vivo da Suécia, escritor sofreu um derrame em 1990 que afetou sua fala, mas não o impediu de escrever

iG
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Foto: Reuters Ampliar
O poeta Tomas Tranströmer em março, fotografado em sua casa em Estocolmo
O poeta sueco Tomas Tranströmer, de 80 anos, foi anunciado na manhã desta quinta-feira (6) como ganhador do Prêmio Nobel de Literatura 2011. A justificativa dada pela Academia sueca responsável por conceder a honraria foi que "por meio de suas imagens condensadas, translúcidas, ele nos dá um novo acesso à realidade". É a primeira vez em mais de 30 anos que um sueco vence o prêmio.
Tranströmer teria demonstrado "felicidade" e "emoção" ao ser informado do prêmio. "Ele não acreditava que iria viver para isto", afirmou sua mulher, Monica Tranströmer, à imprensa sueca. Segundo ela, o casal ficou "muito surpreso" quando o secretário da Academia sueca, Peter Englund, ligou minutos antes de anunciar o prêmio para dar a notícia.
O peruano Mario Vargas Llosa foi o ganhador do Nobel de Literatura do ano passado, pondo fim a uma seca de duas décadas para autores de língua espanhola. O valor do prêmio é cerca de R$ 2,66 milhões.
Tomas Gösta Tranströmer nasceu no dia 15 de abril de 1931 em Estocolmo, capital da Suécia, filho de um jornalista e de uma professora. Começou a escrever com 13 anos. Sua primeira coletânea de poesias publicadas na Suécia foi "17 Dikter" ("17 poemas", em tradução livre), em 1954.
Estudou literatura, história da religião e psicologia na Universidade de Estocolmo, onde se formou em 1956. Se casou com Monica Bladh em 1958.
A poesia de Tranströmer traz características marcantes de movimentos artísticos como o Modernismo e o Surrealismo. Sua obra é marcada pelo interesse na natureza e na música. O poeta sofreu críticas durantes os anos 70 por não ter uma posição política em seus escritos. Nos últimos anos, tem escrito obras mais concisas e densas.
Em 1987, o poeta norte-americano Robert Bly, amigo íntimo de Tranströmer, traduziu todo seu trabalho para o inglês, no livro "New Collected Poems", lançado na Inglaterra. Em 1997 e em 2011, a edição foi revista e atualizada. Ao todo, o poeta possui 15 coletâneas publicadas na Suécia e 24 livros publicados em inglês. Sua obra foi traduzida para mais de 60 línguas, mas não possui nenhum trabalho em catálogo no Brasil.
Foto: Reuters
Tranströmer, que sofreu um derrame há mais de 20 anos, apresenta sua biblioteca em Estocolmo
O poeta escreveu duas vezes sobre sua infância. 'Östersjöar" ("Báltico"), publicado em 1974 na Suécia, fala sobre as férias de verão que passava na casa do avô materno na ilha Runmarö. Em "Minnena ser mig" ("As memórias me veem", em tradução livre), de 1993, Tranströmer reflete sobre como foi crescer durante os anos 30 e 40.
Como psicólogo, Tranströmer atuou na prisão juvenil Roxtuna entre 1960 e 1966, trabalhando com dependentes de drogas. Em 1990, o poeta sofreu um derrame, que afetou suas capacidades de fala. Mesmo assim, não parou de escrever ou de tocar piano, outra de suas paixões.
A rodada de anúncios de ganhadores começou nesta segunda (3), com o de Medicina, concedido a Bruce Beutler, Jules Hoffmann e Ralph Steinman. O trabalho dos três trouxe novas compreensões sobre o funcionamento do sistema de defesa do corpo humano.
Na terça-feira (4), o Nobel de Física foi concedido aos norte-americanos Saul Perlmutter, Brian Schmidt e Adam Riess, que descobriram que a expansão do universo está acelerada. Nesta quarta, foi revelado o ganhador do Nobel de Química, o israelense Daniel Shechtman, que descobriu os quase-cristais.
O ganhador do Nobel da Paz, o único que se concede e se entrega fora de Estocolmo, será tornado público em Oslo nesta sexta-feira (7). Três dias depois, o de Economia fechará a rodada dos prêmios, que serão entregues em 10 de dezembro, aniversário da morte de seu criador, o magnata sueco Alfred Nobel.
Veja a lista com os ganhadores do Nobel de Literatura nos últimos 10 anos
2011 - Tomas Tranströmer (Suécia)
2010 - Mario Vargas Llosa (Peru)
2009 - Herta Müller (Alemanha)
2008 - Jean-Marie Gustave Le Clézio (França)
2007 - Doris Lessing (Inglaterra)
2006 - Orhan Pamuk (Turquia)
2005 - Harold Pinter (Inglaterra)
2004 - Elfriede Jelinek (Áustria)
2003 - John M. Coetzee (África do Sul)
2002 - Imre Kertész (Hungria)
2001 - Sir Vidiadhar Surajprasad Naipaul (Trinidad e Tobago)