quinta-feira, agosto 18, 2011

'Sexo não é só bacanal. É muito mais profundo', diz Erasmo Carlos

Tremendão lança CD 'Sexo' nesta sexta-feira (19) por 'gostar da muvuca'.
CD tem parcerias com Arnaldo Antunes, Adriana Calcanhotto e Nelson Motta.

Braulio Lorentz Do G1, em São Paulo
O cantor Erasmo Carlos, 70 anos, lança o disco 'Sexo' (Foto: Divulgação) 
Erasmo Carlos, 70 anos, lança o disco 'Sexo'
(Foto: Divulgação)
Com 50 anos de carreira e 70 de idade, Erasmo Carlos ainda tem algo a dizer. No disco "Sexo", que chega às lojas na sexta-feira (19), o Tremendão cerca a temática que batiza o álbum por todos os lados.
Há o momento certo para enumerar posições sexuais, em "Kamasutra" ("No meia-nove a gente deu nosso primeiro beijo"), parceria com Arnaldo Antunes enfeitada com solo de cítara de Liminha, que produz o CD.
Em outras passagens, o "contorcionismo" na cama dá lugar à ternura. É assim na cândida "Homem mulher", composta com Adriana Calcanhotto, na qual canta que quer ser "seu homem mulher, seu patrão, seu bebê". Em entrevista ao G1, Erasmo fala de sexo, amor e rock n' roll.
G1 - O disco tem suavidade e ternura para falar do tema, mas também aborda a parte carnal. Como foi esse equilíbrio?
Erasmo Carlos -  Quando eu encomendei aos parceiros [Arnaldo Antunes, Adriana Calcanhotto e Nelson Motta], mandei as músicas e pedi as letras. Eu falei que o tema era "Sexo", mas não queria pornografia. Todos remetem a isso. Queria que pensassem no sexo como uma instuição suprema. O big bang foi o primeiro sexo. Sexo é uma coisa profunda, a verdade. No entanto, é tratado como mito, tabu. Todos fazem em suas casas, mas não falam em lares e escolas.
G1 - Além dos parceiros, você continua tocando com a banda de indie rock Filhos da Judith. O que eles trouxeram de novo para seu som?
Erasmo - Eles vestem a camisa, estão comigo desde o "Rock n' roll" [disco lançado em 2009]. Eu adoro minha banda, eles tocam com vontade e estão felizes com o que estão fazendo. Não tocam só por dinheiro.

Após 'Sexo', Erasmo Carlos prepara o disco 'Amor' para fechar trilogia iniciada com 'Rock n' roll' (Foto: Divulgação) 
 Após 'Sexo', Erasmo Carlos prepara o disco 'Amor' para fechar trilogia iniciada com 'Rock n' roll' (Foto: Divulgação)
 
G1 - Na sua opinião, um trabalho autoral, uma vida criativa efervescente aos 70 anos é algo raro na música brasileira? Você precisa disso, certo?
Erasmo - É, bicho. Eu respeito o que os outros pensam... Eu poderia estar vivendo dos sucessos da jovem guarda. Mas gosto da muvuca, de estar na discussão. Tenho netos e filhos de várias idades, e isso me integra ao mundo. O novo me fascina, não saberia ficar acomodado. É uma tendência mundial, uma coisa antiga, tipo aconteceu com o Sinatra. Você chega a um ponto e não faz mais nada novo. Tudo bem ser assim, mas não sigo isso. Aposentadoria seria uma morte. Se eu não puder andar mais e fazer shows, com certeza vou compor.
Eu poderia estar vivendo dos sucessos da jovem guarda. Mas gosto da muvuca. O novo me fascina, não saberia ficar acomodado. É uma coisa antiga, tipo aconteceu com o Sinatra. Você chega a um ponto e não faz mais nada novo. Tudo bem ser assim, mas não sigo isso."
Erasmo Carlos
G1 - Essa sua inquietação serve só para a música ou para tudo?
Erasmo - Serve para tecnologia, para sexo... Quero estar sempre "nas bocas". Eu tenho que aprender sobre internet para falar com os fãs. Tenho que mandar e-mails, usar twitter. Minha gravadora [Coqueiro Verde] não paga jabá, então não conto com rádio. Hoje, conto com internet e shows. Há pouco espaço na TV também. Cada um tenta uma fórmula, há até leilão por músicas.
G1 - Depois do CD 'Rock n' Roll', veio 'Sexo'. Muitos esperavam que o próximo fosse 'Drogas'. O fim da trilogia vem mesmo com 'Amor'?
Erasmo - Seria uma coisa anos 60 [sexo, drogas e rock n' roll]. Os tempos mudaram. São outras cabeças, outras propostas. As pessoas escravizadas aos anos 60 seguem essa trilogia até hoje. Hoje droga não é novidade, sabemos dos efeitos. Perdi milhões de amigos com drogas. Droga não é merecedora de um disco. Tudo indica que será "amor"... Seria maravilhoso.
G1 - A música 'O rosto do rei' seria a única que escapa mais da temática?
Erasmo - Não acho que escapa... Tem a ver com sexo. Eu canto: "Vivo só eu sei, mas sozinho jamais. Eu tenho alguém". Se eu tenho alguém, tem sexo junto. É só ler na entrelinha... Sexo não é só bacanal. É muito mais profundo, é uma coisa sagrada.

Número de livros vendidos no Brasil cresce 13%


Roberta Pennafort


O número de livros vendidos no Brasil cresceu 13% em 2010, mostra o estudo anual feito pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, e os de cunho religioso foram os que mais se destacaram. As edições nas áreas de literatura adulta e juvenil, técnica e de didáticos, todas subiram em relação a 2009, mas esse aumento não passou de 22%. Já o dos religiosos ficou perto de 40%. São os livros que têm o preço mais baixo entre os subsetores considerados pelo levantamento: saem das editoras por R$ 6,70, em média.

A explicação para os bons índices encontra-se, em parte, no enorme sucesso de Ágape, do Padre Marcelo Rossi, que traz sua reinterpretação de passagens do Evangelho de São João, e que se tornou o principal best-seller do País - um legítimo megasseller, com mais de 5 milhões de exemplares nas mãos de fiéis católicos em apenas um ano.

E pode estar também nas publicações relacionadas ao espiritismo, que ano passado tiveram novas tiragens, turbinadas pelo centenário do médium Chico Xavier e os filmes e programas de televisão sobre ele.

"Livros como o do Padre Marcelo fazem diferença nas estatísticas, mas isso não significa que o subsetor vá necessariamente se manter assim", diz Sônia Jardim, presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros, que comentou ao lado da presidente da Câmara Brasileira do Livro, Karina Pansa, os dados apresentados pela pesquisadora da Fipe Leda Paulani dia, no Rio. As duas entidades encomendaram a pesquisa.

Embora se sobressaiam por terem apresentado o maior crescimento de 2009 para 2010, os livros religiosos, em termos absolutos, ficam em terceiro lugar na lista de exemplares vendidos, atrás dos didáticos (202,6 milhões) e das chamadas obras gerais (135,2 milhões): foram 74 milhões de unidades. O universo pesquisado foi de 141 editoras, das 498 ativas, que publicam ao menos cinco títulos anuais e produzem 5 mil exemplares. Dessas, 231 são pequenas, com faturamento de até R$ 1 milhão por ano.

O desempenho das livrarias não foi avaliado, só o das editoras - o levantamento não analisa o comportamento da comercialização pela internet, por exemplo. O setor enxerga os resultados com alguma satisfação, mas sem muito entusiasmo. O faturamento, de R$ 4,5 bilhões, significa crescimento real de apenas 2,6%. A redução do preço do livro - antigo pleito do governo federal para a democratização da leitura - vem desde 2004 e já acumula 34%.

"É gratificante observar que há mais leitores, assim como mais livrarias, o que contribui para a educação, a cultura e o desenvolvimento", observou Karina, ressalvando que o impacto disso no faturamento só será possível de se observar no longo prazo. "A margem das editoras vem sendo comprimida", lamentou Sônia.

Porta a porta

Um ponto interessante é o aumento, pelo quarto ano seguido, das vendas no estilo "porta a porta". Essa modalidade, a que mais cresceu em 2010, inclui os catálogos de empresas como a Avon, que mistura títulos best-sellers a seus produtos de perfumaria e se vale da alta capilaridade da sua rede de revendedoras (está em mais de 1.500 municípios, mais ou menos o mesmo número de cidades brasileiras que possuem livrarias).

São edições compradas em grande quantidade pela empresa, e diferentes das encontradas nas livrarias: de bolso, mais simples e magras; por isso, mais baratas - algumas saem pela metade do preço. O fortalecimento da classe C entra nessa conta. "São pessoas que agora se permitem a compra de um livro", explica a pesquisadora. "A classe C ainda não tem o hábito de ir a livrarias e demanda livros mais baratos. No caso da Avon, a consultora orienta a compra do livro como faz com o batom, ou seja, tem uma relação mais pessoal", avalia Sônia.

sexta-feira, agosto 12, 2011

Byafra: "Não cantaria para espantar ladrão"

Artista fala ao iG sobre a repercussão de comercial televisivo no qual canta para assustar um assaltante de carro

 iG


Foto: Divulgação
Byafra: comercial polêmico e rentável
O ladrão entra em um automóvel, liga o motor e sai dirigindo. De repente, no banco de trás, surge Byafra cantando sua música, “Sonho de Ícaro”, cujo refrão pegajoso é “Voar, voar/ subir, subir/ ir por onde for...”. O ladrão não suporta a cantoria em tons agudíssimos e desiste da ação.
Pode parecer depreciativo para a imagem e a obra do cantor que contabiliza 30 anos de carreira. Mas Byafra não vê dessa forma. “É uma música que só me deu alegrias na vida. Estou fazendo mais shows por causa do comercial, está tudo ótimo”, diz ele, sucesso nos anos 1980, ao pôr suas canções – de versos melosos, sempre puxando no agudo – no horário nobre das novelas.
Desde que entrou no ar, a campanha publicitária de um seguro de automóveis (veja o vídeo no final do texto), no final do mês passado, a palavra “Byafra” tem aparecido constantemente entre os trending topics do Twitter. Para quem estava afastado da mídia há quase uma década, é um feito e tanto. “Ficamos uma madrugada inteira numa rua de São Paulo, noite muito fria, gravando sem parar. Mas valeu a pena”, comemora ele.
Byafra (cujo nome real é Mauricio Pinheiro Reis) pretende lançar em outubro um CD ao vivo. E adivinha a música de trabalho? Sim, sim: “Sonho de Ícaro”. Byafra não se cansa.
iG: O comercial do Bradesco Seguros não é pejorativo para a sua imagem?
Byafra
: Do meu ponto de vista, não. É uma grande brincadeira. É assim que levei desde o começo. Algumas pessoas podem levar para esse lado. Mas é uma comédia. O ladrão é divertido também... Não esperava essa repercussão toda.
iG: Você compete com os “pôneis malditos”, de um comercial de automóvel, pelo bordão publicitário da temporada. Gosta dos pôneis?
Byafra:
(Risos) Eu já vi, mas não entendi o comercial. Preciso ver direito, com mais calma. Deve ser interessante, porque está todo mundo comentando.
iG: Já teve carro roubado? Cantaria “Sonho de Ícaro” para assustar um ladrão?
Byafra:
Nunca tive um carro roubado. Se tivesse, é lógico que não cantaria uma música (risos). Certa vez roubaram meu saxofone em Niterói. Divulgamos que o saxofone tinha poderes paranormais e quem o encontrasse, se não devolvesse, teria vários anos de azar.

Foto: Divulgação
"Infinito amor", um dos discos lançados pelo cantor
iG: E obteve resultado?
Byafra:
O cara deve ter jogado na primeira vala que viu pela frente e ainda acendeu uma vela (risos). Ficou com medo. Nunca mais o encontrei.
iG: Quanto você ganhou para fazer este comercial?
Byafra:
Está em contrato que não posso falar de quanto foi o valor recebido.
iG: É mais do que você ganha com um show?
Byafra:
Um pouco mais, sim (risos).
iG: Esta propaganda está te ajudando a fazer shows?
Byafra
: Os shows estão bombando. Para setembro já tenho uns dez fechados. São 30 anos de carreira, não é só por causa do comercial. Mas é claro que isso ajudou a alavancar.
iG: Você recebe muitas reclamações por cantar sempre a mesma música?
Byafra:
De maneira nenhuma. “Sonho de Ícaro” é uma música que me persegue. Não tem jeito. Se eu não cantar no show, a pessoa pede o dinheiro do ingresso de volta.
iG: Por que o ‘y’ no nome?
Byafra:
Biafra é um apelido que recebi devido à Guerra de Biafra (região hoje anexada à Nigéria), onde só tinha gente muito magra. E eu era bem magrinho. Eu escrevia Biafra com ‘i’. Mas com a internet, se a pessoa digitasse ‘biafra’, cairia na África, com informações sobre a guerra. Resolvi colocar o y pra me diferenciar na busca. É uma questão prática, sou um visionário (risos).

Pôneis Malditos da Nissan viram hit

Propaganda para a picape Frontier provoca as rivais fabricadas na Argentina


Foto: divulgação
"Odeio barro, odeio lama. Que nojinho!"
A agência de propaganda Lew’Lara criou para a Nissan um daqueles jingles comerciais que não saem tão cedo da cabeça. Quando menos se espera você pode estar assobiando ou cantarolando a “Maldição do Pônei”, além de provavelmente ter enviado o mesmo vídeo com o comercial da picape Frontier para mais pessoas. Até crianças já cantam a música.
Sempre agressiva em suas campanhas publicitárias, a Nissan desta vez provoca seus rivais ao afirmar que sua camionete tem cavalos de verdade no motor em vez de “pôneis malditos”, como a concorrência. No comercial os pôneis ainda cantam: “Venha com a gente atolar. Odeio barro, odeio lama, que nojinho! Não vou sair do lugar”. O vídeo oficial no Youtube já teve mais de 4 milhões de acesso. Deu certo. Mas a marca não parou por aí.
O comercial termina com o pônei mandando um beijo e dizendo “te quiero”, ou “quero você”, em castelhano. Isso pode ser entendido como um recado da Nissan a Ford, Toyota e Volkswagen, que fabricam as picapes Ranger, Hilux e Amarok, pela ordem, na Argentina. Até o momento nenhuma reclamação foi enviada à marca e a propaganda segue no ar.
Caso de polícia
Essa não é primeira campanha provocativa da Nissan, nem a segunda e muito menos o terceiro comercial da marca nesse estilo. Em todos os outros a fabricante foi intimida pelo Conar (Conselho Nacional de Autoregulamentação Publicitária) e teve de tirar os anúncios do ar.
O caso mais grave aconteceu em março deste ano, quando a Nissan pegou pesado ao comparar engenheiros da Ford com abastados rappers em jalecos cercados por mulheres com roupas sensuais. No vídeo, a empresa japonesa comparava o preço mais baixo do Tiida em relação ao do Focus. A marca do oval azul não gostou e prestou queixa na polícia.

Em outras peças, a Nissan também provocou os concorrentes com a Livina. Nesse comercial a marca encenou executivos concorrentes jogando seus engenheiros em tanques de ácido (o pedido de desculpas foi um tanto sarcástico). A montadora ainda ironizou, em outro comercial, as picapes Amarok em Hilux ao dizer (com a dupla sertaneja Railuque e Maloque) que os veículos foram “criados no playground, jogando futebol no carpete e tomando leitinho com pera”. 

quinta-feira, agosto 11, 2011

Sandy, muito prazer



por Zeca Camargo |

Eu já te entrevistei um bom par de vezes, Sandy. Já assisti a alguns de seus show – em especial aquele de “despedida” da parceria com seu irmão. Já li muitas entrevistas suas – e já te vi em incontáveis programas de televisão – inclusive no que eu trabalho, em outras reportagens que não assinei. Assim como milhares (milhões!) de fãs, eu achava que te conhecia bem – talvez com uma pequena vantagem com relação a esses outros admiradores, pelo fato de eu ter chegado um pouco mais perto de você, quase sempre em ocasiões profissionais. Mas só agora, depois que li a entrevista que você deu à revista “Playboy”, eu posso dizer que conheci uma Sandy diferente – talvez mais próxima do que é a Sandy “de verdade”. Talvez mesmo até uma Sandy mais “estudada” para provocar o público de uma revista masculina (nunca se sabe…) – mas, sem sombra de dúvida, uma Sandy mais honesta. E isso, nesse mundo deliciosamente maluco do “showbizz” é o que realmente interessa.

Sei que entro no assunto dessa sua entrevista com certo atraso – mas sei também que você vai compreender meus motivos. Teria sido fácil eu comentar em cima da divulgação da sua entrevista – um processo normal, quando se trabalha com mídia, de lançar algumas “aspas” (entre aspas mesmo, como a gente costuma dizer no jargão jornalístico), para criar um boca a boca a boca de algo que ainda não foi lançado.  Mas seria mais um comentário vazio, e certamente fora do contexto – tão estridente quanto todos os que vimos circular alguns dias atrás nesse meio que já tem uma queda para a histeria… Então preferi esperar que a revista chegasse às bancas, que eu pudesse ler com calma tudo que você falou – e aí sim, tirar minhas conclusões. E minha primeira reação, sem medo de me repetir, é essa: muito prazer, Sandy.

A essa altura, dois parágrafos depois (uma “distância” que a maioria dos cínicos de plantão na internet não costumam alcançar), creio já ter espantado os oportunistas que estavam só esperando para ler o que eu iria escrever para alfinetar não só suas repostas mais ousadas à “Playboy”, mas minhas própria palavras escritas especialmente para você. Assim, a essa altura, sinto-me à vontade para cumprimentá-la pela coragem e maturidade que você demonstrou ao longo da conversa. Mais do que sua opinião sobre práticas sexuais (já falo disso mais adiantes – tenho que afugentar mais alguns curiosos desavisados que improvável e teimosamente talvez tenham acompanhado o texto até aqui!), o que eu queria destacar é a sua transparência e, sobretudo, sua capacidade de surpreender não só seus fãs, mas também os marmanjos que tinham aquela fantasia sobre sua figura.

Fantasia essa que, como você colocou muito bem, era a da “virgem do Brasil”. Para eles (e elas também, certo meninas?), o ideal seria que você continuasse a cultivar essa imagem para sempre. Claro! Essa era a fantasia erótica perfeita para boa parte desse público. Mas ao contrário deles – que, mesmo sem admitir, adorariam viver numa eterna adolescência – você cresceu. Casou, transou, gostou (ainda que, como você deixa no ar na entrevista, de maneira bem-humorada, não necessariamente nessa ordem…). E agora se sentiu à vontade para falar sobre tudo isso. Esse desmanche da fantasia, creio, é o que causou tanta sensação com relação às suas declarações – e que, secretamente, arrasou o coração de milhares de admiradores com a própria vida sexual claudicante por todo o Brasil. Você acha que alguém que tinha você em alta conta nas suas fantasias eróticas gostou de ler você dizendo: “Se meu marido me acha gostosa, então pra mim já basta”?

Esse é, claro, apenas um exemplo da franqueza com que você encarou as perguntas – e que eu, como jornalista, tiro meu chapéu (para os dois lados, entrevistada e entrevistadoras – a editora Adriana Negreiros e a repórter Camila Gomes). Naquelas linhas, encontrei uma Sandy que, mesmo tendo sido pego de surpresa, eu talvez já esperava que existisse – afinal, você já é uma mulher, de 28 anos, num casamento feliz! Aliás, como você também coloca, a essa altura você é “uma pessoa bem resolvida, casada, tudo certo”! Ninguém vai admitir isso, mas o que deixou parte dos seus admiradores chocados foi isso – e não a sua opinião sobre prazer e sexo anal.

Acho que quatro mil toques depois (sem duplo sentido, por favor – como diria o “venerado” repórter Agamenon Mendes Pereira!), já podemos falar sobre isso – sem medo de estarmos sendo lido por alguém que só quer se aproveitar disso para fazer uma piada sem graça e gratuita (com você e/ou comigo), que não seria nada além do reflexo do próprio desejo reprimido de quem se manifesta. Mas eu divago… Vamos voltar para a entrevista!

Suas aspas “polêmicas” (sim, agora as aspas estão em outra palavra – e você sabe porquê) trazem a seguinte declaração, feita depois da colocação “Dizem que mulheres não gostam de sexo anal. Você concorda com isso?” (o fato de a pergunta ter sido feita por uma mulher mas colocada na “terceira pessoa anônima”, o tal “dizem”, cria um pequeno ruído na conversa, mas vamos deixar barato…): “Então… Não tem como responder isso sem entrar numa questão pessoal. Mas falando de uma forma geral, eu acho que é possível ter prazer anal sim, porque é fisiológico. Não é todo mundo, Deve ser uma minoria que gosta”.

Pronto! Foi o que bastou para que todo um levante de falsos defensores do pudor se manifestasse. Não faltaram os que se mostraram horrorizados – horrorizados! – com a possibilidade de que você, a Sandy dos sonhos deles, mostrasse que tinha uma opinião sobre um assunto que eles mesmos não têm coragem de discutir na sua intimidade, nem mesmo “dentro de casa” (a não ser que muito bêbados, numa noite em que finalmente eles resolvessem convencer suas esposas de tentar algo diferente…).

Percebe a ironia, Sandy? Esse time de pseudo defensores da moralidade viu na sua declaração uma oportunidade “mágica” de poder falar daquilo que não ousam – mas desejam… (ou, pelo menos fantasiam!). O tabu – que, ao que parece, você cutucou – não estava dentro da sua cabeça, mas justamente na daqueles que fizeram questão de se mostrar escandalizados – escandalizados! – com sua “ousadia”. Que é, diga-se, a de discutir – e, como ficou claro na edição da entrevista, de um ponto de vista genérico, e não pessoal – um assunto que eles fingem não existir.

Como ilustração, conto aqui um episódio que eu mesmo vivi recentemente – e que tem a ver com a sua entrevista. Numa conversa entre amigos (alguns deles jornalistas), acabamos caindo nessa sua declaração – que havia “explodido” na internet, e que, justamente por esbarrar num tema “delicado”, mostrava-se virtualmente impossível de repercutir. Que outro veículo, que não a própria “Playboy”, teria espaço para tratar do assunto – que tornou-se, sem dúvida, popular, de uma maneira que não fosse vulgar? Nem preciso dizer o quanto a discussão foi ficando cada vez mais “quente”, até que a certa altura, eu já um pouco irritado com o nível crescente da hipocrisia sugeri: “Por que não começam a repercutir o assunto em casa, para ver a reação das suas esposas e maridos – e aí sim ver uma maneira interessante de desenvolver uma matéria?”.

O assunto acabou ali mesmo.

Percebe o que você fez, Sandy? Chacoalhou a intimidade de um monte de casais – e mesmo de solteiros com mentes “criativas” –, simplesmente porque deu uma opinião (genérica, e não pessoal – é bom sempre reforçar) sobre um assunto que mesmo gente que se diz tão liberada, tão “moderna”, tão “cabeça aberta”, não consegue discutir sem melindres. Foi divertido ver o desenrolar desse quiproquó nesses últimos dias – uma “bola de neve” que, como tudo que é “polêmica” que surge na internet, passou mais rápido do que o calendário conseguiu acompanhar…

Mas o que fica disso, pelo menos para mim, é a imagem de uma artista ainda mais legal – que é você. É realmente delicioso ver que você cresceu, e essa parte dos seus fãs não… É um pouco como se você agora estivesse dando o troco – depois de anos de deixarem explorar sua imagem (um processo que tinha, pelo menos em parte, a sua cumplicidade), parece que agora você é quem estivesse finalmente manipulando eles, como quem diz: “tolinhos… vocês acham que podem controlar o que eu penso…?”. Nada disso, eu entendi bem. Por isso, renovo minha confiança em você como uma pessoa bacana, Sandy.

E escrevo isso não pelas aspas do sexo anal, mas por tantas outras ao longo da entrevista, que me convenceram de que você – independente do rumo que sua carreira for tomar (cantora? atriz? mãe?) – está com as rédeas da sua vida na mão. Afinal, quantas pessoas, ao serem perguntadas sobre um outro assunto tão delicado como a traição no casamento, sem se apoiar na surrada muleta da religião, teria a lucidez de responder: “Homem gosta de sexo, gosta de variedade, gosta de experimentar. Só que, quando ele tem um autocontrole e um amor tão grande, isso dá força para se controlar e ele consegue ser fiel.”?

Vai que a vida é sua Sandy. E se a gente se encontrar por aí numa outra entrevista – nunca se sabe – pode contar com o dobro de respeito e o dobro da admiração que eu já tinha por você!

Um beijo.

Haddad é reprovado no primeiro teste como pré-candidato


Marta Suplicy e Haddad: PT fará mais de 30 caravanas na capital paulista (Foto: AE)
O ministro da Educação, Fernando Haddad, na opinião de aliados seus no PT, foi reprovado no primeiro teste como pré-candidato a prefeito de São Paulo.
Haddad – como diria Jânio Quadros em referência a outro Fernando, o próprio FHC – ficou meio perdido em Sapopemba.
Foi naquele bairro da periferia da capital que o partido promoveu sua primeira caravana para discutir propostas dos cinco pré-candidatos da legenda, no último fim de semana.
Foi também a estreia de Haddad em uma campanha eleitoral em toda a sua vida. Segundo quem assistiu seu discurso, ele foi mal.
Haddad sequer conhecia muitas lideranças de bairros – a caravana passou também por São Miguel Paulista e Tatuapé – e o mais importante nas zonais é cumprimentar todo mundo pelo nome.
Seu principal cabo-eleitoral, Luiz Inácio Lula da Silva, acendeu a luz vermelha. Dois vereadores já estão trabalhando numa espécie de embrião de equipe de campanha. Se preciso, vão soprar-lhe até os nomes de lideranças ao pé do ouvido nas próximas 34 caravanas e o ministro terá o discurso, digamos, afinado ao palanque.
O problema para Lula é que não fica bem ele sair por aí de bairro em bairro com seu candidato. O desempenho de Haddad reforçou, por enquanto, a tese da escolha do candidato por meio de prévias – com os cinco concorrentes.

Greve na Uern há mais de 70 dias

Foto: Divulgação
O Governo Rosalba Ciarlini parece que não está nem aí para com a greve dos professores da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte(Uern).
A greve completa hoje 71 dias. São mais de dois meses sem aulas na única Universidade patrocinada pelo Estado.
A direção da Associação dos Docentes da Uern (Aduern) acusa o Governo de intransigente e de de inflexível diante das reivindicações da categoria.
“Apesar de todos os esforços da Aduern, o Governo do Estado continua inflexível e se nega a achar uma solução para o impasse”, diz a direção da Aduern.
Entre outras coisas, os professores da Uern reivindicam reposição salarial de 23,98%.
Diante da inflexibilidade do Governo, a Aduern apresentou uma contraproposta escalonando o reajuste de 23,98% em três parcelas a serem pagas nos meses de outubro, novembro e dezembro. E que o retroativo de abril a setembro fosse pago em 2012.
O Governo não aceitou a contraproposta e avisou que não poderia pagar nada em 2011. Sinalizou com uma proposta de parcelamento do reajuste de 23,98% nos anos de 2012, 2013 e 2014.
Blog de Oliveira Wanderley

Vereador diz que professores são inúteis e causa polêmica

Críticas foram publicadas na internet. Segundo a polícia, vereador de Jacareí pode responder por injúria.

Um vereador de Jacareí, no Vale do Paraíba, interior paulista, postou na rede social Facebook críticas aos professores e à educação. Dario Bueno, do Democratas, mais conhecido como Dario Burro, escreveu que os professores são inúteis e que não gostam de dar aula. As declarações provocaram revolta na cidade.
O diretor do Sindicato dos Professores, Roberto Mendes, foi até à Câmara da cidade nesta terça-feira (9) e expôs no plenário a indignação da categoria. "Isso, no nosso entendimento é calúnia, é difamação. Então, ele deve responder pelo o que ele fala, ele é um homem público", disse Mendes.
Até esta terça-feira, não havia nenhuma representação contra o vereador na Câmara da cidade. Se isso for feito, o pedido será analisado pela Comissão de Ética e ele pode sofrer punições.
Na sessão da Câmara desta terça-feira, o vereador comentou a polêmica, disse não se arrepender dos comentários que fez e que acredita ser livre para expor suas opiniões. "Eu estou sendo sincero e ninguém espera sinceridade das pessoas, quanto menos os políticos", disse o vereador.
Se for denunciado, o vereador deve responder criminalmente pelas declarações. "Em tese, poderá configurar crime de injúria pela forma como ele fez essas declarações ofensivas, genéricas a uma categoria profissional dos professores", explicou o delegado Roberto Martins.
Neste tipo de crime de injúria, o culpado pode pegar até seis meses de detenção. O Sindicato dos Professores informou que ainda não fez uma representação na Câmara porque ainda vai se reunir para decidir que medidas tomar.
O vereador se defendeu, novamente atacando os professores. "Eu não tenho essa preocupação e creio que isso não procede. Mas, isso também demonstra o perfil autoritário do professor. Toda vez que ele é contrariado, ele quer punir quem o contraria de alguma maneira. Dentro da sala de aula, levando para a diretoria ou reprovando e fora da sala de aula levando para a delegacia ou Judiciário".

Boletins da Prova Brasil são disponibilizados pelo MEC

Avaliação aplicada a 60 mil escolas públicas é a base para o cálculo do índice nacional que mede a qualidade da educação

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O Ministério da Educação (MEC) disponibilizou os boletins de desempenho da Prova Brasil 2009 na última quarta-feira no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelas avaliações e pesquisas educacionais federais.
A Prova Brasil é uma avaliação bienal de português e matemática, aplicada a escolas públicas. Com o seu resultado e o fluxo escolar (repetência e evasão), é calculado o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que pretende medir a qualidade da educação brasileira.
Os boletins trazem informações sobre o número de alunos participantes, as médias obtidas em língua portuguesa e matemática, a distribuição dos alunos nas faixas de proficiência, a evolução do Ideb e indicadores educacionais como taxa de aprovação, médias de hora-aula e docentes com curso superior, para cada uma das cerca de 60 mil escolas públicas de 4ª e 8ª séries avaliadas. Com estes dados, as equipes gestoras conseguem compreender o Ideb que tiraram e traçar planos para melhorá-lo.
Os resultados preliminares da Prova Brasil 2009 foram divulgados em julho de 2010 em uma portaria do MEC publicada no Diário Oficial da União. O Inep estabeleceu critérios para que as escolas e secretarias de Educação apresentassem recursos até 15 de agosto de 2010. Os recursos foram julgados pela equipe técnica do Inep e os resultados consolidados estão sendo divulgados agora.

sexta-feira, agosto 05, 2011

Frases de motivação

 "O pior naufrágio é daquele que não saiu do porto"

  "Só a vida vivida para os outros vale a pena ser vivida"

"De tropeços , vitórias e quedas se constrói a experiência"

"Acima do homem que salta, há o homem que voa"

"Dói fracassar, mais doloroso ainda é nunca tentar acertar""

"Uma pessoa fechada jamais abrirá seus horizontes"

"Onde existe fé, sempre brilha a esperança"

"Os ventos e as ondas estão sempre do lado dos navegadores mais competentes"

 "O rio atinge seus objetivos, porque aprendeu a contornar obstáculos"

  "É muito bom ser importante, mas importante mesmo é ser Bom."

 "Creia naquele que tentou"

"Todo homem tem um vazio do tamanho de Deus"

  "Dentro de cada pessoa existe uma grande sede de felicidade e propósito de vida"

  "É fácil estar sentado observando o que é difícil é levantar-se e agir"

"Freqüentemente , a melhor maneira de vencer é esquecer de registrar os resultados"

"Nem sempre convém virarmos a página, por vezes é preciso rasgá-la"

  "Há coisa que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a palavra pronunciada e a oportunidade perdida"

"É quando fugimos que estamos mais sujeitos a tropeçar"

  "Tente ser mais simpático do que o necessário"

  "É muito melhor ter esperanças que não ter"

 "As pessoas querem aprender a nadar e Ter um pé no chão ao mesmo tempo"

  "Até agora as coisas aconteceram a você, desta data em diante faça com que você aconteça as coisas"

"Cada dificuldade encerra uma vantagem; cada problema oculta uma solução"

  "Na batalha da vida, só vencem os fortes, e um homem forte sempre determina o seu destino"

  "Só é vencido aquele que admite a si mesmo que está derrotado"

PACTO COM A FELICIDADE

De hoje em diante todos os dias ao acordar, direi :
Eu hoje vou ser Feliz !

Vou lembrar de agradecer o sol pelo seu calor e luminosidade,

sentirei que estou vivendo, respirando.

Posso desfrutar de todos os recursos da natureza gratuitamente.

Não preciso comprar o canto dos pássaros,
nem o murmúrio das ondas do mar.

Lembrarei de sentir a beleza das árvores, das flores.

Vou sorrir mais, sempre que puder.

Vou cultivar mais amizades e neutralizar as inimizades.

Não vou julgar os atos dos meus semelhantes ou companheiros.

Vou aprimorar os meus.

Lembrarei de ligar para alguém para dizer que estou com saudades!

Reservarei minutos de silêncio,

para ter a oportunidade de ouvir.
Não vou lamentar nem amargar as injustiças.

Vou pensar no que posso fazer para diminuir seus efeitos.

Terei sempre em mente que um minuto passado,
não volta mais, vou viver todos os minutos proveitosamente.

Não vou sofrer por antecipação prevendo futuros incertos,

nem com atraso, lembrando de coisas
sobre as quais não tenho mais ação.

Não vou pensar no que não tenho e gostaria de ter,

mas em como posso ser feliz com o que possuo.
E o maior bem que possuo é a própria vida.

Vou lembrar de ler uma poesia e de ouvir uma canção,

vou dedicá-las a alguém.
Vou fazer alguma coisa para alguém, sem esperar nada em troca,
apenas pelo prazer de ver alguém sorrir.

Vou lembrar que existe alguém que me quer bem,

vou dedicar uns minutos de pensamentos para os que já se foram
para que saibam que serão sempre uma doce lembrança,
até que venhamos a nos encontrar outra vez.

Vou procurar um pouco de alegria para alguém,

especialmente quando sentir que a tristeza e o desânimo
quererem se aproximar.

E quando a noite chegar, vou olhar o céu,

para as estrelas, para o luar e agradecer a Deus,
porque hoje eu fui Feliz!


*Carlos Drummond de Andrade*

Evite preocupar-se com antecedência


Preocupar-se significa sofrer por antecipação.
Pode ser positivo quando se traduz em cuidado,
mas um grave problema quando se torna uma ideia fixa, que perturba o espírito e turva os pensamentos a ponto de comprometer a saúde e a qualidade de vida.
Para ilustrar, partilho a história da qual desconheço a autoria: "Um homem contratou um carpinteiro para realizar uns trabalhos em sua fazenda. O primeiro dia do carpinteiro foi bem difícil: a serra elétrica pifou, ele machucou o dedo e, ao final do dia, o carro não funcionou. O fazendeiro ofereceu-lhe uma carona e, quando chegaram, foi convidado a conhecer a família.
Antes de entrar, o carpinteiro parou junto a uma árvore e a abraçou.
Então, ao abrir a porta, ele se transformou e,
 sorrindo, abraçou seus filhos e beijou sua esposa.
Ao sair, o fazendeiro perguntou:
"Por que você tocou a árvore antes de entrar em casa?".
O carpinteiro respondeu:"Ah! Esta é a minha Árvore dos Problemas".
Sei que não posso evitar os problemas no trabalho, mas eles não devem entrar em casa e chegar até meus filhos e minha esposa. Então, à noite eu os deixo na árvore e os pego no dia seguinte.
O engraçado é que quando vou buscá-los,
eles não são nem metade do que eu deixei na noite anterior.

Palavra que orienta

"Portanto, não vos preocupeis com o dia de amanhã,
pois o dia de amanhã terá sua própria preocupação!
A cada dia basta o seu mal"
 (Mt 6,34).

Tudo tem um tempo certo para acontecer e a preocupação não ajuda; ao contrário, acaba atrapalhando, pois nos impede de agir com clareza.
Jesus fala que Deus não deixaria que nos faltasse alguma coisa,
pois fomos criados à sua imagem e semelhança.
Enfatiza que devemos ter confiança no Pai, pois ele
conhece as nossas necessidades (cf. Mt 6,25-34).
Com a oração do Pai-Nosso (Mt 6,9-13), Jesus nos ensina a não pensar no ontem
 nem no amanhã, mas pedir o "pão nosso de cada dia".
Não somos capazes de eliminar todas as preocupações,
mas podemos amenizá-las com a oração.
"Não vos preocupeis com coisa alguma, mas, em toda ocasião,
 apresentai a Deus os vossos pedidos, em orações e súplicas,
acompanhadas de ação de graças.
E a paz de Deus, que supera todo entendimento,
guardará os vossos corações e os vossos pensamentos no Cristo Jesus" (Fl 4,6-7).
Permita que Jesus tome conta de suas preocupações:
"lançai sobre ele toda a vossa preocupação, pois ele é quem cuida de vós" (l Pd 5,7).

Rosemary de Ross
(Texto do livro:"Mensagens e orações para diversas situações do dia a dia". Paulinas Editora).

Eu tenho um sonho marthin luther king

Tradução de João Cruzué

"E eu lhes digo meus amigos: apesar das dificuldades que enfrentamos hoje e amanhã, eu ainda tenho um sonho. É um sonho enraizado no sonho americano. Eu tenho um sonho de que um dia esta nação se levantará e dará testemunho do verdadeiro significado da sua crença; nós conservamos estas verdades para que fique auto-evidente: que todos os homens foram criados iguais.

Eu tenho um sonho, que um dia sobre as colinas vermelhas da Geórgia os antigos donos de escravos serão capazes de assentarem-se juntos à mesa da irmandade. Eu tenho um sonho que um dia, mesmo o estado do Mississipi, sufocado pelo calor da injustiça, sufocado com o calor da opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça.

Eu tenho um sonho: Que um dia esta nação se porá de pé e viverá o verdadeiro significado de sua crença: Nós conservamos esta verdade para ser auto-declarada, que todos os homens foram criados iguais. Eu tenho um sonho, e nele, meus quatro filhos pequenos viverão em uma nação em que não mais serão julgados pela cor de sua pele, mas pelo conteúdo de seus caráteres."

Eu tenho um sonho hoje. Eu tenho um sonho de que um dia lá embaixo no Alabama com seus vícios racistas, com seu governador tendo em seus lábios palavras de interposição e nulificação, um dia bem ali no Alabama, os garotinhos negros e menininhas negras serão capazes de andar de mãos dadas com os garotinhos brancos e menininhas brancas como irmãs e irmãos. Eu tenho hoje este sonho.

Esta esperança é nossa esperança. É com esta fé que eu me volto para o Sul. É com esta fé que nós seremos capazes de transformar a montanha do desespero em uma pedra de esperança. Com esta fé nós seremos capazes de trabalhar juntos, lutar juntos, para juntos ficarmos de pé pela liberdade, sabendo que um dia, nós seremos livres."

"Deixe a liberdade ressoar. Nos cumes das colinas prodigiosas do Novo Hampshire, deixe a liberdade ressoar. Nas montanhas poderosas de Nova York, deixe a liberdade ressoar. Nas elevações dos Alleghenies da Pensilvânia, deixe a liberdade ressoar. Mas não só isto; deixe a liberdade ressoar no Monte Stone da Geórgia. Deixe a liberdade ressoar em cada colina e até nos montículos de terra das toupeiras do Mississippi.

E quando isto acontecer, quando nós a deixarmos ressoar, vamos nos apressar para aquele dia quando nós, todos os filhos de Deus, homens pretos e homens brancos, judeus e pagãos, protestantes e católicos, seremos capazes de nos dar as mãos e cantar as palavras do velho negro espiritual:
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"Livre por fim, livre por fim /

Graças ao Poderoso Deus / Por fim eu estou livre."
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Autoria do Sermão: Pastor Martin Luther King, Jr.

quarta-feira, agosto 03, 2011

Estudo diz que dietas fazem células do cérebro se canibalizarem

Pesquisa publicada na revista 'Cell Metabolism' poderia explicar por que é tão difícil manter resultados de dietas de emagrecimento.

Da BBC
Um estudo publicado na revista científica Cell Metabolism pode ajudar a explicar por que é tão difícil seguir uma dieta de emagrecimento.
Segundo a pesquisa, quando se passa fome, os neurônios responsáveis por regular o apetite passam a comer partes deles mesmos.

Os cientistas acreditam que isso aconteceria porque após um período de jejum e o uso emergencial de reservas de gordura, o corpo receberia um sinal de que há uma falta de comida e faria com que as células se alimentassem delas mesmas.
Os experimentos realizados com camundongos em laboratório revelaram que o ato de 'autocanibalismo' destas células gera a liberação de ácidos graxos, que por sua vez resulta em níveis mais altos de uma substância química no cérebro (a proteína agouti, AgRP) que estimula o apetite.
Um dos responsáveis pelo estudo, o pesquisador Rajat Singh, do Albert Einstein College of Medicine, em Nova York, acredita que remédios que interfiram neste processo de autofagia das células do cérebro poderiam ajudar a tratar a obesidade, fazendo com que as pessoas sintam 'menos fome e queimem mais gordura'.
Segundo ele, quando a autofagia foi bloqueada nos neurônios dos camundongos, os níveis de AgRP não se elevaram em resposta à fome e os níveis de outro hormônio, o hormônio estimulante dos melanócitos, permaneceram altos. Esta alteração na química do corpo levou os camundongos a ficarem mais magros, já que eles comiam menos após um período de jejum e gastavam mais energia.
Por outro lado, Singh explicou que níveis cronicamente altos de ácidos graxos na corrente sanguínea, como acontece em pessoas com dietas ricas em gordura, podem alterar o metabolismo dos lipídios, 'criando um circulo vicioso de superalimentação e equilíbrio de energia alterado.'
O estudo também pode ajudar a explicar por que o apetite tende a diminuir com a idade, já que as células de um corpo mais idoso não conseguiriam realizar a autofagia tão bem.

Entenda o que causa e como tratar a artrite

Doença não atinge apenas os idosos.
Bactérias e vírus podem causar o problema.

Dor e falta de força nas mãos é um problema mais comum do que a maioria das pessoas pensa. E mais: não é doença de pessoa idosa. A artrite é uma doença com várias causas. Pode ser provocada pela genética, por bactérias e também por vírus.
 
Entenda:

artrite (Foto: Arte/G1)
Atualmente existem aparelhos especiais para quem sofre de artrite. Eles ajudam a fazer movimentos que para a maioria das pessoas são simples, mas que podem ser um suplício para quem tem a doença. Por exemplo, abrir a pasta de dente e abotoar a camisa.

Filmes pornôs melhoram a vida sexual do casal?

Sexóloga responde pergunta de leitora e explica como a ficção pode fazer parte da sexualidade

Os filmes pornôs podem ser um forte estímulo sexual para o casal. Além de ajudarem na intimidade, desnudam os desejos sexuais de cada um e favorecem a criatividade. Contudo, para que o casal curta o momento, é preciso que ambos apreciem os vídeos e não se prendam ao desempenho dos artistas, tentando imitar. Realmente, a insistência para transar igual ao filme pode cortar o tesão. E a ideia é compartilhar com espontaneidade.

Durante o sexo é importante que tanto o homem como a mulher estejam à vontade, com a atenção voltada para as carícias e as próprias necessidades. Os gostos para os tipos de filmes variam. O homem gosta de ver um sexo explícito, selvagem e a mulher prefere os filmes com enredos que mostram sensualidade, sedução e uma pitada de romantismo. Mas é claro que existem aquelas que detestam qualquer filme da categoria e isso precisa ser respeitado e conversado entre o casal.

Outra reclamação das mulheres sobre os filmes envolve o exagero de seus parceiros, que acabam substituindo a transa real para assistir a ficção. Em geral esses homens encontram maior satisfação vendo do que fazendo sexo, e em suas fantasias eles são os protagonistas potentes, performáticos. Esse comportamento pode sim se tornar viciante, comprometendo o relacionamento do casal. Às vezes é um problema de ordem sexual da mulher ou sua indisponibilidade freqüente para o sexo que leva o parceiro a buscar prazer dessa maneira.

O fato é que muitas mulheres ficam inseguras ao ver seus maridos diante da pornografia. Muitas relatam que mesmo tendo um bom sexo se sentem trocadas ou com ciúmes. Neste caso é preciso trabalhar com os sinais da relação e menos com a fantasia, pois este é apenas um momento erótico dele.

Comportamentos de novela

De falta de empatia a abuso sexual, passando por adultério e promiscuidade, veja 10 comportamentos que viraram assunto de folhetim


Foto: Rede Globo/Divulgação Ampliar
Horácio Cortez
Explorar questões de hábitos e comportamentos sociais é um recurso comum nas novelas, que acaba servindo como arena de debates da vida privada. Clique em cada um dos tópicos e conheça melhor dez questões comportamentais discutidas nas últimas novelas:

- Vingança (Insensato Coração)
- Mulheres que cometem abuso sexual (Passione)
- Drunkorexia (Viver a Vida)
- Fantasias sexuais (Passione)
- Mulheres que tomam a iniciativa no sexo (Insensato Coração)
- Homens promíscuos (Viver a Vida)
- Romance com diferença de idade (Insensato Coração)
- Falta de empatia (Passione)
- Mulheres que traem (Passione)
- Relações entre homens e mulheres (Insensato Coração)

63% dos brasileiros são contra beijo gay em novelas

Pesquisa indica que brasileiro se sente mais incomodado com beijo na TV do que ao vivo

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Foto: Rodrigo dos Anjos/AgNews
Personagens de "Insensato Coração" participam de parada gay

Um pesquisa divulgada nesta segunda (1) pelo instituto Data Popular revela que a hesitação das redes de TV em exibir cenas de beijo homossexual tem o lastro da população: 63% dos brasileiros revelaram que não concordam com a exibição dessas cenas.


A rejeição aos beijos entre pessoas de mesmo sexo nas telenovelas é maior até do que o incômodo que os brasileiros dizem sentir ao ver um beijo homossexual em qualquer outra situação: 45% dos homens se disseram incomodados ou muito incomodados ao presenciar a troca de afeto entre pessoas do mesmo sexo, número um pouco superior aos 41% das mulheres que dizem sentir-se da mesma maneira.

Este é o argumento que os profissionais usam para explicar a ausência dessas cenas, embora romances e personagens gays sejam comuns em telenovelas. "Beijo gay só na minha casa. As pessoas não querem ver esse tipo de cena", afirmou recentemente o autor Aguinaldo Silva.
A pesquisa ouviu 3 mil brasileiros de todas as classes sociais e regiões do país ao longo do último mês.

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Família
O instituto ouviu ainda a opinião da população sobre a aceitação de um filho homossexual. Este foi o quesito em que homens e mulheres mais se distanciaram: 59% deles dizem que se sentiriam incomodados ou muito incomodados se descobrissem que um filho é homossexual. Entre as mulheres, este número foi de 41%.

Escola com Criança Esperança e Affroreggae é a pior do Rio no Ideb

Projetos sociais, frequentes visitas de presidentes, UPP e PAC não fizeram diferença na educação de Ciep do Cantagalo, em Ipanema

 iG 
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Foto: Raphael Gomide
Crianças brincam na área de lazer do Ciep e do Criança Esperança (à direita, em painel)


O Complexo Rubem Braga, no Morro do Cantagalo, em Ipanema, abriga o Espaço Criança Esperança, da Rede Globo, o AffroReggae, o projeto Dançando para não Dançar e o Ciep Presidente João Goulart, da Secretaria Municipal de Educação. Já visitaram o local, inúmeras vezes, o prefeito Eduardo Paes, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a presidenta Dilma Rousseff e o governador Sérgio Cabral. A primeira-dama da França, Carla Bruni já esteve no complexo, que recebe visitas diárias de turistas estrangeiros.
O conjunto de favelas Cantagalo/Pavão-Pavãozinho recebeu R$ 71 milhões em obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), um elevador panorâmico que virou ponto turístico e uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora), instalada em 2009.

Foto: Raphael Gomide Ampliar
Porta da escola municipal, no Cantagalo, a pior do Rio apesar das visitas constantes de políticos e turistas
Paradoxalmente, apesar da permanente atividade cultural, da estrutura, da projeção e da atenção política, a escola municipal de Ipanema foi a que teve pior desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) entre as 970 avaliadas da rede municipal do Rio, 1,8 nos anos finais do Ensino Fundamental. No ano anterior, a nota havia sido 3,7. Na Prova Rio, feita em 2010, o resultado também foi ruim: 3,6, deixando a João Goulart em 683º, ainda no pior terço das escolas municipais.
Nos anos iniciais do Ideb, resultado também decepcionante: é a segunda pior nota, 3,1, entre os colégios do município; no Ide-Rio (Índice de Desenvolvimento de Educação Rio), teve a 960ª posição, com 3,4.
“O espaço aqui é bom, a única coisa que estraga é a escola. O resto é legal”, disse a aluna Rayane Santos, 13.
“Os professores não passam muito as coisas. Não me surpreende em nada essa nota. É ruim. Os alunos não prestam atenção, por isso não sabemos nada. Os professores saem da sala quando os alunos estão fazendo bagunça. Só às vezes tem dever de casa. A aula é boa, mas os alunos bagunçam. Depois da refeição, todo mundo joga tangerina, fruta, um no outro, jogam comida debaixo da mesa, pegam a colher e a fazem de catapulta para jogar arroz...”, conta Joice Santos.

Foto: Raphael Gomide
Joice Santos, que acha a escola ruim, e Robson Alves, que gosta da aula de Educação Física, no Cantagalo, em frente ao colégio
A entrada da João Goulart é uma porta de vidro, ladeada por uma bandeira do Brasil em um mastro. Dali, vêem-se uma escada com corrimão e, à direita, andaimes, carrinhos de transporte de material de obra, uma escada desmontável e tapumes – provavelmente restos de uma obra recente.
A cinco metros da porta da escola está o projeto Criança Esperança, da Rede Globo; a outros 10 metros, o projeto Dançando para não Dançar; no andar de baixo, o grupo cultural Affroreaggae. Na sexta-feira (29), um grupo de cerca de 30 estrangeiros estava no local, rotina quase diária desde a instalação do elevador.
Caroline Corrêa, 14 anos, estudou na escola João Goulart até a 3ª série, mas saiu porque “não estava aprendendo nada”. Foi para a Escola Municipal Roma, uma das mais bem colocadas no município, com Ideb de 5,4 nos anos finais, o triplo da nota do ex-colégio. “É muita diferença”, disse Caroline.
A australiana Ruth Hienna, que mora no Rio há um ano e fala bem português, visitava o espaço na sexta-feira (29), disse que a situação é curiosa.

Foto: Raphael Gomide
Caroline saiu da escola porque não aprendia; Rayane e Joice acham que tem muita 'bagunça'
“É curioso, mas nem tão surpreendente. Há muito preconceito no Brasil, muita desigualdade. O governo não está nem aí para a educação. Se a economia está bem, então está tudo ótimo. Mas educação é chave para um país. Parecem estar fazendo o mesmo que a Austrália: evitam educar os aborígenes para não perderem poder”, disse Ruth Hienna, de origem afro-aborígene.
A secretaria mudou a direção e a coordenação pedagógica da escola este ano e instituiu uma série de programas de reforço e estendeu o horário de funcionamento para sete horas diárias.