
UM "DUNGA" ENJOADO E 190 MILHÕES DE "ZANGADOS"Blog sob a responsabilidade dos alunos da Escola Estadual Amaro Cavalcanti, Ensino Médio, de Jardim de Piranhas, RN.
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O recluso Brasil de Dunga não conseguiu superar o festeiro time de Carlos Alberto Parreira. Quando assumiu a seleção brasileira em 2006, o atual treinador adotou a linha-dura e métodos opostos àqueles aplicados no último Mundial. O desfecho, porém, foi o mesmo. Só mudou o adversário. Nesta sexta-feira, a seleção brasileira perdeu da Holanda por 2 a 1 e foi eliminada da Copa do Mundo nas quartas de final, mesma fase em que parou há quatro anos, diante da França.
O resultado, mais do que encerrar a campanha brasileira na África do Sul, coloca fim a mais uma era Dunga, como o próprio treinador confirmou em entrevista coletiva após o jogo. Dessa vez, com derrota, bem diferente do que aconteceu em 1994, quando o contestado capitão ergueu a taça nos Estados Unidos.
A partir das quartas de final, que começam amanhã, poderemos ter encontros pra lá de especiais nesta Copa do Mundo. Após uma passada de olhos nos cruzamentos, dá pra imaginar o que poderá vir pela frente com uma visão histórica do que passou -- e do que virá.
De um lado da chave, temos Brasil x Holanda e Uruguai x Gana. O confronto entre brasileiros e holandeses já é, pode-se dizer, um acerto de contas. Lógico que pela ótica dos alaranjados, que foram batidos pelos brasileiros nas quartas de final na Copa de 1994 e nas semifinais na Copa de 1998. Do outro lado, vamos ver Argentina x Alemanha e Paraguai x Espanha. O duelo entre argentinos e alemães é um tira-teima. Em 86, los hermanos foram campeões, vencendo por 3 a 2. Em 90, os alemães deram o troco, ganharam por 1 a 0 e ficaram com o título. Lembro-me da imagem de Maradona chorando. O jogo de sábado não é uma final, mas é mais de meio caminho andado até ela.
Nas semifinais, as perspectivas aumentam. Imagine o que poderá ser um Brasil x Uruguai. Falar da Copa de 50 já virou lugar-comum. Prefiro avançar no tempo: Copa de 70, na qual os brasileiros bateram nossos grandes rivais por 3 a 1 também numa semifinal antes do tri. Uruguai x Holanda não terá o mesmo charme, mas para os uruguaios seria uma oportunidade de ajuste de contas: na Copa de 74, levaram um baile do Carrossel de 4 a 0. Chocolate histórico, um dos maiores dos Mundiais. S
eja qual for o cruzamento na outra semifinal não deixará de ser marcante. Mesmo um improvável Argentina x Paraguai. Desde a final da primeira Copa, em 30, entre argentinos e uruguaios, nunca houve cruzamentos entre sul-americanos em fases decisivas de Copas sem a presença de brasileiros. Argentina x Espanha ou Alemanha x Espanha, mesmo sem antecedentes marcantes em Copas, seriam jogos de tirar o fôlego. A final, então, nem se fala. Se o Carrossel avançar, poderemos ver a reedição da final da Copa de 74, contra os alemães; ou a da Copa de 78, contra a Argentina.
Se o Brasil gramado do Soccer City eno dia 11, o peso histórico não será menos impressionante. Além de uma inédita decisão entre brasileiros e espanhóis (alguém vai lembrar "As touradas de Madri" na goleada de 6 a 1 em 50), poderemos ter um Brasil x Alemanha, reeditando a final da Copa de 2002; e o melhor de todos os confrontos: Brasil x Argentina, o maior clássico entre seleções do mundo. Seria a final dos sonhos -- ou dos pesadelos.
RIO - Parece que a campanha argentina deu certo para o "pé-frio" Mick Jagger torcer pelo Brasil na Copa do Mundo . Depois dos "hermanos" criarem um site, brincando com a má fama do roqueiro, que assistiu às eliminações de Inglaterra e Estados Unidos, o líder dos Rolling Stones declarou, em entrevista ao site da Fifa, que vai torcer pela seleção brasileira. A torcida do cantor tem um motivo especial: seu filho "meio brasileiro" com a apresentadora Luciana Gimenez.
Apesar da fama de "pé-frio", Mick Jagger assistiu à vitória brasileira sobre o Chile por 3 a 0, nas oitavas de final.
O Brasil vai entrar em campo para enfrentar a Holanda, nesta sexta-feira, em Porto Elizabeth, pelas quartas de final, pela primeira vez com o uniforme azul nesta Copa do Mundo. A seleção vai jogar de camisa azul, calção branco e meias azuis. Já a Holanda joga com a tradicional camisa laranja, calção preto e meia laranja. A decisão foi tomada nesta quinta-feira no encontro técnico realizado pela Fifa com representantes das duas delegações.
Será a terceira vez em quatro encontros com a Holanda em uma Copa do Mundo que o Brasil jogará com o uniforme azul. Em 1974, na derrota por 2 a 0, e em 1994, na vitória por 3 a 2 nas quartas de final, a seleção entrou em campo com o segundo uniforme. Já em 1998, quando o Brasil venceu na semifinal nos pênaltis após o empate por 1 a 1, a seleção jogou com o uniforme amarelo.
O uniforme azul será usado pelo Brasil pela décima vez em Copas do Mundo. O retrospecto é positivo: sete vitórias, um empate e uma derrota. Destaque para a vitória sobre a Suécia, na final da Copa do Mundo de 1958. A última vez que a seleção jogou com a camisa azul no Mundial foi na vitória sobre a Inglaterra, em 2002, pelas quartas de final.
Todos os jogos da seleção brasileira com o uniforme azul em Copas do Mundo
1938 - Brasil 6 x 5 Polônia
1958 - Brasil 5 x 2 Suécia
1974 - Brasil 2 x 1 Argentina
1974 - Brasil 0 x 2 Holanda
1978 - Brasil 3 x 1 Polônia
1994 - Brasil 1 x 1 Suécia
1994 - Brasil 3 x 2 Holanda
1994 - Brasil 1 x 0 Suécia
2002 - Brasil 2 x 1 Inglaterra
Mais uma vez Holanda e Brasil estarão frente a frente decidindo uma vaga nas semifinais da Copa do Mundo. A última vez que isso aconteceu faz 16 anos, no Mundial dos Estados Unidos, e o Brasil levou a melhor. Quatro anos mais tarde, em 98, na França, a seleção brasileira mais uma vez avançou, só que para a grande final contra os anfitriões. Em 74, na Alemanha, foi a Holanda quem venceu, eliminando o Brasil na segunda fase da Copa. Agora, o palco será o Estádio Nelson Mandela Bay, em Porto Elizabeth, na África do Sul.
Dentro de campo, o equilíbrio é incontestável. E não apenas nos números. Neles, aliás, a seleção dirigida por Bert van Marwijk leva a melhor. Na disputa entre os titulares, eles vencem por 6 a 5. Do meio para trás do time, o Brasil aplica uma goleada. Do meio para frente, é a Holanda quem sobra.
Dois argentinos chegam a São Paulo, sem grana, e ai um diz pro outro: Vamos nos separar para pedir dinheiro e ao final do dia nos reunimos para ver quanto cada um de nós arrumou.
O outro topa e então cada um vai para o seu lado.
Já bem de noitinha se encontram de novo e um pergunta para o outro: Quanto você conseguiu?
- 10 reais.
- E como fez?
Fui ao parque e pintei um cartaz: ‘NO TENGO TRABAJO, TENGO 3 HIJOS QUE ATENDER, POR FAVOR, LES SUPLICO! NECESITO AYUDA!’.
E você, quanto ganhou? Perguntou o que ganhou R$ 10,00
- Ganhei 8.694,00 reais.
- Madre mia! Como você fez para conseguir tanto?
Escrevi um cartaz assim: ‘FALTA 1 REAL PARA EU VOLTAR PARA A ARGENTINA’.
(Largadoemguarapari - blog)
“Estou com um problema e preciso da sua ajuda:
Sou um rapaz no auge da vida, no momento sem trabalho e, infelizmente, soropositivo.
Tenho 3 irmãos, um é gay, um é flamenguista, o outro foi condenado à 22 anos de prisão por homicídio qualificado e uma irmã que é prostituta.
Minha mãe morreu de overdose quando eu tinha 3 anos. Meu pai nos abandonou após a morte da minha mãe e vende drogas num bairro degradado da zona leste.
Recentemente conheci uma garota que acabou de sair da FEBEM por ter tentado afogar o seu filho recém-nascido.
Amo essa garota e quero construir uma relação estável com ela. Para que possamos ser felizes só concebo uma relação transparente e de amor verdadeiro.
A minha dúvida é:
Devo falar a ela que meu irmão é flamenguista ?”
Seu Zé, caipira, pensou bem e decidiu que os ferimentos que sofreu num acidente de trânsito eram sérios o suficiente para levar o dono do outro carro ao tribunal.
No tribunal, o advogado do réu começou a inquirir seu Zé:
- O Senhor não disse na hora do acidente ‘Estou ótimo’?
E seu Zé responde:
- Bão, vô ti contá o qui aconteceu…Eu tinha cabado di colocá minha mula favorita na caminhonete…
- Eu não pedi detalhes! – interrompeu o advogado.
- Só responda à pergunta: O Senhor não disse na cena do acidente: ‘*Estou ótimo*’?
- Bão, eu coloquei a mula na caminhonete e tava desceno a rodovia…
O advogado interrompe novamente e diz:
- Meritíssimo, estou tentando estabelecer os fatos aqui. Na cena do acidente este homem disse ao patrulheiro rodoviário que estava bem. Agora, várias semanas após o acidente ele está tentando processar meu cliente, e isso é uma fraude. Por favor, poderia dizer a ele que simplesmente responda à pergunta.
Mas, a essa altura, o Juiz estava muito interessado na resposta de seu Zé e disse ao advogado:
- Eu gostaria de ouvir o que ele tem a dizer.
Seu Zé agradeceu ao Juiz e prosseguiu:
- Como eu tava dizeno: coloquei a mula na caminhonete e tava desceno a rodovia quando uma picape travessô o sinal vermelho e bateu na minha caminhonete bem du lado. Eu fui jogado fora prum lado da rodovia e a mula pru otro. Eu tava muito firido e num pudia mi movê. Mais eu pudia ouvi a mula zurrano e grunhino e, pelo baruio, pircebi que o estado dela era muito feio. Logo in siguida o patruleiro rodoviário chegô. Ele iscuitô a mula gritano e zurrano e foi até ondi ela tava. Depois de dá uma oiada nela, ele pegou o revorvi e atirou treis veiz bem no meio dos óio dela. Depois ele travessô a istrada com a arma na mão, oiô pra mim e disse:
- Sua mula estava muito mal e eu tive que atirar nela. E, como o senhor está se sentindo?
- Aí eu pensei bem e falei: Tô ótimo!!!.
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Os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) mostram que o Brasil atingiu as metas de qualidade para o ensino fundamental e o médio previstas para 2009 e até antecipou o esperado para o ano que vem no caso do fundamental. Porém, o ensino médio se revela a grande preocupação para o País: os resultados pouco evoluíram nos últimos anos e são os mais baixos da educação básica.
Dados divulgados nesta quinta-feira pelo Ministério da Educação mostram que, em 2005, o Ideb nacional no ensino médio era 3,4. A meta para os quatro seguintes não era muito desafiadora: 3,5. O índice foi atingido em 2007. Porém, ao longo desse período, pouca coisa mudou. Em 2009, a nota observada para e fase final da educação básica ficou em 3,6. Nas outras etapas avaliadas, as metas de 2011 também já foram cumpridas. No ensino médio, não. O objetivo é que o Ideb dessa fase chegue a 3,7 em 2011.Agência Estado
Logo após o anúncio de que Antônio Indio da Costa (DEM-RJ) formaria a dobradinha com José Serra na chapa oposicionista, o deputado Brizola Neto (PDT-RJ) lembrou, via Twitter, que o democrata foi alvo de investigação em Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal do Rio, quando era secretário de Administração do então prefeito Cesar Maia. Naquele cargo, Indio foi responsável por um processo de licitação de merenda escolar considerado fraudulento.
A CPI pediu seu indiciamento por suposto envolvimento com as irregularidades. O relatório foi enviado para o Ministério Público, ao Tribunal de Contas do Município e à Delegacia de Polícia Fazendária. Promotores estaduais chegaram a instaurar inquérito em que ele figurou como investigado, mas o procedimento acabou sendo arquivado em 2008.
Segundo dados da Transparência Brasil, Indio também gastou, desde o início do mandato de deputado, R$ 733,8 mil com verbas indenizatórias da Câmara. Para justificar gastos de R$ 95 mil desse total, ele usou notas fiscais emitidas pelo criador de seu site na internet. O valor que ele diz ter pago é 31 vezes superior à média de mercado: a criação de uma página na internet semelhante à do deputado custa, em média, R$ 3 mil.
Apartamento
As notas foram emitidas pela empresa Moscatelli Manutenção em Serviços Digitais, cuja sede é um apartamento residencial na Rua Santa Clara, em Copacabana (RJ). O dono, Roberto Moscatelli Lima, de 30 anos, foi o responsável pela criação da página destinada a divulgar o mandato de Índio da Costa na web.
À reportagem, Moscatelli disse que os pagamentos se referem ao serviço de criação do site. Confrontado com a média de preço de mercado para páginas semelhantes, ele disse não saber quanto recebeu do gabinete de Indio. "Não tenho como te dizer isso, procura a assessoria dele."
Pablo Peixoto lançou no YouTube a série baseada no filme 'Um dia de fúria'
Ao contrário do que muitos podem pensar, o criador da série de vídeos lançada no YouTube “Dunga em um dia de fúria”, Pablo Peixoto, de 32 anos, não gosta de futebol. “Nem poderia, pois torço para o Vasco”, brinca. A Copa do Mundo, sim, empolga o redator publicitário e roteirista. “De futebol internacional não sei nada, mas Copa do Mundo é vida! Aliás, está me dando um suador que não tem jogo de Copa hoje”, afirmou para a reportagem do UOL Esporte.
Mineiro de Cataguases, Pablo mora há 10 anos em Juiz de Fora e vive de seus projetos pessoais: “Sou meu Roberto Marinho, meu próprio editor.” Seus mais consagrados trabalhos são os blogs “Pérolas para Porcos”, sobre assuntos variados, e “Porra, Mauricio!”, em que satiriza as histórias em quadrinhos de Mauricio de Souza – e que já soma 4 milhões de acessos desde março, quando foi iniciado.
“Também sou jornalista, mas deixei a atividade porque tinha um inimigo, o Manual de Redação. Queria escrever no meu estilo”, afirma o homem por trás de todas as vozes da sátira da Internet.
A inspiração para o personagem Michael Dunga veio de um amigo, que lhe mandou pelo Twitter o link da cena da lanchonete em versão dublada para o português. Vendo o ator Michael Douglas em ação, Pablo teve a ideia de transformá-lo no técnico da seleção brasileira. “Podia ser o Dunga falando do time. E comecei a imaginar quem seriam os outros personagens, a Fátima Bernardes, o Robinho, o Tadeu Schmidt...”, conta.
Dois outros vídeos foram lançados na sequência, um sobre o jogo do Brasil com Portugal, outro, sobre o embate contra o Chile. “Cada jogo tem uma piada diferente. Fora que o choque inicial já havia passado, eu tinha que surpreender nos vídeos seguintes”, afirma. Por isso, depois do primeiro vídeo, “Dunga vai ficando mais bonzinho, se regenerando”, ele explica.
“Torço por ele, acho que está fazendo o que devia ser feito, estava tudo bagunçado mesmo. Seu trabalho é seriíssimo”, pondera, defendendo o técnico. “Ele está pressionado e tem uma amargura com a imprensa. Agora, está querendo mudar esse paradigma, porém acho que se excede às vezes, como no episódio com a Globo. Mas acho que tem mais acertos do que erros”, conclui.
O primeiro vídeo foi ao ar no dia 21 de junho, já alcançou mais de 1 milhão de visualizações e esteve entre os seis mais vistos na África do Sul. “Acho que deve ser por causa da imprensa brasileira que está lá na África.” Será que a delegação brasileira, comissão técnica e jogadores não viram a paródia?
Para montar cada um dos filmes, Pablo gasta em média seis horas. “O segundo e o terceiro consumiram mais tempo, pois estão mais caprichados, têm mais diálogos, ficaram melhores tecnicamente.”
Pablo programa lançar uma nova produção após a partida com a Holanda, nesta sexta. “Este projeto está me trazendo oportunidades”, comemora.
Primeiro episódio: na lanchonete contra a Globo
Segundo episódio: contra os portugueses
Terceiro episódio: Michael Dunga versus gangue de chilenos
iG São Paulo
O uso de apostilas tem beneficiado os estudantes cujas escolas adotaram o material em sala de aula. As justificativas seriam a mudança provocada nas aulas e o melhor aproveitamento do tempo, de acordo com estudo realizado pela Fundação Lemann divulgado nesta terça-feira.
Os dados da pesquisa revelam que a adoção dos materiais provocou um aumento de cinco pontos nas notas dos alunos na Prova Brasil, exame nacional que avalia os conhecimentos de matemática e língua portuguesa. Para Paula Louzano, coordenadora do estudo, o impacto é importante. “As metas do Ministério da Educação dizem que um aluno precisa evoluir nas notas 50 pontos entre 5º e o 9º ano. Isso significa 12 pontos a cada ano. Então esse ganho de cinco pontos simboliza metade de um ano escolar”, afirma.
Durante a pesquisa, foram observadas escolas com diferentes perfis. A amostra de 7,5 mil colégios das redes municipais de educação do estado de São Paulo possuía escolas que utilizaram as apostilas entre 2006 e 2007 (depois da aplicação da primeira Prova Brasil), outras que só começaram a usar esses materiais depois de 2008 e um grupo que nunca utilizou esse tipo de material.
As notas dos alunos dessas escolas foram comparadas para se obter um resultado mais preciso sobre o impacto desses materiais no processo de ensino e aprendizagem das escolas. Os pesquisadores explicam que os sistemas que utilizam esses materiais – em São Paulo, há 291 municípios nessa situação – fornecem, além das apostilas para os alunos, material específico para o professor, capacitação pedagógica, acesso a portais educativos e, em alguns casos, acompanhamento pedagógico para os professores.
De acordo com Paula, as comparações ponderam ainda outras características consideradas fundamentais para o sucesso escolar das crianças: a escolaridade familiar, a formação dos professores, a infraestrutura das escolas. Além de avaliar os aumentos das médias das notas dos estudantes, o estudo da Fundação Lemann também traz números sobre a capacidade do colégio de melhorar a condição do aluno.
Paula explica que, em 2005, apenas 20% dos estudantes das escolas observadas apresentaram conhecimentos adequados de português e matemática na Prova Brasil. Em dois anos, esse montante passou para 25%. “É um aumento bastante representativo. É importante analisarmos isso também”, ressalta a pesquisadora.
Experiências populares
Em São Paulo, a quantidade de municípios que adota materiais diferentes dos concedidos pelo governo federal, que distribui livros didáticos às escolas, aumentou 89% nos últimos cinco anos. Em 2006, eram 154. Agora, são 291. Destes, apenas 73 utilizam materiais elaborados pelas próprias prefeituras ou secretarias municipais. O restante compra apostilas de empresas privadas ou organizações não-governamentais.
“Esse não é um tema fácil. Nas pesquisas que estamos realizando desde 2008, percebemos a resistência de muitos professores, mas também observações positivas sobre os materiais. Acho que temos de aprender com esses métodos. Queríamos apresentar os dados para discutirmos o que fazer a partir deles”, destaca Paula.
Mudanças na sala de aula
O bom resultado de alunos ao usar apostilas é, na verdade, um efeito colateral. É o que acredita o coordenador do departamento de Educação da Universidade de São Paulo, na área de Metodologia do Ensino, professor Nilson Machado.
Segundo o professor, as apostilas que indicam exatamente como abordar cada assunto em sala de aula ajudam no planejamento, provocaram um avanço na organização e planejamento das aulas, “mas isso acontece a custo da uniformização do que é dado. Todos os alunos, não importa a realidade deles, recebem a mesma aula”.
Em um quadro em que a condição de trabalho dos docentes impede o planejamento mais aprofundado das aulas, as apostilas surgem como uma solução dinamizadora. “Elas melhoram a organização da aula, pois impede que o professor passe um bimestre inteiro em um único assunto, mas o colégio perde a identidade, o professor perde a identidade e por conseqüência o aluno perde na qualidade do ensino”, afirma o coordenador.
Modelos como o adotado pela Secretaria de Educação de São Paulo, que desenvolveu um caderno para o professor, com sugestões de como abordar os temas em sala de aula, com dicas de atividades, seriam os mais indicados, segundo o especialista. “o caderno do professor não elimina o livro didático e mantém uma conversa com o professor. Ele não diz como fazer, só sugere”.